Inclusão de sujeitos trabalhadores com deficiência visual: autoeficácia e barreiras atitudinais

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: PALHAVÃ, Carla Terezinha
Orientador(a): ROSSI, Valquíria Aparecida
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Metodista de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.metodista.br/handle/123456789/1347
Resumo: A visão em geral é um fenômeno natural, os olhos funcionam como uma máquina fotográfica captando as imagens do cotidiano. Ao pensar algum tipo de limitação nesta experiência sensorial do ser humano, se faz necessário um esforço imaginativo na compreensão da relação do olho com o cérebro e a psicologia da visão. Na Grécia Antiga era comum os bebês que nasciam com alguma deficiência serem abandonados ou arremessados no abismo. Não havia espaço para essas pessoas naquela sociedade. Atualmente, minorias como a população das pessoas com deficiência visual, têm buscado espaço na sociedade através de movimentos sociais, sendo protagonistas de suas vidas e agentes transformadores da sua própria realidade e dos demais a sua volta; desta forma as pessoas com deficiência visual trabalham para garantir seu espaço na sociedade e buscar a possibilidade da realização pessoal e profissional, assim como para garantir oportunidades as gerações futuras de pessoas com deficiência visual. Tanto o desenvolvimento das pessoas com deficiência como a sua inserção nos grupos sociais mais diversos como escolas, clubes e organizações têm sido estudados ao longo dos tempos, tornando-se um tema relevante na sociedade contemporânea. Mais precisamente com a Declaração de Salamanca e Guatemala, as PcD têm encontrado um lugar de escuta e inclusão social. No que tange as pessoas com deficiência visual, inúmeros trabalhadores têm sido contratados pelas organizações a partir da Lei de Cotas, que exige a contratação para empresas com mais de cem funcionários. O conceito de autoeficácia foi desenvolvido pelo psicólogo Albert Bandura e se refere à crença que uma pessoa tem na sua própria capacidade de realizar ações necessárias para atingir determinados objetivos ou enfrentar desafios. Em outras palavras, é a confiança que alguém tem em sua própria competência para lidar com diferentes situações. Já as barreiras atitudinais são obstáculos criados por preconceitos, estereótipos e atitudes negativas que dificultam a inclusão e a participação plena de determinados grupos na sociedade. Essas barreiras atitudinais surgem da forma como as pessoas percebem e tratam outras com base em suas diferenças. Este estudo pretendeu analisar a relação entre a percepção de autoeficácia e barreiras atitudinais no processo de inclusão de sujeitos trabalhadores com deficiência visual, sob a ótica do significado e da centralidade no trabalho. A pesquisa de campo, de abordagem qualitativa foi realizada em duas etapas, com 12 participantes, trabalhadores com deficiência visual, que trabalham em organizações nos estados de São Paulo e de Minas Gerais. A coleta dos dados da primeira etapa foi realizada de modo online, através de formulário do Google Forms, para coletar os dados do questionário sociodemográfico e da Escala de Autoeficácia Geral Percebida (EAGP). A segunda etapa da pesquisa consistiu na realização de uma entrevista semiestruturada com os participantes, realizadas através das plataformas Zoom e Teams. Embora a pesquisa tenha sido qualitativa, também foram utilizados recursos estatísticos para analisar a escala de autoeficácia. Os dados foram analisados por meio de estatísticas descritivas, utilizando-se o software SPSS e as entrevistas por análise de conteúdo, para produzir inferências acerca de dados verbais e ou simbólicos. Os resultados apresentaram que as representações sociais das pessoas com deficiência visual, revelaram alguns elementos em comum, no que diz respeito a prática da inclusão social no mundo do trabalho. O score da EAGP da maioria, somando total de 12 participantes do grupo foi de moderada à alta confiança. Por fim, as representações e as avaliações sobre as barreiras enfrentadas na inserção e inclusão nas organizações das PcD visual indicam que há um consenso entre os participantes dessa pesquisa que existem barreiras nas organizações que dificultam a inserção sobre as principais: atitudinais, arquitetônicas e comunicacionais.
