[pt] HOJE EU ME SINTO AFRICANA: PROCESSOS DE (RE)CONSTRUÇÃO DE IDENTIDADES EM UM GRUPO DE ESTUDANTES CABO-VERDIANOS NO RIO DE JANEIRO
| Ano de defesa: | 2008 |
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| Orientador(a): | |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
MAXWELL
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=11708&idi=1 https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=11708&idi=2 http://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.11708 |
Resumo: | [pt] A pesquisa busca compreender os processos de (re)construção identitária vividos por um grupo de estudantes cabo-verdianos no Rio de Janeiro. Identificados majoritariamente como negros e mulatos pelos brasileiros, esses estudantes vêm de uma sociedade que atribui à mestiçagem a especificidade da identidade nacional. Esse discurso, construído por uma elite que muito se apropriou das idéias de Gilberto Freyre, buscava diferenciar os cabo-verdianos das populações das demais colônias portuguesas na África, garantindo ao ilhéu o posto de segundo colonizador. No Rio de Janeiro, porém, foi possível constatar que a maioria desses jovens construiu um olhar mais crítico em relação à mestiçagem. Esse processo foi acompanhado de uma valorização de uma identidade afro-referenciada, possivelmente por influência do intenso debate sobre a implementação de políticas de identidade no Brasil. Mas as transformações vividas pelos estudantes cabo-verdianos não se limitam à identidade étnica. Provenientes de um país onde há mais habitantes fora do que dentro de seus limites geográficos, estudar no exterior significa para esses jovens não apenas estar em vias de conformar a futura elite intelectual do arquipélago, mas também construir-se como cabo-verdiano, na medida em que a adaptação a outras culturas é percebida como uma especialidade nacional. |
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[pt] HOJE EU ME SINTO AFRICANA: PROCESSOS DE (RE)CONSTRUÇÃO DE IDENTIDADES EM UM GRUPO DE ESTUDANTES CABO-VERDIANOS NO RIO DE JANEIRO[en] TODAY I FEEL AFRICAN: IDENTITIES (RE)CONSTRUCTION PROCESSES IN A GROUP OF CAPE VERDEAN STUDENTS IN RIO DE JANEIRO[pt] DESLOCAMENTOS[pt] CABO-VERDIANOS[pt] RELACOES INTERETNICAS[en] IDENTITY[en] CAPE VERDEANS[en] INTERETHNIC RELATIONS[en] DISPLACEMENTS[pt] A pesquisa busca compreender os processos de (re)construção identitária vividos por um grupo de estudantes cabo-verdianos no Rio de Janeiro. Identificados majoritariamente como negros e mulatos pelos brasileiros, esses estudantes vêm de uma sociedade que atribui à mestiçagem a especificidade da identidade nacional. Esse discurso, construído por uma elite que muito se apropriou das idéias de Gilberto Freyre, buscava diferenciar os cabo-verdianos das populações das demais colônias portuguesas na África, garantindo ao ilhéu o posto de segundo colonizador. No Rio de Janeiro, porém, foi possível constatar que a maioria desses jovens construiu um olhar mais crítico em relação à mestiçagem. Esse processo foi acompanhado de uma valorização de uma identidade afro-referenciada, possivelmente por influência do intenso debate sobre a implementação de políticas de identidade no Brasil. Mas as transformações vividas pelos estudantes cabo-verdianos não se limitam à identidade étnica. Provenientes de um país onde há mais habitantes fora do que dentro de seus limites geográficos, estudar no exterior significa para esses jovens não apenas estar em vias de conformar a futura elite intelectual do arquipélago, mas também construir-se como cabo-verdiano, na medida em que a adaptação a outras culturas é percebida como uma especialidade nacional.[en] The research focuses on the identities (re)construction processes experienced by a group of Cape Verdean students in Rio de Janeiro. Mainly identified by Brazilians as blacks and mulattoes, those students come from a society where miscegenation is seen as a national identity specificity. This speech, constructed by an elite that eagerly adopted Gilberto Freyre`s ideas, intended to differentiate the Cape Verdeans from the populations of the other Portuguese colonies in Africa granting the islanders a second colonizer status. In Rio de Janeiro, however, it was possible to verify that the majority of those youngsters had developed a more critical view regarding the idea of miscegenation. This process occurred simultaneously to the valorization of an afro identity, possibly influenced by the intense debate regarding the implementation of identities politics in Brazil. Nevertheless, the transformations experimented by the Cape Verdean students can not be reduced to the ones regarding the ethnic identity. Coming from a country where there are more inhabitants outside than inside their geographical borders, to study abroad means for those youngsters not only to be in the path to become part of the archipelago`s future intellectual elite, but also to construct themselves as Cape Verdeans, since adaptation to other cultures is perceived as a national specialty.MAXWELLSONIA MARIA GIACOMINISONIA MARIA GIACOMINISONIA MARIA GIACOMINIOLIVIA NOGUEIRA HIRSCH2008-06-02info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesishttps://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=11708&idi=1https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=11708&idi=2http://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.11708porreponame:Repositório Institucional da PUC-RIO (Projeto Maxwell)instname:Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO)instacron:PUC_RIOinfo:eu-repo/semantics/openAccess2019-07-08T00:00:00Zoai:MAXWELL.puc-rio.br:11708Repositório InstitucionalPRIhttps://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/ibict.phpopendoar:5342019-07-08T00:00Repositório Institucional da PUC-RIO (Projeto Maxwell) - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO)false |
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