A proposta de reorganização de ciclos implantada em 2014 no Município de São Paulo: impactos iniciais e a reação dos professores

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: MANTOVAN, Jéssica Martins
Orientador(a): SOUZA, Roger Marchesini de Quadros
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Metodista de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.metodista.br/handle/123456789/685
Resumo: Este estudo buscou refletir sobre a reorganização dos ciclos no Ensino Fundamental no município de São Paulo e identificar os impactos iniciais no cotidiano escolar sinalizados pelos professores. No ano de 2014 foi instaurada uma reforma na Rede Municipal de Ensino de São Paulo – RMESP –, alterando, entre outros elementos, o currículo e a estrutura dos ciclos – que antes eram organizados em dois ciclos de aprendizagem: Ensino Fundamental I, Ensino Fundamental II e agora são divididos em três: Ciclo de Alfabetização, Ciclo Interdisciplinar e Ciclo Autoral. Nesse cenário, surgiu o problema da pesquisa: como os professores do município de São Paulo têm reagido a estas mudanças? Desta questão central emergiram outras: o que caracteriza a nova proposta? Quais os impactos iniciais desta na visão dos professores? Eles a concebem como avanços ou retrocessos na rede? Objetivando investigar os aspectos apresentados, esta pesquisa, de caráter qualitativo, buscou inicialmente compreender no que consistem as políticas de ciclos, sua origem, a necessidade de sua implantação, seus limites e possibilidades, tendo como fundamentação teórica os estudos de Barreto e Mitrulis (1999), Paro (2001), Freitas (2003), Mainardes (2007; 2009), Bahia (2012), Palma Filho; Alves e Duran (2012), Souza (1998; 2004; 2017), entre outros. Posteriormente, foi apresentado um panorama histórico da implantação e desenvolvimento dos ciclos na RMESP até o momento atual, a partir das pesquisas de autores que analisaram o sistema de ciclos especificamente no município de São Paulo, como Cortella (1992), Alavarse (2002), Redua (2003) e Aguiar (2011a; 2011b), além dos documentos publicados entre 2012 a 2016 pela Secretaria Municipal de São Paulo – SME. Realizou-se, também, uma pesquisa de campo, na qual foram entrevistados professores, coordenadoras e uma gestora pedagógica de um órgão central. A relevância deste estudo encontra-se na historicização das principais políticas públicas educacionais instituídas em 2014 no município de São Paulo, configurando-se em ponto de partida para uma avaliação dos impactos iniciais e reação dos docentes frente à proposta visando, desse modo, refletir sobre os aspectos positivos e negativos que dela emergiram. O estudo da nova proposta indicou que ela apresenta similaridades com a idealizada por Paulo Freire na implantação dos ciclos em 1992, mas desvelou, entretanto, contradições entre os princípios da reforma e o que consta em seus documentos. Em que pesem tais divergências, constatou-se que, de uma forma geral, os professores reagiram positivamente à reorganização, considerando-a um avanço na qualidade de ensino. Observou-se, ainda, que os impactos e avanços destacados pelos docentes estão, em sua maioria, relacionados às práticas características da escola tradicional, como o retorno das notas numéricas, boletins e aumento das possibilidades de reprovação, denotando que a concepção de uma educação seriada e classificatória permanece como referência de educação de qualidade na perspectiva dos professores.
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Nesse cenário, surgiu o problema da pesquisa: como os professores do município de São Paulo têm reagido a estas mudanças? Desta questão central emergiram outras: o que caracteriza a nova proposta? Quais os impactos iniciais desta na visão dos professores? Eles a concebem como avanços ou retrocessos na rede? Objetivando investigar os aspectos apresentados, esta pesquisa, de caráter qualitativo, buscou inicialmente compreender no que consistem as políticas de ciclos, sua origem, a necessidade de sua implantação, seus limites e possibilidades, tendo como fundamentação teórica os estudos de Barreto e Mitrulis (1999), Paro (2001), Freitas (2003), Mainardes (2007; 2009), Bahia (2012), Palma Filho; Alves e Duran (2012), Souza (1998; 2004; 2017), entre outros. Posteriormente, foi apresentado um panorama histórico da implantação e desenvolvimento dos ciclos na RMESP até o momento atual, a partir das pesquisas de autores que analisaram o sistema de ciclos especificamente no município de São Paulo, como Cortella (1992), Alavarse (2002), Redua (2003) e Aguiar (2011a; 2011b), além dos documentos publicados entre 2012 a 2016 pela Secretaria Municipal de São Paulo – SME. Realizou-se, também, uma pesquisa de campo, na qual foram entrevistados professores, coordenadoras e uma gestora pedagógica de um órgão central. A relevância deste estudo encontra-se na historicização das principais políticas públicas educacionais instituídas em 2014 no município de São Paulo, configurando-se em ponto de partida para uma avaliação dos impactos iniciais e reação dos docentes frente à proposta visando, desse modo, refletir sobre os aspectos positivos e negativos que dela emergiram. O estudo da nova proposta indicou que ela apresenta similaridades com a idealizada por Paulo Freire na implantação dos ciclos em 1992, mas desvelou, entretanto, contradições entre os princípios da reforma e o que consta em seus documentos. Em que pesem tais divergências, constatou-se que, de uma forma geral, os professores reagiram positivamente à reorganização, considerando-a um avanço na qualidade de ensino. Observou-se, ainda, que os impactos e avanços destacados pelos docentes estão, em sua maioria, relacionados às práticas características da escola tradicional, como o retorno das notas numéricas, boletins e aumento das possibilidades de reprovação, denotando que a concepção de uma educação seriada e classificatória permanece como referência de educação de