[pt] AUTOEFICÁCIA COMPUTACIONAL E A AUTORREGULAÇÃO DA APRENDIZAGEM DO DOCENTE UNIVERSITÁRIO NO CONTEXTO PANDÊMICO

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: ELIS RENATA DE BRITTO SANTOS
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: MAXWELL
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=62051&idi=1
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http://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.62051
Resumo: [pt] Confiar e aprender são dois verbos que estão presentes no cotidiano dos professores universitários, principalmente quando se trata de tecnologias digitais no ensino. Para estes profissionais ensinarem alguma coisa para os seus alunos, é necessário aprenderem o conteúdo do que será ensinado e se sentirem confiantes para ensiná-lo. Esta pesquisa visa compreender a relação entre a autoeficácia computacional docente e o processo de autorregulação da aprendizagem dos docentes universitários para ensinar por meio das tecnologias digitais no contexto pandêmico. Este estudo desenvolveu uma investigação de métodos mistos realizados em duas fases: a primeira fase foi quantitativa, aplicada em 2021, e obteve a participação de 409 professores de diferentes estados do Brasil, que responderam ao Questionário de Caracterização do Participante e à Escala sobre Integração das Tecnologias de Informática ao Ensino – EITIE (ALVARENGA, 2011); e a segunda fase foi qualitativa desenvolvida em 2022 através de entrevistas semiestruturadas com 12 professores selecionados a partir de critérios criados a partir da primeira fase da pesquisa. Para a análise de dados da primeira fase, foi utilizado o software SPSS versão 28 e, na segunda fase, foi usado o Atlas Ti versão 9 para realizar uma análise de conteúdo dos dados. Os resultados da primeira fase indicaram que as variáveis significativas foram: idade, sexo, titulação, atuação e instituição. Mais especificamente, os professores homens, mais novos, com especialização, pertencentes às Ciências Exatas e Engenharias e de universidade pública apresentaram crenças de autoeficácia computacional docente mais elevadas; em contraste, as mulheres mais velhas, doutoras, das Ciências Humanas e de universidade pública tiveram crenças mais baixas. Na segunda fase da pesquisa, observou-se que o processo de aprendizagem digital dos professores foi espontâneo e ocasional, enquanto o uso desses recursos no ensino foi de modo autorregulado. Ainda foi notório a utilização de várias estratégias de aprendizagem, sendo a maioria do aspecto cognitiva. Outro dado importante registrado foi que os docentes com crença de autoeficácia computacional mais elevada eram aqueles mais abertos para o aprendizado sobre as tecnologias digitais. Ao final, as crenças de autoeficácia computacional docente parecem representar um elemento chave no processo de autorregulação da aprendizagem do docente universitário.
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spelling [pt] AUTOEFICÁCIA COMPUTACIONAL E A AUTORREGULAÇÃO DA APRENDIZAGEM DO DOCENTE UNIVERSITÁRIO NO CONTEXTO PANDÊMICO [en] COMPUTATIONAL SELF-EFFICACY AND SELF-REGULATION OF UNIVERSITY PROFESSORS LEARNING IN THE PANDEMIC CONTEXT [pt] TECNOLOGIA DIGITAL[pt] AUTORREGULACAO DA APRENDIZAGEM[pt] AUTOEFICACIA COMPUTACIONAL DOCENTE[pt] PANDEMIA DA COVID-19[pt] PROFESSOR UNIVERSITARIO[en] DIGITAL TECHNOLOGY[en] LEARNING SELF REGULATION[en] TEACHING COMPUTATIONAL SELF-EFFICACY[en] COVID-19 PANDEMIC[pt] Confiar e aprender são dois verbos que estão presentes no cotidiano dos professores universitários, principalmente quando se trata de tecnologias digitais no ensino. Para estes profissionais ensinarem alguma coisa para os seus alunos, é necessário aprenderem o conteúdo do que será ensinado e se sentirem confiantes para ensiná-lo. Esta pesquisa visa compreender a relação entre a autoeficácia computacional docente e o processo de autorregulação da aprendizagem dos docentes universitários para ensinar por meio das tecnologias digitais no contexto pandêmico. Este estudo desenvolveu uma investigação de métodos mistos realizados em duas fases: a primeira fase foi quantitativa, aplicada em 2021, e obteve a participação de 409 professores de diferentes estados do Brasil, que responderam ao Questionário de Caracterização do Participante e à Escala sobre Integração das Tecnologias de Informática ao Ensino – EITIE (ALVARENGA, 2011); e a segunda fase foi qualitativa desenvolvida em 2022 através de entrevistas semiestruturadas com 12 professores selecionados a