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Atualmente, minorias como a população das pessoas com deficiência visual, têm buscado espaço na sociedade através de movimentos sociais, sendo protagonistas de suas vidas e agentes transformadores da sua própria realidade e dos demais a sua volta; desta forma as pessoas com deficiência visual trabalham para garantir seu espaço na sociedade e buscar a possibilidade da realização pessoal e profissional, assim como para garantir oportunidades as gerações futuras de pessoas com deficiência visual. Tanto o desenvolvimento das pessoas com deficiência como a sua inserção nos grupos sociais mais diversos como escolas, clubes e organizações têm sido estudados ao longo dos tempos, tornando-se um tema relevante na sociedade contemporânea. Mais precisamente com a Declaração de Salamanca e Guatemala, as PcD têm encontrado um lugar de escuta e inclusão social. No que tange as pessoas com deficiência visual, inúmeros trabalhadores têm sido contratados pelas organizações a partir da Lei de Cotas, que exige a contratação para empresas com mais de cem funcionários. O conceito de autoeficácia foi desenvolvido pelo psicólogo Albert Bandura e se refere à crença que uma pessoa tem na sua própria capacidade de realizar ações necessárias para atingir determinados objetivos ou enfrentar desafios. Em outras palavras, é a confiança que alguém tem em sua própria competência para lidar com diferentes situações. Já as barreiras atitudinais são obstáculos criados por preconceitos, estereótipos e atitudes negativas que dificultam a inclusão e a participação plena de determinados grupos na sociedade. Essas barreiras atitudinais surgem da forma como as pessoas percebem e tratam outras com base em suas diferenças. Este estudo pretendeu analisar a relação entre a percepção de autoeficácia e barreiras atitudinais no processo de inclusão de sujeitos trabalhadores com deficiência visual, sob a ótica do significado e da centralidade no trabalho. A pesquisa de campo, de abordagem qualitativa foi realizada em duas etapas, com 12 participantes, trabalhadores com deficiência visual, que trabalham em organizações nos estados de São Paulo e de Minas Gerais. A coleta dos dados da primeira etapa foi realizada de modo online, através de formulário do Google Forms, para coletar os dados do questionário sociodemográfico e da Escala de Autoeficácia Geral Percebida (EAGP). A segunda etapa da pesquisa consistiu na realização de uma entrevista semiestruturada com os participantes, realizadas através das plataformas Zoom e Teams. Embora a pesquisa tenha sido qualitativa, também foram utilizados recursos estatísticos para analisar a escala de autoeficácia. Os dados foram analisados por meio de estatísticas descritivas, utilizando-se o software SPSS e as entrevistas por análise de conteúdo, para produzir inferências acerca de dados verbais e ou simbólicos. Os resultados apresentaram que as representações sociais das pessoas com deficiência visual, revelaram alguns elementos em comum, no que diz respeito a prática da inclusão social no mundo do trabalho. O score da EAGP da maioria, somando total de 12 participantes do grupo foi de moderada à alta confiança. Por fim, as representações e as avaliações sobre as barreiras enfrentadas na inserção e inclusão nas organizações das PcD visual indicam que há um consenso entre os participantes dessa pesquisa que existem barreiras nas organizações que dificultam a inserção sobre as principais: atitudinais, arquitetônicas e comunicacionais.Vision in general is a natural phenomenon, the eyes work like a camera capturing everyday images. When thinking about any type of problem in this human sensory experience, an imaginative effort is necessary to understand the relationship between the eye and the brain and the psychology of vision. In Ancient Greece, it was common for babies born with a disability to be abandoned or thrown into the abyss. There was no space for these people in that society. Currently, minorities, such as the population of people with visual impairment, have sought space in society through social movements, being protagonists of their lives and transforming agents of their own reality and that of others around them; In this way, people with visual impairments work to guarantee their space in society and seek the possibility of personal and professional fulfillment, as well as to guarantee opportunities for future generations of people with visual impairments. Both the development of people with disabilities and their inclusion in the most diverse social groups such as schools, clubs and organizations have been studied over time, becoming a relevant topic in contemporary society. More precisely with the Declaration of Salamanca and Guatemala, disabled person has found a place of listening and social inclusion. Regarding people with visual impairments, numerous workers have been hired by organizations based on the Quota Law, which requires hiring for companies with more than one hundred employees. The concept of self-efficacy was developed by psychologist Albert Bandura and