[en] POLITICS OF POLICE AND VIOLENCE: NARRATIVES FROM RIO DE JANEIRO
| Ano de defesa: | 2023 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | eng |
| Instituição de defesa: |
MAXWELL
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
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Resumo: | [pt] A partir de entrevistas com policiais do Rio de Janeiro, esta pesquisa tem por objetivo investigar a relação tensa que há entre Polícia e violência. Com as entrevistas, nota-se que os policiais evitam e resistem a discussões sobre violência e à própria palavra violência. Em vez disso, empregam guerra como instrumento retórico para pleitear autorização e leniência para o exercício de violência na função policial. Posicionando a violência como parte do poder discricionário da polícia, ele mesmo resultado de uma tensão inescapável entre lei, que deveriam seguir, e ordem, que deveriam impor, a pesquisa apresenta que a mesma estrutura das críticas da violência como excesso respalda e reitera as possibilidades de emprego de violência extrajudicial por policiais. Os policiais, por suas vezes, apresentam essa violência com ocultação e dubiedade, além de pelo uso de eufemismos, negações e silêncios, em contraste e tensão com o uso da retórica de guerra. Finalmente, a pesquisa apresenta a função policial como um trabalho impossível. Atuando nas tensões e paradoxos entre lei e ordem, e entre autorização de emprego da violência e rejeição à violência, policiais respondem às demandas contraditórias com o uso da retórica de guerra, mas reconhecem que essa guerra nunca vai cessar, que estão enxugando gelo. |
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[pt] A partir de entrevistas com policiais do Rio de Janeiro, esta pesquisa tem por objetivo investigar a relação tensa que há entre Polícia e violência. Com as entrevistas, nota-se que os policiais evitam e resistem a discussões sobre violência e à própria palavra violência. Em vez disso, empregam guerra como instrumento retórico para pleitear autorização e leniência para o exercício de violência na função policial. Posicionando a violência como parte do poder discricionário da polícia, ele mesmo resultado de uma tensão inescapável entre lei, que deveriam seguir, e ordem, que deveriam impor, a pesquisa apresenta que a mesma estrutura das críticas da violência como excesso respalda e reitera as possibilidades de emprego de violência extrajudicial por policiais. Os policiais, por suas vezes, apresentam essa violência com ocultação e dubiedade, além de pelo uso de eufemismos, negações e silêncios, em contraste e tensão com o uso da retórica de guerra. Finalmente, a pesquisa apresenta a função policial como um trabalho impossível. Atuando nas tensões e paradoxos entre lei e ordem, e entre autorização de emprego da violência e rejeição à violência, policiais respondem às demandas contraditórias com o uso da retórica de guerra, mas reconhecem que essa guerra nunca vai cessar, que estão enxugando gelo. |
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