Controle por estímulos simples e complexos: efeitos dos procedimentos de discriminação simples e discriminação condicional em crianças

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2003
Autor(a) principal: Rocha, José da lattes
Orientador(a): Neves, Sônia Maria Mello lattes
Banca de defesa: Todorov, João Cláudio lattes, Lopes Junior, Jair lattes, Simonassi, Lorismário Ernesto lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação STRICTO SENSU em Psicologia
Departamento: Ciências Humanas
País: BR
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://tede2.pucgoias.edu.br/handle/tede/2028
Resumo: Quando apenas uma dimensão de um estímulo complexo controla o responder do indivíduo, diz-se que aconteceu o fenômeno de controle de estímulo restrito. Este estudo objetivou estudar tal fenômeno em 8 crianças normais, entre 3 anos e 9 meses até 4 anos e 6 meses, que não reconheciam as letras: M, P, A, E, B, C, O, I, utilizando dois procedimentos; discriminação simples e discriminação condicional. Primeiramente, todas as crianças foram submetidas à fase I de familiarização com o procedimento de MTS, utilizando estímulos familiares até atingirem o critério (90 por cento de acerto) em cada relação de identidade. Em seguida, quatro destas crianças, grupo 1, passaram para a fase II-A de treino de discriminação simples, onde o estímulo discriminativo (SD) era MA e o estímulo delta (S delta) era PE. Quando estas atingiam o critério, era testado o responder na presença dos estímulos MA, PE, M, A, P, e E. Na fase II-B, o mesmo procedimento era aplicado com os estímulos CI (SD) e BO (S delta). Em seguida, foram expostos ao treino de discriminação condicional, só que dois passaram pela fase III-A com os estímulos MA e PE e os outros dois pela fase III-B, com os estímulos BO e CI. As outras quatro crianças do grupo 2 foram expostas às mesmas fases, só que, em ordem inversa. Dados do grupo 1 indicaram que na fase II-A o responder de um dos participantes estava sob controle dos estímulos MA e M e o responder de outro participante estava sob controle dos estímulos MA e A. Já os dados do grupo 2 mostraram que o responder de um participante ficou sob controle dos estímulos MA, M e A tanto na fase II-A quanto na fase II-B; o mesmo ocorreu com o responder de outro participante, só que, apenas na fase II-A. Quanto aos resultados no treino de discriminação condicional, dois participantes do grupo 1 e dois do grupo 2 apresentaram escores acima de 75 por cento em todos os tipos de tentativa, menos nas tentativas com estímulos modelos complexos em que a escolha do estímulo comparação correto exigia o controle por ambos os elemento do estímulo modelo. Os outros quatro participantes apresentaram escores abaixo de 75 por cento, portanto, nenhum controle efetivo foi estabelecido. Quanto à ordem de treino, o procedimento de discriminação condicional pode ter influenciado a aquisição e o controle de estímulos na discriminação simples, o mesmo não se pode afirmar com relação à ordem inversa.
