Estrutura e organização de comunidades de aves em áreas de Mata Atlântica primitiva e explorada por corte seletivo
| Ano de defesa: | 1997 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Museu Paraense Emilio Goeldi
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| Programa de Pós-Graduação: |
PPG1
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| Departamento: |
Departamento 1
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Área do conhecimento CNPq: | |
| Link de acesso: | http://repositorio.museu-goeldi.br/handle/mgoeldi/1208 |
Resumo: | o presente estudo objetivou investigar os efeitos do corte seletivo de espécies arbóreas sobre uma comunidade de aves da Mata Atlântica. Para tanto, um levantamento qual i-quantitativo de avifauna foi efetuado em duas áreas distintas. Uma completamente inexplorada (M1) e outra explorada por madereiros (M2). Pretendeu-se documentar o comportamento da avifauna sob efeito do corte seletivo e determinar como esta atividade influenciou o número, a composição e a abundância das espécies presentes. Também foi comparada a abundância relativa das espécies com exigências ecológicas similares ("guildas") nos dois tipos de mata, no intuito de verificar quais perfis ecológicos da avifauna foram mais afetados. Ao longo de 25 meses de levantamento, foi realizado um estudo sobre a composição e os padrões de abundância relativos das espécies nas duas matas estudadas. Além disso, foi efetuada uma caracterização estrutural da vegetação dessas matas, fator que reconhecidamente determina padrões de distribuição e abundância de espécies componentes de comunidades de aves. Apesar da maior parte dos parâmetros estruturais da vegetação sofrer redução em M2, os padrões de riqueza e diversidade das comunidades de aves diferiram pouco entre os dois tipos de mata estudados. Processos dinâmicos, como colonizações e extinções de espécies, explicam diferenças acentuadas na similaridade e na abundância das espécies da avifauna entre as matas estudadas. A composição dos grupos ecológicos da avifauna alterou-se pouco de um modo geral entre as matas, mas na maioria dos grupos pelo menos uma espécie foi prejudicada pelo corte seletivo. Embora índices quantitativos globais da comunidade de aves não sejam alterados significativamente entre M 1 e M2, ainda assim ocorrem alterações importantes na sua composição. Isso ocorre devido ao aspecto dinâmico da sucessão de espécies na comunidade de aves da M2: novas espécies, de guildas iguais àquelas de espécies perdidas pela M2, colonizam continuamente a área alterada. Espécies insetívoras de subosque e de solo compõe o perfil ecológico mais ameaçado, repetindo o mesmo padrão de grupos ecológicos mais prejudicados pela fragmentação florestal. Áreas de Mata Atlântica secundárias e exploradas por corte seletivo podem também, de fato, abrigar comunidades de aves ricas e bastante diversificadas. No entanto, uma análise multivariada evidenciou nítida diferenciação na estrutura dessas comunidades. São feitas recomendações a métodos de retirada seletiva de madeira, no sentido de serem menos danosos a comunidades de aves florestais da Mata Atlântica: (1) Manter a maior proximidade possível entre matas exploradas e matas em bom estado de conservação e não-fragmentadas; (2) Aplicar práticas exploratórias que utilizem o menor número possível de vias de acesso e que reduzam a exploração mecanizada (arraste e transporte das toras) ao estritamente necessário; (3) Estabelecer rodízio nas áreas a serem exploradas |
