A literatura enóquica e sua recepção no protocristianismo: uma análise em Mateus 25.31-46
| Ano de defesa: | 2023 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Universidade Metodista de São Paulo
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.metodista.br/handle/123456789/70 |
Resumo: | Esta pesquisa tem como tema a relação entre a escatologia apocalíptica presente no evangelho de Mateus e a literatura enóquica, e objetiva explicar que a comunidade de Mateus percebeu Jesus como o Filho do Homem, em quem se cumprem as profecias do Dia do Senhor, ocasião em que Ele restaurará a ordem violada pelos Vigilantes, dando uma solução final ao problema do mal. A pesquisa é desenvolvida com base em fontes bibliográficas, e metodologicamente está estruturada em três capítulos. No primeiro, intenciona-se apontar a dissidência iniciada no meio sacerdotal, e que dará origem ao judaísmo enoquita, adepto de uma perspectiva religiosa apocalíptica. No segundo, estuda-se a principal obra desse movimento, o Livro de 1 Enoque, que, diferentemente do judaísmo sadoquita, explica a origem do mal como fruto da ação de anjos rebeldes que, assim agindo, violaram a ordem cósmica e introduziram o mal e o pecado no mundo. Por fim, no último, faz-se uma análise intertextual entre 1 Enoque e Mateus. Inicialmente, Jesus não restaura a ordem, mas se apresenta como emissário de Deus, superior aos poderes do mal e da morte, e guia da comunidade de Mateus como representante do verdadeiro Israel, a quem incumbe evangelizar as nações, preparando-as para o Dia do Senhor, descrito em Mt 25:31-46, quando, então, a ordem violada será finalmente restaurada e o mal eliminado. Essa pesquisa tem como ponto de relevância a demonstração de que o evangelho de Mateus não foi desenvolvido com base na Bíblia hebraica apenas, mas também na literatura apocalíptica do Segundo Templo, e que somente assim pode ser adequadamente compreendido. Deste estudo resulta a conclusão de que o vão que comumente se diz haver entre os dois Testamentos é preenchido pelas ideias contidas na literatura judaica enoquita. Com isso, defendemos que, em contraposição ao que comumente se diz, a profecia não teria se encerrado com Malaquias, sendo apontados como profetas Enoque, João Batista e Jesus. |
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OLIVEIRA, Marcos Felix deCARNEIRO, Marcelo da Silva2025-02-12T14:48:01Z2025-02-12T14:48:01Z2023-10-23https://repositorio.metodista.br/handle/123456789/70Esta pesquisa tem como tema a relação entre a escatologia apocalíptica presente no evangelho de Mateus e a literatura enóquica, e objetiva explicar que a comunidade de Mateus percebeu Jesus como o Filho do Homem, em quem se cumprem as profecias do Dia do Senhor, ocasião em que Ele restaurará a ordem violada pelos Vigilantes, dando uma solução final ao problema do mal. A pesquisa é desenvolvida com base em fontes bibliográficas, e metodologicamente está estruturada em três capítulos. No primeiro, intenciona-se apontar a dissidência iniciada no meio sacerdotal, e que dará origem ao judaísmo enoquita, adepto de uma perspectiva religiosa apocalíptica. No segundo, estuda-se a principal obra desse movimento, o Livro de 1 Enoque, que, diferentemente do judaísmo sadoquita, explica a origem do mal como fruto da ação de anjos rebeldes que, assim agindo, violaram a ordem cósmica e introduziram o mal e o pecado no mundo. Por fim, no último, faz-se uma análise intertextual entre 1 Enoque e Mateus. Inicialmente, Jesus não restaura a ordem, mas se apresenta como emissário de Deus, superior aos poderes do mal e da morte, e guia da comunidade de Mateus como representante do verdadeiro Israel, a quem incumbe evangelizar as nações, preparando-as para o Dia do Senhor, descrito em Mt 25:31-46, quando, então, a ordem violada será finalmente restaurada e o mal eliminado. Essa pesquisa tem como ponto de relevância a demonstração de que o evangelho de Mateus não foi desenvolvido com base na Bíblia hebraica apenas, mas também na literatura apocalíptica do Segundo Templo, e que somente assim pode ser adequadamente compreendido. Deste estudo resulta a conclusão de que o vão que comumente se diz haver entre os dois Testamentos é preenchido pelas ideias contidas na literatura judaica enoquita. Com isso, defendemos que, em contraposição ao que comumente se diz, a profecia não teria se encerrado com Malaquias, sendo apontados como profetas Enoque, João Batista e Jesus.This research has as its theme the relationship between the apocalyptic eschatology present in the Gospel of Matthew and the Enochic literature and aims to explain that Matthew's community perceived Jesus as the Son of Man, in whom