id PUC_GO_1d4c7e1470feaa74747eb6d6de6243cd
oai_identifier_str oai:ambar:tede/2028
network_acronym_str PUC_GO
network_name_str Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_GOAIS (TEDE-PUC Goiás)
repository_id_str
spelling Neves, Sônia Maria Mellohttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4787367A1Todorov, João Cláudiohttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4783554U5Lopes Junior, Jairhttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4785336P1Simonassi, Lorismário Ernestohttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/controladorbuscacvhttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4768796Z2&dataRevisao=nullRocha, José da2016-07-27T14:21:53Z2008-03-262003-01-20ROCHA, José da. Controle por estímulos simples e complexos: efeitos dos procedimentos de discriminação simples e discriminação condicional em crianças. 2003. 83 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Humanas) - Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Goiânia, 2003.https://tede2.pucgoias.edu.br/handle/tede/2028Made available in DSpace on 2016-07-27T14:21:53Z (GMT). No. of bitstreams: 1 JOSE DA ROCHA.pdf: 443545 bytes, checksum: e6af724463be47d0d3892cd5a4b1b538 (MD5) Previous issue date: 2003-01-20Quando apenas uma dimensão de um estímulo complexo controla o responder do indivíduo, diz-se que aconteceu o fenômeno de controle de estímulo restrito. Este estudo objetivou estudar tal fenômeno em 8 crianças normais, entre 3 anos e 9 meses até 4 anos e 6 meses, que não reconheciam as letras: M, P, A, E, B, C, O, I, utilizando dois procedimentos; discriminação simples e discriminação condicional. Primeiramente, todas as crianças foram submetidas à fase I de familiarização com o procedimento de MTS, utilizando estímulos familiares até atingirem o critério (90 por cento de acerto) em cada relação de identidade. Em seguida, quatro destas crianças, grupo 1, passaram para a fase II-A de treino de discriminação simples, onde o estímulo discriminativo (SD) era MA e o estímulo delta (S delta) era PE. Quando estas atingiam o critério, era testado o responder na presença dos estímulos MA, PE, M, A, P, e E. Na fase II-B, o mesmo procedimento era aplicado com os estímulos CI (SD) e BO (S delta). Em seguida, foram expostos ao treino de discriminação condicional, só que dois passaram pela fase III-A com os estímulos MA e PE e os outros dois pela fase III-B, com os estímulos BO e CI. As outras quatro crianças do grupo 2 foram expostas às mesmas fases, só que, em ordem inversa. Dados do grupo 1 indicaram que na fase II-A o responder de um dos participantes estava sob controle dos estímulos MA e M e o responder de outro participante estava sob controle dos estímulos MA e A. Já os dados do grupo 2 mostraram que o responder de um participante ficou sob controle dos estímulos MA, M e A tanto na fase II-A quanto na fase II-B; o mesmo ocorreu com o responder de outro participante, só que, apenas na fase II-A. Quanto aos resultados no treino de discriminação condicional, dois participantes do grupo 1 e dois do grupo 2 apresentaram escores acima de 75 por cento em todos os tipos de tentativa, menos nas tentativas com estímulos modelos complexos em que a escolha do estímulo comparação correto exigia o controle por ambos os elemento do estímulo modelo. Os outros quatro participantes apresentaram escores abaixo de 75 por cento, portanto, nenhum controle efetivo foi estabelecido. Quanto à ordem de treino, o procedimento de discriminação condicional pode ter influenciado a aquisição e o controle de estímulos na discriminação simples, o mesmo não se pode afirmar com relação à ordem inversa.application/pdfhttps://tede2.pucgoias.edu.br/tede/retrieve/6048/JOSE%20DA%20ROCHA.pdf.jpgporPontifícia Universidade Católica de GoiásPrograma de Pós-Graduação STRICTO SENSU em PsicologiaPUC GoiásBRCiências HumanasPsicologia infantilcontrole por estímulosdiscriminaçãocontrole por estímulos restritodiscriminação simplesdiscriminação condicionalrestricted stimulus controlsimple discriminationconditional discriminationCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIAControle por estímulos simples e complexos: efeitos dos procedimentos de discriminação simples e discriminação condicional em criançasControl by simple and complex stimuli: effects of simple discrimination and conditional discrimination procedures in childreninfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_GOAIS (TEDE-PUC Goiás)instname:Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO)instacron:PUC_GOTHUMBNAILJOSE