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2018-03-15T17:36:53Z2018-03-022018-03-15T17:36:53Z1997-07-23http://repositorio.museu-goeldi.br/handle/mgoeldi/1208o presente estudo objetivou investigar os efeitos do corte seletivo de espécies arbóreas sobre uma comunidade de aves da Mata Atlântica. Para tanto, um levantamento qual i-quantitativo de avifauna foi efetuado em duas áreas distintas. Uma completamente inexplorada (M1) e outra explorada por madereiros (M2). Pretendeu-se documentar o comportamento da avifauna sob efeito do corte seletivo e determinar como esta atividade influenciou o número, a composição e a abundância das espécies presentes. Também foi comparada a abundância relativa das espécies com exigências ecológicas similares ("guildas") nos dois tipos de mata, no intuito de verificar quais perfis ecológicos da avifauna foram mais afetados. Ao longo de 25 meses de levantamento, foi realizado um estudo sobre a composição e os padrões de abundância relativos das espécies nas duas matas estudadas. Além disso, foi efetuada uma caracterização estrutural da vegetação dessas matas, fator que reconhecidamente determina padrões de distribuição e abundância de espécies componentes de comunidades de aves. Apesar da maior parte dos parâmetros estruturais da vegetação sofrer redução em M2, os padrões de riqueza e diversidade das comunidades de aves diferiram pouco entre os dois tipos de mata estudados. Processos dinâmicos, como colonizações e extinções de espécies, explicam diferenças acentuadas na similaridade e na abundância das espécies da avifauna entre as matas estudadas. A composição dos grupos ecológicos da avifauna alterou-se pouco de um modo geral entre as matas, mas na maioria dos grupos pelo menos uma espécie foi prejudicada pelo corte seletivo. Embora índices quantitativos globais da comunidade de aves não sejam alterados significativamente entre M 1 e M2, ainda assim ocorrem alterações importantes na sua composição. Isso ocorre devido ao aspecto dinâmico da sucessão de espécies na comunidade de aves da M2: novas espécies, de guildas iguais àquelas de espécies perdidas pela M2, colonizam continuamente a área alterada. Espécies insetívoras de subosque e de solo compõe o perfil ecológico mais ameaçado, repetindo o mesmo padrão de grupos ecológicos mais prejudicados pela fragmentação florestal. Áreas de Mata Atlântica secundárias e exploradas por corte seletivo podem também, de fato, abrigar comunidades de aves ricas e bastante diversificadas. No entanto, uma análise multivariada evidenciou nítida diferenciação na estrutura dessas comunidades. São feitas recomendações a métodos de retirada seletiva de madeira, no sentido de serem menos danosos a comunidades de aves florestais da Mata Atlântica: (1) Manter a maior proximidade possível entre matas exploradas e matas em bom estado de conservação e não-fragmentadas; (2) Aplicar práticas exploratórias que utilizem o menor número possível de vias de acesso e que reduzam a exploração mecanizada (arraste e transporte das toras) ao estritamente necessário; (3) Estabelecer rodízio nas áreas a serem exploradasThe purpose of this study was to evaluate the effects of selective logging on a bird community in the Brazilian Atlantic forest. Two areas were selected for avian surveys, both qualitative (presence-absence) and quantitative (censuses): a non-fragmented primary forest (designated M1) and, very near to it (500 m), a selectively logged forest (designated M2). These surveys were designed to answer how selective logging affected the richness and the composition of the bird community and the abundance of the species present. During 25 months, the abundance of species with similar ecological requirements (within the same guilds) were compared and tested between M 1 and M2, to determine which ecological groups were affected. The structure of the vegetation of the sites was also