[pt] ENSINO DE EVOLUÇÃO E RELIGIOSIDADE: O CASO DE DUAS ESCOLAS ESTADUAIS DO RIO DE JANEIRO

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: PEDRO PINHEIRO TEIXEIRA
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: MAXWELL
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=27465&idi=1
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http://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.27465
Resumo: [pt] A teoria evolutiva é considerada um dos eixos organizadores da biologia. No entanto, seu ensino enfrenta diversas dificuldades em vários países. No Brasil, a resistência à teoria evolutiva é mais comum entre os evangélicos pentecostais e neopentecostais, grupos religiosos que passaram por intenso crescimento ao longo das últimas décadas. Nesta pesquisa, investigamos o ensino de evolução em duas escolas da rede estadual do Rio de Janeiro. Realizamos observações ao longo de nove meses, em turmas de primeiro ano do ensino médio, entrevistas com professores e estudantes e aplicamos um questionário aos últimos. Os resultados indicam grande complexidade e diversidade em relação às concepções de criacionismo e evolução por parte dos professores e estudantes, mesmo dentre os evangélicos pentecostais e neopentecostais. Poucos conflitos foram observados em sala de aula, porém eles foram expressos nas entrevistas e nos questionários. Os dados quantitativos indicam que os estudantes evangélicos tendem a aceitar mais a narrativa bíblica para a origem dos seres vivos e possuir maiores índices de religiosidade do que os demais grupos religiosos. Concluímos que mais pesquisas sobre as discussões sobre essa temática nas aulas de biologia são fundamentais para que estratégias didáticas que visem o entendimento da teoria evolutiva sejam desenvolvidas.
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