Surdocegos e os desafios nos processos socioeducativos: os mediadores e a tecnologia assistiva

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: VILELA, Elaine Gomes
Orientador(a): AZEVEDO, Adriana Barroso de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Metodista de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.metodista.br/handle/123456789/550
Resumo: O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Brasil (CAPES) – Código de Financiamento 001 – tem por objetivo evidenciar que ao longo da história, muitos surdocegos foram marcados pelas práticas de exclusão social que reforçaram a inacessibilidade aos espaços de conhecimento. Nesse contexto, esta pesquisa investiga a trajetória formativa de surdocegos nos diversos níveis de escolarização, explanando os desafios contidos na sociedade em detrimento da exclusão. O objetivo é compreender o que emerge quando surdocegos refletem sobre os processos pelos quais passaram, considerando sua singularidade, a partir da aquisição linguística de formas de comunicação desenvolvidas de acordo com suas necessidades, além dos recursos de tecnologia assistiva utilizados. Nesta perspectiva da escola como lugar propicio de desenvolvimento social, algumas questões estão presentes: Como ocorre a comunicação e a socialização? Quais práticas pedagógicas podem ser utilizadas? Quais recursos de tecnologia assistiva favorecem a promoção de ensino aprendizagem? Qual a importância do mediador na comunicação? Do ponto de vista teórico, algumas referências são citadas, dentre elas: McInnes e Therffry (1997), Bertoni e Ferioli (1995), Baldwin (1997), Galvão (2010), Maia (2004), Cader-Nascimento (2006) e Watanabe (2017). Este estudo está fundamentado na abordagem qualitativa de cunho exploratório, na modalidade da pesquisa narrativa desenvolvida por Clandinin e Connelly (2015), na perspectiva autobiográfica a partir das percepções de Ferrarotti (2010), Josso (2010) e Creswell (2010). A investigação apresenta a formação de vínculo da pesquisadora com os participantes, fator que propiciou a troca de experiências. Doravante é apontada a trajetória da aquisição de linguagem de Helen Keller, uma surdocega mundialmente conhecida e, em seguida, um breve recorte da etiologia da surdocegueira. O estudo traz possibilidades de atendimento e de reflexões sobre diretrizes legais que favoreçam o acesso ao ensino, além de citar estratégias e recursos de tecnologia assistiva facilitadores. A utilização dos sentidos sensoriais remanescentes, as formas de comunicação dentre elas a comunicação social háptica, os mediadores e a atuação da família são abordados a partir das narrativas das experiências dos participantes. Os resultados evidenciam que é necessário um olhar aguçado sobre as necessidades e as possibilidades, destacando a importância da construção do vínculo para um atendimento efetivo. Dentre outros aspectos o estudo desvela a escassez de pesquisas na área da surdocegueira no tocante a técnicas de guia-interpretação e utilização da comunicação social háptica, entretanto inicia-se aqui um estudo distinto abrindo fronteiras para futuras discussões, instigando pesquisadores que venham a agregar a este campo de conhecimento.
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spelling VILELA, Elaine GomesAZEVEDO, Adriana Barroso de2025-05-12T21:06:47Z2025-05-12T21:06:47Z2018-09-28VILELA, Elaine Gomes. Surdocegos e os desafios nos processos socioeducativos: os mediadores e a tecnologia assistiva. 2018. 183 folhas. Dissertação (Educação) - Universidade Metodista de São Paulo, São Bernardo do Campo, 2018.https://repositorio.metodista.br/handle/123456789/550O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Brasil (CAPES) – Código de Financiamento 001 – tem por objetivo evidenciar que ao longo da história, muitos surdocegos foram marcados pelas práticas de exclusão social que reforçaram a inacessibilidade aos espaços de conhecimento. Nesse contexto, esta pesquisa investiga a trajetória formativa de surdocegos nos diversos níveis de escolarização, explanando os desafios contidos na sociedade em detrimento da exclusão. O objetivo é compreender o que emerge quando surdocegos refletem sobre os processos pelos quais passaram, considerando sua singularidade, a partir da aquisição linguística de formas de comunicação desenvolvidas de acordo com suas necessidades, além dos recursos de tecnologia assistiva utilizados. Nesta perspectiva da escola como lugar propicio de desenvolvimento social, algumas questões estão presentes: Como ocorre a comunicação e a socialização? Quais práticas pedagógicas podem ser utilizadas? Quais recursos de tecnologia assistiva favorecem a promoção de ensino aprendizagem? Qual a importância do mediador na comunicação? Do ponto de vista teórico, algumas referências são citadas, dentre elas: McInnes e Therffry (1997), Bertoni e Ferioli (1995), Baldwin (1997), Galvão (2010), Maia (2004), Cader-Nascimento (2006) e Watanabe (2017). Este estudo está fundamentado na abordagem qualitativa de cunho exploratório, na modalidade da pesquisa narrativa desenvolvida por Clandinin e Connelly (2015), na perspectiva autobiográfica a partir das percepções de Ferrarotti (2010), Josso (2010) e Creswell (2010). A investigação apresenta a formação de vínculo da pesquisadora com os participantes, fator que propiciou a troca de experiências. Doravante é apontada a trajetória da aquisição de linguagem de Helen Keller, uma surdocega mundialmente conhecida e, em seguida, um breve recorte da etiologia da surdocegueira. O estudo traz possibilidades de atendimento e de reflexões sobre diretrizes legais que favoreçam o acesso ao ensino, além de citar estratégias e recursos de tecnologia assistiva facilitadores. A utilização dos sentidos sensoriais remanescentes, as formas de comunicação dentre elas a comunicação social háptica, os mediadores e a atuação da família são abordados a partir das narrativas das experiências dos participantes. Os resultados evidenciam que é necessário um olhar aguçado sobre as necessidades