[en] RESSENTIMENT, NIHILISM AND FASCISM: THE FLOW OF REACTIVE FORCES, BASED ON DELEUZE S NIETZSCHE

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: RONALDO PELLI JUNIOR
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: MAXWELL
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=69441&idi=1
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=69441&idi=2
http://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.69441
Resumo: [pt] Essa tese explicita a relação entre ressentimento, niilismo e fascismo, utilizando-se da filosofia de Nietzsche e da interpretação dela feita por Gilles Deleuze. Faz, inicialmente, um apanhado da história do conceito de fascismo, usando ideias como a de Estado suicidário e de niilismo realizado. Em seguida são apontadas as consequências atuais de movimentos políticos de extrema-direita. No capítulo seguinte, é abordada a diatribe original sobre o niilismo, que perpassou o idealismo alemão, e sua importância na literatura russa do século XIX. Mostra, junto a Nietzsche, a relação do niilismo com a morte de Deus e o além-do-homem. Dentro da obra do autor, são mapeados entendimentos do niilismo, se utilizando de comentadores, tais como o próprio Deleuze. A partir da leitura de Deleuze do niilismo de Nietzsche, a tese faz uma interpretação do apontamento publicado postumamente Lenzer Heide, referência nos estudos sobre niilismo, enfocando suas reverberações em movimentos violentos organizados. Na última parte, a tese cria uma certa história do ressentimento, passando pelos gregos antigos e chegando a Montaigne. Indica como o afeto apareceu pela primeira vez em Nietzsche: numa discussão sobre Justiça, em contraposição a Dühring. A investigação passa por Dostoiévski e o homem da consciência hipertrofiada, para expor a influência do escritor russo em Nietzsche. Depois, aborda, usando a Genealogia da moral, as possibilidades de as forças reativas do ressentimento aparecerem e como o esquecimento ativo pode funcionar como um tipo de antídoto. Mostra, ainda, como o ressentimento pode ser, por outro lado, fonte de movimentos de insurgência política e como há modos quase antagônicos de se entender o ressentimento. Como forma de exemplificar esse processo, esse trabalho se utilizou de Machado de Assis e da noção do favor. Por fim, apresenta outros afetos reativos correlatos, como a má consciência e o ideal ascético, para, em conclusão, equiparar tais afetos, com a ajuda de Adorno e Horkheimer, à noção de fascismo.
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Mostra, junto a Nietzsche, a relação do niilismo com a morte de Deus e o além-do-homem. Dentro da obra do autor, são mapeados entendimentos do niilismo, se utilizando de comentadores, tais como o próprio Deleuze. A partir da leitura de Deleuze do niilismo de Nietzsche, a tese faz uma interpretação do apontamento publicado postumamente Lenzer Heide, referência nos estudos sobre niilismo, enfocando suas reverberações em movimentos violentos organizados. Na última parte, a tese cria uma certa história do ressentimento, passando pelos gregos antigos e chegando a Montaigne. Indica como o afeto apareceu pela primeira vez em Nietzsche: numa discussão sobre Justiça, em contraposição a Dühring. A investigação passa por Dostoiévski e o homem da consciência hipertrofiada, para expor a influência do escritor russo em Nietzsche. Depois, aborda, usando a Genealogia da moral, as possibilidades de as forças reativas do ressentimento aparecerem e como o esquecimento ativo pode funcionar como um tipo de antídoto. Mostra, ainda, como o ressentimento pode ser, por outro lado, fonte de movimentos de insurgência política e como há modos quase antagônicos de se entender o ressentimento. Como forma de exemplificar esse processo, esse trabalho se utilizou de Machado de Assis e da noção do favor. Por fim, apresenta outros afetos reativos correlatos, como a má consciência e o ideal ascético, para, em conclusão, equiparar tais afetos, com a ajuda de Adorno e Horkheimer, à noção de fascismo. [en] This thesis explains the relationship between ressentiment, nihilism and fascism, using Nietzsche s philosophy and Gilles Deleuze s interpretation of it. It begins with an overview of the history of the concept of fascism, using ideas such as the suicidal state and realised nihilism. It then shows the current consequences of far-right political movements. The next chapter deals with the original diatribe on nihilism, which permeated German idealism, and its importance in 19th century Russian literature. Together with Nietzsche, it shows the relationship between nihilism and the death of God and the Übermensch. Within the author s work, understandings of nihilism are mapped, using commentators such as Deleuze himself. Based on Deleuze s reading of Nietzsche s nihilism, the thesis interprets the posthumously published Lenzer Heide, a reference in studies on nihilism, showing its reverberations in organised violent movements. In the last part, the thesis creates a certain history of ressentiment, going through the ancient Greeks and arriving at Montaigne. It shows how affection first appeared in Nietzsche: in a discussion on Justice, in opposition to Dühring. The investigation moves on to Dostoevsky and the Underground Man, to show the Russian writer s influence on Nietzsche. Then, using the Genealogy of Morals, we discuss the possibilities for the reactive forces of ressentiment to appear and how active forgetting can function as a kind of antidote. It also shows how ressentiment can, on the other hand, be the source of political insurgency movements and how there are almost antagonistic ways of understanding ressentiment. As a way of exemplifying the process, this work uses Machado de Assis and the notion of favour. Finally, it shows other related reactive affections, such as bad conscience and the ascetic ideal, in order to equate these affections, with the help of Adorno and Horkheimer, with the notion of fascism. 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