the prophecies of the Day of the Lord are fulfilled, when He will restore the order violated by the Watchers, giving a final solution to the problem of evil. The research is developed based on bibliographical sources and is structured in three chapters methodologically. In the first, it is intended to point out the dissidence initiated in the priestly milieu, which will give rise to Enochite Judaism, adept at an apocalyptic religious perspective. In the second, the main work of this movement is studied, the Book of 1 Enoch, which, unlike Sadochite Judaism, explains the origin of evil as the result of the action of rebellious angels who, by acting in this way, violated the cosmic order and introduced evil and the sin in the world. Finally, in the last one, an intertextual analysis is made between 1 Enoch and Matthew. Initially, Jesus does not restore the order but presents himself as an emissary of God, superior to the powers of evil and death, and guide of Matthew's community as a representative of the true Israel, which is responsible for evangelizing the nations, preparing them for the Day of the Lord, described in Mt 25:31-46, when, then, the violated order will finally be restored and the evil eliminated. This research has as a point of relevance the demonstration that the gospel of Matthew was not developed based on the Hebrew Bible only, but also on the apocalyptic literature of the Second Temple, and that only in this way can it be properly understood. From this study results the conclusion that the gap that is commonly said to exist between the two Testaments is filled by the ideas contained in Enochite Jewish literature. With this, we argue that, in contrast to what is commonly said, the prophecy would not have ended with Malachi, being appointed as prophets Enoch, John the Baptist and Jesus.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESUniversidade Metodista de São PauloCiências HumanasProfeciaApocalípticaEnoqueMateusDia do SenhorProphecyApocalypticEnochLord's DayA literatura enóquica e sua recepção no protocristianismo: uma análise em Mateus 25.31-46Enochic literature and its reception in proto-Christianity: an analysis in Matthew 25.31-46info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisporreponame:Repositório da METODISTAinstname:Universidade Metodista de São Paulo (METODISTA)instacron:METODISTAinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALMarcos Felix de Oliveira.pdfMarcos Felix de Oliveira.pdfapplication/pdf939223https://repositorio.metodista.br/bitstreams/d1a82582-6327-467d-b496-d97068259e6b/download9756d0420ddad05217c31256efdc0bb5MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748https://repositorio.metodista.br/bitstreams/26178173-4f3f-4d2c-855f-67f43d27ef77/downloadbb9bdc0b3349e4284e09149f943790b4MD51TEXTMarcos Felix de Oliveira.pdf.txtMarcos Felix de Oliveira.pdf.txtExtracted texttext/plain102724https://repositorio.metodista.br/bitstreams/37076130-ffb6-4677-b17e-9fda4d6f145d/downloade44c05f5728032b0976974aac9ae09f9MD52THUMBNAILMarcos Felix de Oliveira.pdf.jpgMarcos Felix de Oliveira.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3265https://repositorio.metodista.br/bitstreams/016158fd-49c5-438e-9977-fcbff36f8a0d/download369bea3b551e32355b37e3965ff62bd8MD53123456789/702025-02-13 03:00:22.932open.accessoai:repositorio.metodista.br:123456789/70https://repositorio.metodista.brBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede.metodista.br/jspui/http://tede.metodista.br/oai/requestbiblioteca@metodista.br||erick.roberto@metodista.bropendoar:2025-02-13T03:00:22Repositório da METODISTA - Universidade Metodista de São Paulo (METODISTA)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0IG93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLCB0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZyB0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sIGluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yIHB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZSB0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQgdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uIGFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LCB5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZSBjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdCBzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkIHdpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRCBCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUgRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSCBDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMgbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo= |
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