e as possibilidades, destacando a importância da construção do vínculo para um atendimento efetivo. Dentre outros aspectos o estudo desvela a escassez de pesquisas na área da surdocegueira no tocante a técnicas de guia-interpretação e utilização da comunicação social háptica, entretanto inicia-se aqui um estudo distinto abrindo fronteiras para futuras discussões, instigando pesquisadores que venham a agregar a este campo de conhecimento.This study was financed in part by the Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Brasil (CAPES) – Finance code 001 – aims to show that throughout history, many deafblinds have been marked by practices of social exclusion that have reinforced inaccessibility to knowledge spaces. In this context, this research investigates the formative trajectory of deafblinds in the different levels of schooling, explaining the challenges in society to the detriment of exclusion. The objective is to understand what emerges when deafblinds reflect on the processes they have gone through, considering their uniqueness, from the linguistic acquisition of forms of communication developed according to their needs, in addition to the assistive technology resources used. In this perspective of the school as a propitious place of social development, some questions are present: How does communication and socialization occur? What pedagogical practices can be used? What assistive technology resources favor the promotion of teaching learning? What is the importance of the mediator in communication? From the theoretical point of view, some references are cited, among them: McInnes and Therffry (1997), Bertoni and Ferioli (1995), Baldwin (1997), Galvão (2010), Maia (2004), Cader-Nascimento (2006) and Watanabe (2017). This study is based on the qualitative exploratory approach, in the mode of narrative research developed by Clandinin and Connelly (2015), in the autobiographical perspective based on the perceptions of Ferrarotti (2010), Josso (2010) and Creswell (2010). The research presents the formation of a link between the researcher and the participants, a factor that facilitated the exchange of experiences. Here is the path of language acquisition by Helen Keller, a world-known deafblind woman, and then a brief description of the etiology of deafblindness. The study offers possibilities for attending and reflections on legal guidelines that favor access to education, as well as to cite facilitating strategies and assistive technology resources. The use of the remaining sensory senses, the forms of communication among them the haptic social communication, the mediators and the family performance are approached from the narratives of the participants' experiences. The results show that it is necessary to look sharply at the needs and the possibilities, highlighting the importance of building the link for effective service. Among other aspects, the study reveals the lack of research in the area of deafblindness in relation to guiding-interpretation techniques and the use of haptic social communication. However, a different study is beginning here, opening the frontiers for future discussions, instigating researchers that add to this field of knowledge.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPESUniversidade Metodista de São PauloCiências HumanasInclusãoSurdocegueiraEscolaComunicaçãoInclusionDeafblindnessSchoolCommunicationSurdocegos e os desafios nos processos socioeducativos: os mediadores e a tecnologia assistivaSurdoces and challenges in socio-educational processes: mediators and assistive technologyinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisporreponame:Repositório da METODISTAinstname:Universidade Metodista de São Paulo (METODISTA)instacron:METODISTAinfo:eu-repo/semantics/openAccessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748https://repositorio.metodista.br/bitstreams/729a6117-a859-40c3-9dcb-d18d8c42a3f7/downloadbb9bdc0b3349e4284e09149f943790b4MD52TEXTElaine Gomes Vilela.pdf.txtElaine Gomes Vilela.pdf.txtExtracted texttext/plain102496https://repositorio.metodista.br/bitstreams/9e620e69-a3ed-41e5-a2ef-0f773cc21ef4/download4fc4df3656037ebc45c21603747e53dcMD53THUMBNAILElaine Gomes Vilela.pdf.jpgElaine Gomes Vilela.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3022https://repositorio.metodista.br/bitstreams/cb70dd6f-699c-46d7-8bf5-f98aef050a7e/download29117c6ae71443503631080f7217bcaeMD54ORIGINALElaine Gomes Vilela.pdfElaine Gomes Vilela.pdfapplication/pdf3445685https://repositorio.metodista.br/bitstreams/609bc494-29b8-448c-8cdb-4eaecf4b3668/download14c3322248b30a82fa4299879809e92cMD51123456789/5502025-07-15 14:16:47.804open.accessoai:repositorio.metodista.br:123456789/550https://repositorio.metodista.brBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede.metodista.br/jspui/http://tede.metodista.br/oai/requestbiblioteca@metodista.br||erick.roberto@metodista.bropendoar:2025-07-15T14:16:47Repositório da METODISTA - Universidade Metodista de São Paulo (METODISTA)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0IG93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLCB0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZyB0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sIGluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yIHB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZSB0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQgdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uIGFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LCB5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZSBjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdCBzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkIHdpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRCBCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUgRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSCBDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMgbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=
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