DA ROCHA.pdf.jpgJOSE DA ROCHA.pdf.jpgimage/jpeg3148http://localhost:8080/tede/bitstream/tede/2028/3/JOSE+DA+ROCHA.pdf.jpgfc93d177debc636f118c36aa30ca30acMD53TEXTJOSE DA ROCHA.pdf.txtJOSE DA ROCHA.pdf.txttext/plain127311http://localhost:8080/tede/bitstream/tede/2028/2/JOSE+DA+ROCHA.pdf.txt7b7f597e014c72b34326bf94d51fca90MD52ORIGINALJOSE DA ROCHA.pdfapplication/pdf443545http://localhost:8080/tede/bitstream/tede/2028/1/JOSE+DA+ROCHA.pdfe6af724463be47d0d3892cd5a4b1b538MD51tede/20282025-10-30 10:42:38.777oai:ambar:tede/2028Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede2.pucgoias.edu.br:8080/http://tede2.pucgoias.edu.br:8080/oai/requesttede@pucgoias.edu.bropendoar:65932025-10-30T12:42:38Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_GOAIS (TEDE-PUC Goiás) - Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO)false
dc.title.por.fl_str_mv Controle por estímulos simples e complexos: efeitos dos procedimentos de discriminação simples e discriminação condicional em crianças
dc.title.alternative.none.fl_str_mv Control by simple and complex stimuli: effects of simple discrimination and conditional discrimination procedures in children
title Controle por estímulos simples e complexos: efeitos dos procedimentos de discriminação simples e discriminação condicional em crianças
spellingShingle Controle por estímulos simples e complexos: efeitos dos procedimentos de discriminação simples e discriminação condicional em crianças
Rocha, José da
Psicologia infantil
controle por estímulos
discriminação
controle por estímulos restrito
discriminação simples
discriminação condicional
restricted stimulus control
simple discrimination
conditional discrimination
CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA
title_short Controle por estímulos simples e complexos: efeitos dos procedimentos de discriminação simples e discriminação condicional em crianças
title_full Controle por estímulos simples e complexos: efeitos dos procedimentos de discriminação simples e discriminação condicional em crianças
title_fullStr Controle por estímulos simples e complexos: efeitos dos procedimentos de discriminação simples e discriminação condicional em crianças
title_full_unstemmed Controle por estímulos simples e complexos: efeitos dos procedimentos de discriminação simples e discriminação condicional em crianças
title_sort Controle por estímulos simples e complexos: efeitos dos procedimentos de discriminação simples e discriminação condicional em crianças
author Rocha, José da
author_facet Rocha, José da
author_role author
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv Neves, Sônia Maria Mello
dc.contributor.advisor1Lattes.fl_str_mv http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4787367A1
dc.contributor.referee1.fl_str_mv Todorov, João Cláudio
dc.contributor.referee1Lattes.fl_str_mv http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4783554U5
dc.contributor.referee2.fl_str_mv Lopes Junior, Jair
dc.contributor.referee2Lattes.fl_str_mv http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4785336P1
dc.contributor.referee3.fl_str_mv Simonassi, Lorismário Ernesto
dc.contributor.referee3Lattes.fl_str_mv http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/controladorbuscacv
dc.contributor.authorLattes.fl_str_mv http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4768796Z2&dataRevisao=null
dc.contributor.author.fl_str_mv Rocha, José da
contributor_str_mv Neves, Sônia Maria Mello
Todorov, João Cláudio
Lopes Junior, Jair
Simonassi, Lorismário Ernesto
dc.subject.por.fl_str_mv Psicologia infantil
controle por estímulos
discriminação
controle por estímulos restrito
discriminação simples
discriminação condicional
topic Psicologia infantil
controle por estímulos
discriminação
controle por estímulos restrito
discriminação simples
discriminação condicional
restricted stimulus control
simple discrimination
conditional discrimination
CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA
dc.subject.eng.fl_str_mv restricted stimulus control
simple discrimination
conditional discrimination
dc.subject.cnpq.fl_str_mv CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA
