[en] A CHANGING ARCTIC: DEVELOPMENT, GEOPOLITICS AND THE POLITICAL ECONOMY OF CLIMATE CHANGE

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: PEDRO ALLEMAND MANCEBO SILVA
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: eng
Instituição de defesa: MAXWELL
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=70320&idi=1
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=70320&idi=2
http://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.70320
Resumo: [pt] A presente tese busca discutir a geopolítica e o desenvolvimento econômico do Ártico a partir dos seus impactos sobre os territórios e povos indígenas da região. Para analisar a região, parto do debate sobre a relação entre capitalismo e exploração da natureza e, em particular, do conceito de fronteiras de mercadorias, para compreender como a natureza é produzida como um elemento explorável dentro do metabolismo capitalista mediado pelo valor e voltado à acumulação de capital. As fronteiras de mercadorias, em particular, são zonas onde técnicas e políticas são implementadas por agências capitalistas e territorialistas para se apropriar de naturezas históricas e inseri-las no metabolismo global do capital. Partindo de uma abordagem histórico-sociológica, reconstrói-se a história da colonização do Ártico para enquadrar a geopolítica e o desenvolvimento econômico da região em um quadro socioecológico, buscando compreender como elementos recentes da geopolítica do Ártico são, em verdade, manifestações de tendências de longo prazo na região. Assim, busca-se compreender como estratégias recentes para o Ártico buscam reorganizar Sápmi, território dos Sámi da Fino-Escandinávia e Inuit Nunaat, dos Inuítes da América do Norte, representando uma nova onda de colonialismo na região. Para isso, faremos uma análise do processo de colonização dessas duas regiões para compreender a conformação econômica e inserção do Ártico na economia global, bem como entender os regimes de gestão dos recursos, as organizações indígenas envolvidas nesse processo e suas lutas por autodeterminação, passando pelos acordos de reivindicação de terras da América do Norte e o estabelecimento dos Parlamentos Sámi na Suécia, Noruega e Finlândia. Assim, diante do cenário geopolítico do século XXI e dos efeitos da mudança climática, buscamos compreender como os projetos de desenvolvimento econômico da região e as tensões geopolíticas que a atravessam reproduzem e reforçam estruturas coloniais de exploração das naturezas humanas e não-humanas do Ártico a serviço do metabolismo global do capitalismo contemporâneo por meio de sua transformação em uma fronteira extrativa global.
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As fronteiras de mercadorias, em particular, são zonas onde técnicas e políticas são implementadas por agências capitalistas e territorialistas para se apropriar de naturezas históricas e inseri-las no metabolismo global do capital. Partindo de uma abordagem histórico-sociológica, reconstrói-se a história da colonização do Ártico para enquadrar a geopolítica e o desenvolvimento econômico da região em um quadro socioecológico, buscando compreender como elementos recentes da geopolítica do Ártico são, em verdade, manifestações de tendências de longo prazo na região. Assim, busca-se compreender como estratégias recentes para o Ártico buscam reorganizar Sápmi, território dos Sámi da Fino-Escandinávia e Inuit Nunaat, dos Inuítes da América do Norte, representando uma nova onda de colonialismo na região. Para isso, faremos uma análise do processo de colonização dessas duas regiões para compreender a conformação econômica e inserção do Ártico na economia global, bem como entender os regimes de gestão dos recursos, as organizações indígenas envolvidas nesse processo e suas lutas por autodeterminação, passando pelos acordos de reivindicação de terras da América do Norte e o estabelecimento dos Parlamentos Sámi na Suécia, Noruega e Finlândia. Assim, diante do cenário geopolítico do século XXI e dos efeitos da mudança climática, buscamos compreender como os projetos de desenvolvimento econômico da região e as tensões geopolíticas que a atravessam reproduzem e reforçam estruturas coloniais de exploração das naturezas humanas e não-humanas do Ártico a serviço do metabolismo global do capitalismo contemporâneo por meio de sua transformação em uma fronteira extrativa global.[en] This thesis seeks to discuss the geopolitics and economic development of the Arctic from the perspective of its impacts on the territories and indigenous peoples of the region. To analyze the region, I start from the debate on the relationship between capitalism and the exploitation of nature and, in particular, the concept of commodity frontiers, to understand how nature is produced as an exploitable element within the capitalist metabolism mediated by value and aimed at capital accumulation. Commodity frontiers, in particular, are zones where techniques and policies are implemented by capitalist and territorialist agencies to appropriate historical natures and insert them into the global metabolism of capital. Starting from a historical-sociological approach, the history of the colonization of the Arctic is reconstructed in order to frame the geopolitics and economic development of the region in a socio-ecological framework, seeking to understand how recent elements of Arctic geopolitics are, in fact, manifestations of long-term trends in the region. Thus, we seek to understand how recent strategies for the Arctic seek to reorganize Sápmi, the territory of the Sámi of Finnish-Scandinavia and Inuit Nunaat, of the Inuit of North America, representing a new wave of colonialism in the region. To do this, we will analyze the colonization process of these two regions in order to understand the economic conformation and insertion of the Arctic into the global economy, as well as to understand the resource management regimes, the indigenous organizations involved in this process and their struggles for self-determination, including the North American land claim agreements and the establishment of the Sámi Parliaments in Sweden, Norway and Finland. Thus, faced with the geopolitical scenario of the 21st century and the effects of climate change, we seek to understand how economic development projects in the region and the geopolitical tensions that run through it reproduce and reinforce colonial structures of exploitation of the human and non-human natures of the Arctic at the service of the global metabolism of contemporary capitalism through its transformation into a global extractive frontier.MAXWELLLUIS MANUEL REBELO FERNANDESPEDRO ALLEMAND MANCEBO SILVA2025-05-07info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesishttps://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=70320&idi=1https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=70320&idi=2http://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.70320engreponame:Repositório Institucional da PUC-RIO (Projeto Maxwell)instname:Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO)instacron:PUC_RIOinfo:eu-repo/semantics/openAccess2025-05-07T00:00:00Zoai:MAXWELL.puc-rio.br:70320Repositório InstitucionalPRIhttps://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/ibict.phpopendoar:5342025-05-07T00:00Repositório Institucional da PUC-RIO (Projeto Maxwell) - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO)false
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