measured, in arder to evaluateits influence on the composition and structure of these bird communities. Though most parameters of the vegetation structure were reduced in M2, patterns of richness and diversity of the bird communities varied little between M1 and M2. The guilds, also showed few changes between the communities studied, but in most guilds at least one member was adversely affected by the selective logging. Even though the indices of richness and diversity were not significantly different between the bird communities of M 1 and M2, important variation was seen in their composition. Dynamic processes such as colonízation and extinction might explain the marked differences detected in the composition of the bird communities, and the abundances of the bird species between the sites. The process of species colonization, detected in M2, led to the replacement of species in the guilds that lost species there due to extinction. Understory and terrestrial insectivores were the most sensitive ecological groups (with most species extinct in M2), as also observed in the process of forest fragmentation in other parts of the Neotropics. Logged and secondary forests in the Atlantic forest can harbor rich and diversified bird communities, but multivariate analysis showed that these communities differ appreciably in structure from those in virgin forest. The following procedures should be adopted to minimize adverse effects of selective logging on bird communities in the Atlantic forest:(1) Logged areas should be elose enough to unfragmented, unlogged forests to allow recolonization of some species. (2) The exploitation of the forest should be carried out using as few roads as possible, limiting the use of mechanized equipment to fell and transport the trees to that strictly necessary. (3) Areas designed for logging should be explored with long-term rotation to allow enough time for regeneration of the forestAgência 1porMuseu Paraense Emilio GoeldiPPG1MPEGBrasilDepartamento 1CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::ECOLOGIAEcologia de comunidadesAvesMata atlânticaCorte seletivo de árvoresConservaçãoEstrutura e organização de comunidades de aves em áreas de Mata Atlântica primitiva e explorada por corte seletivoStructure and organization of bird communities in areas of primitive Atlantic Forest and selective harvestinginfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisVielliard, Jacques Marie Edmehttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4787934U4http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4761807A7Aleixo, Alexandre Luis PadovanALEIXO, Alexandre Luis Padovan. Estrutura e organização de comunidades de aves em áreas de Mata Atlântica primitiva e explorada por corte seletivo. 1997. 91 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Ciências Biológicas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 1997.info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional do MPEGinstname:Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG)instacron:MPEGTEXTDISSERTAÇÃO.Estrutura e organização de comunidades de aves em areas da Mata Atlantica primitiva e explorada por corte seletivo.pdf.txtDISSERTAÇÃO.Estrutura e organização de comunidades de aves em areas da Mata Atlantica primitiva e explorada por corte seletivo.pdf.txtExtracted texttext/plain91https://repositorio.museu-goeldi.br/bitstream/mgoeldi/1208/3/DISSERTA%c3%87%c3%83O.Estrutura%20e%20organiza%c3%a7%c3%a3o%20de%20comunidades%20de%20aves%20em%20areas%20da%20Mata%20Atlantica%20primitiva%20e%20explorada%20por%20corte%20seletivo.pdf.txt2c7d441af4ae46d394064a675e0acd7cMD53THUMBNAILDISSERTAÇÃO.Estrutura e organização de comunidades de aves em areas da Mata Atlantica primitiva e explorada por corte seletivo.pdf.jpgDISSERTAÇÃO.Estrutura e organização de comunidades de aves em areas da Mata Atlantica primitiva e explorada por corte seletivo.