[pt] AÇÃO COMUNITÁRIA EM EPICTETO
| Ano de defesa: | 2026 |
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| Orientador(a): | |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
MAXWELL
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
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Resumo: | [pt] Nossa tese visa responder a uma questão pertinente às éticas eudemonistas que reside na tensão entre o cuidado de si e do outro, a tensão entre busca pela felicidade pessoal e o altruísmo. Desse modo, o problema fundamental sobre a fundamentação das ações comunitárias no sistema estoico e, particularmente, no pensamento epictetiano, guiou o percurso investigativo deste trabalho. Para tanto, recorremos à teoria estoica da oikeiosis (apropriação), a qual descreve os estágios de desenvolvimento dos animais até os agentes plenamente racionais. Tal teoria visa explicar o surgimento do impulso de autopreservação e a busca pelos bens morais. Além disso, investigamos a teoria estoica da ação, avaliando as reconstituições mais recentes que apontam para um modelo integrativo da deliberação estoica. Avaliamos que tal modelo fluído e contextual é mais adequado para explicar o processo deliberativo envolvido no caso das ações comunitárias conforme apresentadas na obra de Epicteto. Assim, consideramos que o cuidado do outro se justifica, segundo Epicteto, através de uma espécie de conversão ética que leva em conta o sistema de virtudes estoico, a natureza social humana e considerações sobre o ordenamento cósmico. Segundo ele, somente a partir da ordenação correta da nossa faculdade de escolha os outros, e consequentemente as ações voltadas para o bem comum, tornam-se vantajosas ao agente. Nesse sentido, as ações comunitárias são justificadas pela orientação normativa da ética estoica, ancorada sobre a nossa sociabilidade natural. |
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