partir de critérios criados a partir da primeira fase da pesquisa. Para a análise de dados da primeira fase, foi utilizado o software SPSS versão 28 e, na segunda fase, foi usado o Atlas Ti versão 9 para realizar uma análise de conteúdo dos dados. Os resultados da primeira fase indicaram que as variáveis significativas foram: idade, sexo, titulação, atuação e instituição. Mais especificamente, os professores homens, mais novos, com especialização, pertencentes às Ciências Exatas e Engenharias e de universidade pública apresentaram crenças de autoeficácia computacional docente mais elevadas; em contraste, as mulheres mais velhas, doutoras, das Ciências Humanas e de universidade pública tiveram crenças mais baixas. Na segunda fase da pesquisa, observou-se que o processo de aprendizagem digital dos professores foi espontâneo e ocasional, enquanto o uso desses recursos no ensino foi de modo autorregulado. Ainda foi notório a utilização de várias estratégias de aprendizagem, sendo a maioria do aspecto cognitiva. Outro dado importante registrado foi que os docentes com crença de autoeficácia computacional mais elevada eram aqueles mais abertos para o aprendizado sobre as tecnologias digitais. Ao final, as crenças de autoeficácia computacional docente parecem representar um elemento chave no processo de autorregulação da aprendizagem do docente universitário.[en] Trusting and learning are two verbs that are present in the daily lives of university professors, especially when it comes to digital technologies in teaching. For these professionals to teach something to their students, they need to learn the content of what will be taught and feel confident to teach it. This research aims to understand the relationship between teacher computational self-efficacy and the process of self-regulation of university professors learning to teach through digital technologies in the pandemic context. This study developed an investigation of mixed methods carried out in two phases: the first phase was quantitative, applied in 2021, and had the participation of 409 teachers from different states of Brazil, who answered the Participant Characterization Questionnaire and the Scale on Integration of Information Technology for Teaching – EITIE (ALVARENGA, 2011); and the second phase was qualitative, developed in 2022 through semistructured interviews with 12 teachers selected based on criteria created from the first phase of the research. For data analysis in the first phase, SPSS version 28 software was used and, in the second phase, Atlas Ti version 9 was used to perform a content analysis of the data. The results of the first phase indicated that the significant variables were: age, sex, degree, activity and institution. More specifically, male, younger professors, with specialization, belonging to the Exact Sciences and Engineering and public university presented higher beliefs of computational teaching self-efficacy; in contrast, older women, doctors, humanities and public universities had lower beliefs. In the second phase of the research, it was observed that the teachers digital learning process was spontaneous and occasional, while the use of these resources in teaching was self-regulated. The use of various learning strategies was still notorious, most of them being cognitive. Another important piece of data recorded was that professors with a higher belief in computational self-efficacy were those who were more open to learning about digital technologies. In the end, teaching computational self-efficacy beliefs seem to represent a key element in the process of self-regulation of university professors learning.MAXWELLZENA WINONA EISENBERGELIS RENATA DE BRITTO SANTOS2023-03-22info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesishttps://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=62051&idi=1https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=62051&idi=2http://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.62051porreponame:Repositório Institucional da PUC-RIO (Projeto Maxwell)instname:Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO)instacron:PUC_RIOinfo:eu-repo/semantics/openAccess2025-05-05T00:00:00Zoai:MAXWELL.puc-rio.br:62051Repositório InstitucionalPRIhttps://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/ibict.phpopendoar:5342025-05-05T00:00Repositório Institucional da PUC-RIO (Projeto Maxwell) - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO)false
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