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1383https://repositorio.museu-goeldi.br/bitstream/mgoeldi/1208/4/DISSERTA%c3%87%c3%83O.Estrutura%20e%20organiza%c3%a7%c3%a3o%20de%20comunidades%20de%20aves%20em%20areas%20da%20Mata%20Atlantica%20primitiva%20e%20explorada%20por%20corte%20seletivo.pdf.jpgf7f4340efacbc2305362cb0bd7fc5225MD54ORIGINALDISSERTAÇÃO.Estrutura e organização de comunidades de aves em areas da Mata Atlantica primitiva e explorada por corte seletivo.pdfDISSERTAÇÃO.Estrutura e organização de comunidades de aves em areas da Mata Atlantica primitiva e explorada por corte seletivo.pdfapplication/pdf3265343https://repositorio.museu-goeldi.br/bitstream/mgoeldi/1208/1/DISSERTA%c3%87%c3%83O.Estrutura%20e%20organiza%c3%a7%c3%a3o%20de%20comunidades%20de%20aves%20em%20areas%20da%20Mata%20Atlantica%20primitiva%20e%20explorada%20por%20corte%20seletivo.pdf177885f3a86a94630da95eb38c30e3b2MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain1866https://repositorio.museu-goeldi.br/bitstream/mgoeldi/1208/2/license.txt43cd690d6a359e86c1fe3d5b7cba0c9bMD52mgoeldi/12082019-07-17 15:21:40.39oai:repositorio.museu-goeldi.br:mgoeldi/1208TElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBhIGFwcmVzZW50YcOnw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCB2b2PDqiAobyBhdXRvciAoZXMpIG91IG8gdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IpIGNvbmNlZGUgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvIApJbnN0aXR1Y2lvbmFsIG8gZGlyZWl0byBuw6NvLWV4Y2x1c2l2byBkZSByZXByb2R1emlyLCAgdHJhZHV6aXIgKGNvbmZvcm1lIGRlZmluaWRvIGFiYWl4byksIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBhIApzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIChpbmNsdWluZG8gbyByZXN1bW8pIHBvciB0b2RvIG8gbXVuZG8gbm8gZm9ybWF0byBpbXByZXNzbyBlIGVsZXRyw7RuaWNvIGUgZW0gcXVhbHF1ZXIgbWVpbywgaW5jbHVpbmRvIG9zIApmb3JtYXRvcyDDoXVkaW8gb3UgdsOtZGVvLgoKVm9jw6ogY29uY29yZGEgcXVlIG8gRGVwb3NpdGEgcG9kZSwgc2VtIGFsdGVyYXIgbyBjb250ZcO6ZG8sIHRyYW5zcG9yIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBwYXJhIHF1YWxxdWVyIG1laW8gb3UgZm9ybWF0byAKcGFyYSBmaW5zIGRlIHByZXNlcnZhw6fDo28uCgpWb2PDqiB0YW1iw6ltIGNvbmNvcmRhIHF1ZSBvIERlcG9zaXRhIHBvZGUgbWFudGVyIG1haXMgZGUgdW1hIGPDs3BpYSBkZSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrLXVwIAplIHByZXNlcnZhw6fDo28uCgpWb2PDqiBkZWNsYXJhIHF1ZSBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gw6kgb3JpZ2luYWwgZSBxdWUgdm9jw6ogdGVtIG8gcG9kZXIgZGUgY29uY2VkZXIgb3MgZGlyZWl0b3MgY29udGlkb3MgbmVzdGEgbGljZW7Dp2EuIApWb2PDqiB0YW1iw6ltIGRlY2xhcmEgcXVlIG8gZGVww7NzaXRvIGRhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gbsOjbywgcXVlIHNlamEgZGUgc2V1IGNvbmhlY2ltZW50bywgaW5mcmluZ2UgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgCmRlIG5pbmd1w6ltLgoKQ2FzbyBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gY29udGVuaGEgbWF0ZXJpYWwgcXVlIHZvY8OqIG7Do28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUgCm9idGV2ZSBhIHBlcm1pc3PDo28gaXJyZXN0cml0YSBkbyBkZXRlbnRvciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgcGFyYSBjb25jZWRlciBhbyBEZXBvc2l0YSBvcyBkaXJlaXRvcyBhcHJlc2VudGFkb3MgCm5lc3RhIGxpY2Vuw6dhLCBlIHF1ZSBlc3NlIG1hdGVyaWFsIGRlIHByb3ByaWVkYWRlIGRlIHRlcmNlaXJvcyBlc3TDoSBjbGFyYW1lbnRlIGlkZW50aWZpY2FkbyBlIHJlY29uaGVjaWRvIG5vIHRleHRvIApvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZGEgcHVibGljYcOnw6NvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRhLgoKQ0FTTyBBIFBVQkxJQ0HDh8ODTyBPUkEgREVQT1NJVEFEQSBURU5IQSBTSURPIFJFU1VMVEFETyBERSBVTSBQQVRST0PDjU5JTyBPVSBBUE9JTyBERSBVTUEgQUfDik5DSUEgREUgRk9NRU5UTyBPVSBPVVRSTyAKT1JHQU5JU01PLCBWT0PDiiBERUNMQVJBIFFVRSBSRVNQRUlUT1UgVE9ET1MgRSBRVUFJU1FVRVIgRElSRUlUT1MgREUgUkVWSVPDg08gQ09NTyBUQU1Cw4lNIEFTIERFTUFJUyBPQlJJR0HDh8OVRVMgCkVYSUdJREFTIFBPUiBDT05UUkFUTyBPVSBBQ09SRE8uCgpPIERlcG9zaXRhIHNlIGNvbXByb21ldGUgYSBpZGVudGlmaWNhciBjbGFyYW1lbnRlIG8gc2V1IG5vbWUgKHMpIG91IG8ocykgbm9tZShzKSBkbyhzKSBkZXRlbnRvcihlcykgZG9zIGRpcmVpdG9zIAphdXRvcmFpcyBkYSBwdWJsaWNhw6fDo28sIGUgbsOjbyBmYXLDoSBxdWFscXVlciBhbHRlcmHDp8OjbywgYWzDqW0gZGFxdWVsYXMgY29uY2VkaWRhcyBwb3IgZXN0YSBsaWNlbsOnYS4KRepositório