description Quando apenas uma dimensão de um estímulo complexo controla o responder do indivíduo, diz-se que aconteceu o fenômeno de controle de estímulo restrito. Este estudo objetivou estudar tal fenômeno em 8 crianças normais, entre 3 anos e 9 meses até 4 anos e 6 meses, que não reconheciam as letras: M, P, A, E, B, C, O, I, utilizando dois procedimentos; discriminação simples e discriminação condicional. Primeiramente, todas as crianças foram submetidas à fase I de familiarização com o procedimento de MTS, utilizando estímulos familiares até atingirem o critério (90 por cento de acerto) em cada relação de identidade. Em seguida, quatro destas crianças, grupo 1, passaram para a fase II-A de treino de discriminação simples, onde o estímulo discriminativo (SD) era MA e o estímulo delta (S delta) era PE. Quando estas atingiam o critério, era testado o responder na presença dos estímulos MA, PE, M, A, P, e E. Na fase II-B, o mesmo procedimento era aplicado com os estímulos CI (SD) e BO (S delta). Em seguida, foram expostos ao treino de discriminação condicional, só que dois passaram pela fase III-A com os estímulos MA e PE e os outros dois pela fase III-B, com os estímulos BO e CI. As outras quatro crianças do grupo 2 foram expostas às mesmas fases, só que, em ordem inversa. Dados do grupo 1 indicaram que na fase II-A o responder de um dos participantes estava sob controle dos estímulos MA e M e o responder de outro participante estava sob controle dos estímulos MA e A. Já os dados do grupo 2 mostraram que o responder de um participante ficou sob controle dos estímulos MA, M e A tanto na fase II-A quanto na fase II-B; o mesmo ocorreu com o responder de outro participante, só que, apenas na fase II-A. Quanto aos resultados no treino de discriminação condicional, dois participantes do grupo 1 e dois do grupo 2 apresentaram escores acima de 75 por cento em todos os tipos de tentativa, menos nas tentativas com estímulos modelos complexos em que a escolha do estímulo comparação correto exigia o controle por ambos os elemento do estímulo modelo. Os outros quatro participantes apresentaram escores abaixo de 75 por cento, portanto, nenhum controle efetivo foi estabelecido. Quanto à ordem de treino, o procedimento de discriminação condicional pode ter influenciado a aquisição e o controle de estímulos na discriminação simples, o mesmo não se pode afirmar com relação à ordem inversa.
publishDate 2003
dc.date.issued.fl_str_mv 2003-01-20
dc.date.available.fl_str_mv 2008-03-26
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2016-07-27T14:21:53Z
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/masterThesis
format masterThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.citation.fl_str_mv ROCHA, José da. Controle por estímulos simples e complexos: efeitos dos procedimentos de discriminação simples e discriminação condicional em crianças. 2003. 83 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Humanas) - Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Goiânia, 2003.
dc.identifier.uri.fl_str_mv https://tede2.pucgoias.edu.br/handle/tede/2028
identifier_str_mv ROCHA, José da. Controle por estímulos simples e complexos: efeitos dos procedimentos de discriminação simples e discriminação condicional em crianças. 2003. 83 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Humanas) - Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Goiânia, 2003.
url https://tede2.pucgoias.edu.br/handle/tede/2028
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/openAccess
eu_rights_str_mv openAccess
dc.format.none.fl_str_mv application/pdf
dc.publisher.none.fl_str_mv Pontifícia Universidade Católica de Goiás
dc.publisher.program.fl_str_mv Programa de Pós-Graduação STRICTO SENSU em Psicologia
dc.publisher.initials.fl_str_mv PUC Goiás
dc.publisher.country.fl_str_mv BR
dc.publisher.department.fl_str_mv Ciências Humanas
publisher.none.fl_str_mv Pontifícia Universidade Católica de Goiás
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_GOAIS (TEDE-PUC Goiás)
instname:Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO)
instacron:PUC_GO
instname_str Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO)
instacron_str PUC_GO
institution PUC_GO
reponame_str Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_GOAIS (TEDE-PUC Goiás)
collection Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_GOAIS (TEDE-PUC Goiás)
bitstream.url.fl_str_mv http://localhost:8080/tede/bitstream/tede/2028/3/JOSE+DA+ROCHA.pdf.jpg
http://localhost:8080/tede/bitstream/tede/2028/2/JOSE+DA+ROCHA.pdf.txt
http://localhost:8080/tede/bitstream/tede/2028/1/JOSE+DA+ROCHA.pdf
bitstream.checksum.fl_str_mv fc93d177debc636f118c36aa30ca30ac
7b7f597e014c72b34326bf94d51fca90
e6af724463be47d0d3892cd5a4b1b538
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_GOAIS (TEDE-PUC Goiás) - Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO)
repository.mail.fl_str_mv tede@pucgoias.edu.br
_version_ 1856222734878507008