qualidade na perspectiva dos professores.This study sought to reflect on the reorganization of cycles in Elementary School in the city of São Paulo and to identify the initial impacts on the school daily life signaled by teachers. In 2014, a reform was instituted in São Paulo‟s Municipal Teaching Network – RMESP –, altering, among other elements, the curriculum and the cycles structure – that were previously organized in two learning cycles: Elementary School I, Elementary School II and are now divided into three: Literacy Cycle, Interdisciplinary Cycle and Autoral Cycle. In this scenario, the research problem came up: how have teachers in the city of São Paulo reacted to these changes? From this central issue emerged others: what characterizes the new proposal? What are the initial impacts of this on the teachers' view? Do they conceive of it as advances or setbacks in the network? Aiming to investigate the presented aspects, this qualitative research initially sought to understand thecycles policies, their origin, the need for its implementation, its limits and possibilities, having as a theoretical foundation the studies of Barreto and Mitrulis (1999), Paro (2001), Freitas (2003), Mainardes (2007; 2009), Bahia (2012), Palma Filho; Alves and Duran (2012), Souza (1998, 2004, 2017), among others. Afterwards, a historical panorama of the implantation and development of the cycles in the RMESP up to the present moment was presented, based on the researches of authors who analyzed the system of cycles specifically in the city of São Paulo, such as Cortella (1992), Alavarse (2002), Redua (2003) and Aguiar (2011a; 2011b), in addition to the documents published between 2012 and 2016 by São Paulo Secretaria Municipal – SME. A field research was also carried out, in which teachers, coordinators and a pedagogical manager of a central organ were interviewed. The relevance of this study lies in the historiography of the main public educational policies instituted in 2014 in the city of São Paulo, being the starting point for an evaluation of the initial impacts and reaction of teachers to the proposal, in order to reflect on the positive and negative aspects that emerged from it. The study of the new proposal indicated that it presents similarities with the one devised by Paulo Freire in the implementation of the cycles in 1992, however revealed, contradictions between the principles of the reform and what are there in its documents. In spite of these differences, it was found that, in a general way, the teachers reacted positively to the reorganization, considering it an advance in the quality of education. It was also observed that the impacts and advances highlighted by teachers are mostly related to the typical practices of the traditional school, such as the return of numerical grades, report cards and increased possibilities of retention, implying that the conception of a serialized and classificatory education remains a reference of education quality from the teachers‟ point of view.Universidade Metodista de São PauloCiências HumanasSistema de ciclosProgressão continuadaReorganização curricularAvaliaçãoReprovaçãoCycle systemContinued progressionCurricular reorganizationEvaluationFailureA proposta de reorganização de ciclos implantada em 2014 no Município de São Paulo: impactos iniciais e a reação dos professoresThe proposed reoganization of cycles implemented in 2014 in the city of São Paulo: initial impact and the teachers reactionsinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisporreponame:Repositório da METODISTAinstname:Universidade Metodista de São Paulo (METODISTA)instacron:METODISTAinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALJessica Martins Mantovan.pdfJessica Martins Mantovan.pdfapplication/pdf2109869https://repositorio.metodista.br/bitstreams/7dfb1eab-559d-4b60-ada6-261f6be64d95/download16e3c5ac609d7686c2993985de6f456eMD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748https://repositorio.metodista.br/bitstreams/6562fefa-4cff-48af-b135-1fe57bfc9c7f/downloadbb9bdc0b3349e4284e09149f943790b4MD52TEXTJessica Martins Mantovan.pdf.txtJessica Martins Mantovan.pdf.txtExtracted texttext/plain103297https://repositorio.metodista.br/bitstreams/a0870c75-a0a8-4e5f-ba36-e64eb930da3d/downloadbeabb14dde17fd02bf47c15cdf7f4decMD53THUMBNAILJessica Martins Mantovan.pdf.jpgJessica Martins Mantovan.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3097https://repositorio.metodista.br/bitstreams/3b1af1b3-dd80-42a6-a264-4d2fc03b3148/download2d371732d29353eff9baa9b87ef83c58MD54123456789/6852025-07-15 14:16:38.328open.accessoai:repositorio.metodista.br:123456789/685https://repositorio.metodista.brBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede.metodista.br/jspui/http://tede.metodista.br/oai/requestbiblioteca@metodista.br||erick.roberto@metodista.bropendoar:2025-07-15T14:16:38Repositório da METODISTA - Universidade Metodista de São Paulo (METODISTA)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0IG93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLCB0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZyB0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sIGluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yIHB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZSB0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQgdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uIGFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LCB5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZSBjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdCBzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkIHdpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRCBCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUgRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSCBDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMgbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=
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