refers to the belief that a person has in their own ability to carry out actions necessary to achieve certain goals or face challenges. In other words, it is the confidence that someone has in their own competence to deal with different situations. Attitudinal barriers are obstacles created by prejudices, stereotypes and negative attitudes that hinder the inclusion and full participation of certain groups in society. These barriers arise from the way people perceive and treat others based on their differences. This study intended to analyze the relationship between the perception of self-efficacy and attitudinal barriers in the process of inclusion of workers with visual impairments, from the perspective of meaning and centrality at work. Field research, with a qualitative approach, was carried out in two stages, with 12 participants, workers with visual impairment, who work in Brazilian organizations in the states of São Paulo and Minas Gerais. Data collection for the first stage was carried out online, using a Google Forms form, to collect data from the sociodemographic questionnaire and the Perceived General Self- Efficacy Scale (EAGP). The second stage of the research consisted of conducting a semi- structured interview with the participants, carried out via the Zoom and Teams platforms. Although the research was qualitative, statistical resources were also used to analyze the self-efficacy scale. The data were analyzed using descriptive statistics, using SPSS software and interviews using content analysis, to produce inferences about verbal and/or symbolic data. The results showed that the social representations of people with visual impairment revealed some common elements, with regard to the practice of social inclusion in the world of work. The EAGP score of the majority, totaling ten participants in the group, was moderate to high confidence. Finally, representations and assessments of the barriers faced in the insertion and inclusion of visual disabled person in organizations indicate that there is a consensus among participants in this research that there are barriers in organizations that make it difficult to enter the main ones: attitudinal, architectural and communicational.Universidade Metodista de São PauloCiências HumanasInclusão de trabalhadoresDeficiência visualAutoeficáciaBarreiras atitudinaisDiscriminação no trabalhoInclusion of workersVisual impairmentSelf-efficacyAttitudinal barriersDiscrimination at workInclusão de sujeitos trabalhadores com deficiência visual: autoeficácia e barreiras atitudinaisInclusion of workers with visual impairment: self-efficacy and attitudinal barriersinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisporreponame:Repositório da METODISTAinstname:Universidade Metodista de São Paulo (METODISTA)instacron:METODISTAinfo:eu-repo/semantics/openAccessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748https://repositorio.metodista.br/bitstreams/e4ab053e-3e6a-49c6-a61a-d092902b08a8/downloadbb9bdc0b3349e4284e09149f943790b4MD51ORIGINALCarla Terezinha Palhavã.pdfCarla Terezinha Palhavã.pdfapplication/pdf1479881https://repositorio.metodista.br/bitstreams/4d83e403-9509-45b9-8969-3cda778da2dd/download81b7647a8583cba9a6e798332cf54ed5MD52TEXTCarla Terezinha Palhavã.pdf.txtCarla Terezinha Palhavã.pdf.txtExtracted texttext/plain103120https://repositorio.metodista.br/bitstreams/450fa5e3-9eee-4b2e-bbfb-415af67a8655/downloadc4c15de9ad586bd3b14c2d9559087236MD53THUMBNAILCarla Terezinha Palhavã.pdf.jpgCarla Terezinha Palhavã.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3483https://repositorio.metodista.br/bitstreams/478d91d0-e43b-4265-bf97-a4d39ba5a203/download4695784587155c7323cdce644a999830MD54123456789/13472025-11-11 03:00:26.708open.accessoai:repositorio.metodista.br:123456789/1347https://repositorio.metodista.brBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede.metodista.br/jspui/https://repositorio.metodista.br/biblioteca@metodista.br||erick.roberto@metodista.bropendoar:2025-11-11T03:00:26Repositório da METODISTA - Universidade Metodista de São Paulo (METODISTA)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0IG93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLCB0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZyB0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sIGluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yIHB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZSB0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQgdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uIGFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LCB5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZSBjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdCBzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkIHdpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRCBCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUgRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSCBDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMgbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=
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