ComumONGhttp://repositorio.museu-goeldi.br/oai/requestopendoar:2019-07-17T18:21:40Repositório Institucional do MPEG - Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG)false |
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o presente estudo objetivou investigar os efeitos do corte seletivo de espécies arbóreas sobre uma comunidade de aves da Mata Atlântica. Para tanto, um levantamento qual i-quantitativo de avifauna foi efetuado em duas áreas distintas. Uma completamente inexplorada (M1) e outra explorada por madereiros (M2). Pretendeu-se documentar o comportamento da avifauna sob efeito do corte seletivo e determinar como esta atividade influenciou o número, a composição e a abundância das espécies presentes. Também foi comparada a abundância relativa das espécies com exigências ecológicas similares ("guildas") nos dois tipos de mata, no intuito de verificar quais perfis ecológicos da avifauna foram mais afetados. Ao longo de 25 meses de levantamento, foi realizado um estudo sobre a composição e os padrões de abundância relativos das espécies nas duas matas estudadas. Além disso, foi efetuada uma caracterização estrutural da vegetação dessas matas, fator que reconhecidamente determina padrões de distribuição e abundância de espécies componentes de comunidades de aves. Apesar da maior parte dos parâmetros estruturais da vegetação sofrer redução em M2, os padrões de riqueza e diversidade das comunidades de aves diferiram pouco entre os dois tipos de mata estudados. Processos dinâmicos, como colonizações e extinções de espécies, explicam diferenças acentuadas na similaridade e na abundância das espécies da avifauna entre as matas estudadas. A composição dos grupos ecológicos da avifauna alterou-se pouco de um modo geral entre as matas, mas na maioria dos grupos pelo menos uma espécie foi prejudicada pelo corte seletivo. Embora índices quantitativos globais da comunidade de aves não sejam alterados significativamente entre M 1 e M2, ainda assim ocorrem alterações importantes na sua composição. Isso ocorre devido ao aspecto dinâmico da sucessão de espécies na comunidade de aves da M2: novas espécies, de guildas iguais àquelas de espécies perdidas pela M2, colonizam continuamente a área alterada. Espécies insetívoras de subosque e de solo compõe o perfil ecológico mais ameaçado, repetindo o mesmo padrão de grupos ecológicos mais prejudicados pela fragmentação florestal. Áreas de Mata Atlântica secundárias e exploradas por corte seletivo podem também, de fato, abrigar comunidades de aves ricas e bastante diversificadas. No entanto, uma análise multivariada evidenciou nítida diferenciação na estrutura dessas comunidades. São feitas recomendações a métodos de retirada seletiva de madeira, no sentido de serem menos danosos a comunidades de aves florestais da Mata Atlântica: (1) Manter a maior proximidade possível entre matas exploradas e matas em bom estado de conservação e não-fragmentadas; (2) Aplicar práticas exploratórias que utilizem o menor número possível de vias de acesso e que reduzam a exploração mecanizada (arraste e transporte das toras) ao estritamente necessário; (3) Estabelecer rodízio nas áreas a serem exploradas |
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