Direito à educação: uma reflexão sobre metodismo, industrialização e classes populares

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: SILVA, Luiz Eduardo Prates da
Orientador(a): FISCHMANN, Roseli
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Metodista de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.metodista.br/handle/123456789/691
Resumo: Esta tese tem como foco o Direito à Educação e parte do princípio que o humano se constitui como ser autônomo e consciente pela palavra. A educação é fundamental para que a palavra seja crítica e garanta a consciência e a autonomia. Negar o direito à educação é negar a palavra crítica e, portanto, negar a humanidade aos humanos. Reivindica direitos quem está alijado deles; quem já os tem não necessita reivindicá-los. Por isso, em sociedades com elevada desigualdade social, reivindicam direitos as pessoas das camadas oprimidas e espoliadas, ou seja, as classes populares. Dois contextos históricos foram estudados para uma comparação diacrônica sobre a luta por esse direito, tendo como ponto de referência o surgimento do capitalismo e, portanto, da industrialização, a Inglaterra do século XVIII e o Brasil da primeira metade do século XX. Como o processo prévio à Revolução Inglesa teve considerável influência do movimento religioso metodista e este demonstrou preocupação com a educação das classes populares, estuda-se a fundamentação desta preocupação na vida e atuação de seu fundador, John Wesley, bem como sua influência no modo de produção nascente. A industrialização no Brasil ocorre bem mais tarde e propicia uma série de fenômenos sociais, dentre eles a consciência que as classes populares vão assumindo que no mundo industrializado a educação joga um papel fundamental. Ao final desse estudo, a partir da análise dos períodos estudados, pudemos considerar que, tanto no primeiro contexto histórico como no segundo, o Direito à Educação é negado e só se torna realidade pela luta das próprias classes populares para garantirem este seu Direito.
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Dois contextos históricos foram estudados para uma comparação diacrônica sobre a luta por esse direito, tendo como ponto de referência o surgimento do capitalismo e, portanto, da industrialização, a Inglaterra do século XVIII e o Brasil da primeira metade do século XX. Como o processo prévio à Revolução Inglesa teve considerável influência do movimento religioso metodista e este demonstrou preocupação com a educação das classes populares, estuda-se a fundamentação desta preocupação na vida e atuação de seu fundador, John Wesley, bem como sua influência no modo de produção nascente. A industrialização no Brasil ocorre bem mais tarde e propicia uma série de fenômenos sociais, dentre eles a consciência que as classes populares vão assumindo que no mundo industrializado a educação joga um papel fundamental. Ao final desse estudo, a partir da análise dos períodos estudados, pudemos considerar que, tanto no primeiro contexto histórico como no segundo, o Direito à Educação é negado e só se torna realidade pela luta das próprias classes populares para garantirem este seu Direito.The purpose of this thesis is the discussion of the right to education, grounded on the principle that is by the word that humans come to be autonomous and conscious beings. Education is fundamental to word criticality, assuring its autonomy and consciousness. To deny the right to education is the denial of the critical word and, therefore, the denial of the humanity of the human beings. The demand for rights are made only by people who have been excluded from them; those already included in such rights do not demand them. Therefore, in the societies with high levels of social inequalities, only those people of the oppressed and exploited social classes demand for rights, i.e., the popular classes. Two historical contexts were studied in a diachronic comparison about the struggles for educational rights, having as reference the developments of the industrial capitalism in two different historical contexts: the 18th century England and Brazil’s first half of the 20th century. As in the prior moment to process of the English Industrial Revolution, the Methodist religious movement had considerable influence, with a high concern for the education of popular classes, this work discusses the foundations of such concern in the life and action of John Wesley, its founder, as well as its influence on the development of the new mode of production. The Brazilian process of industrialisation occurred two centuries later, creating different social demands, including the raising of the conscientization among sectors of the popular classes about the fundamental role of education in an industrial society. At the end of this thesis, from the analysis of both periods, we can perceive that, as much in the first historical context as well in the second, the right to education was in England and has been in Brazil denied to the popular classes. The right to education for the popular classes becomes a reality only through their struggles to ensure it.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPESUniversidade Metodista de São PauloCiências HumanasDireito à EducaçãoMetodismoJohn WesleyIndustrializaçãoClasses popularesRight to EducationMethodismIndustrializationPopular ClassesDireito à educação: uma reflexão sobre metodismo, industrialização e classes popularesRight to education: a reflection on methodism, industrialization and popular classesinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisporreponame:Repositório da METODISTAinstname:Universidade Metodista de São Paulo (METODISTA)instacron:METODISTAinfo:eu-repo/semantics/openAccessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748https://repositorio.metodista.br/bitstreams/4af49d58-32bd-475c-ae2e-db572ab6b9b9/downloadbb9bdc0b3349e4284e09149f943790b4MD51ORIGINALLuiz Eduardo Prates da Silva.pdfLuiz Eduardo Prates da Silva.pdfapplication/pdf1550233https://repositorio.metodista.br/bitstreams/796cccd8-7d0f-4a5d-a4c0-b6ca2bd3d4f6/download6b92a539b00815cef837e090dcddf962MD52TEXTLuiz Eduardo Prates da Silva.pdf.txtLuiz Eduardo Prates da Silva.pdf.txtExtracted texttext/plain103203https://repositorio.metodista.br/bitstreams/fa4277a8-ff6a-48fe-846f-f85c53f0cc68/download4b95c08b7c61e960d350b3a177f029a4MD53THUMBNAILLuiz Eduardo Prates da Silva.pdf.jpgLuiz Eduardo Prates da Silva.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3164https://repositorio.metodista.br/bitstreams/facd5247-4873-4a46-8fd9-9c755a0c5397/download411a467ad8a37a49a4b3711dd1c469beMD54123456789/6912025-07-15 14:16:37.522open.accessoai:repositorio.metodista.br:123456789/691https://repositorio.metodista.brBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede.metodista.br/jspui/http://tede.metodista.br/oai/requestbiblioteca@metodista.br||erick.roberto@metodista.bropendoar:2025-07-15T14:16:37Repositório da METODISTA - Universidade Metodista de São Paulo (METODISTA)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0IG93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLCB0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZyB0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sIGluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yIHB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZSB0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQgdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uIGFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LCB5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZSBjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdCBzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkIHdpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRCBCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUgRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSCBDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMgbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=
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