[pt] AUTOEXPANSÃO, ROMPIMENTOS DE RELACIONAMENTOS E SELF

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2026
Autor(a) principal: NATHALIA MELO DE CARVALHO
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: eng
Instituição de defesa: MAXWELL
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=74854&idi=1
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=74854&idi=2
http://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.74854
Resumo: [pt] Na psicologia social, o modelo de autoexpansão postula que as pessoas são motivadas a expandir suas capacidades, adotando uma postura exploratória, curiosa e de autoaprimoramento. Além disso, de acordo com esse modelo, as pessoas procuram expandir-se incorporando relacionamentos íntimos no próprio autoconceito. A autoexpansão em relacionamentos íntimos é, portanto, o nível de autoaprimoramento que um relacionamento proporciona. Pesquisas anteriores mostraram que uma maior autoexpansão em relacionamentos amorosos que se romperam resulta em contração e menos clareza no autoconceito. No entanto, nenhum estudo investigou o impacto da autoexpansão na dimensão afetiva do self, nem o modelo de autoexpansão foi aplicado a relacionamentos familiares. Esta pesquisa teve como objetivo testar relações entre autoexpansão e mudanças na dimensão afetiva do self após o rompimento de relacionamentos amorosos e familiares. Foram desenvolvidos quatro estudos: 1) adaptação da escala de autoexpansão para pessoas que vivenciaram o rompimento de relacionamentos amorosos e familiares; 2) desenvolvimento de uma escala para aferir atitudes frente a mudanças percebidas no self após o rompimento de relacionamentos amorosos e familiares; 3) impacto da autoexpansão na dimensão afetiva do self após o rompimento de relacionamentos amorosos e familiares; 4) uma análise de sentimento com abordagem lexical para avaliar mudanças afetivas no self após o rompimento de relacionamentos amorosos e familiares. Os quatro estudos contaram com a participação de 282 pessoas que haviam vivenciado recentemente o rompiemtno de um relacionamento amoroso, com idade média de 24,2 anos; e 155 pessoas que haviam vivenciado recentemente o rompimento de um relacionamento familiar, com idade média de 35,8 anos. O Estudo 1 mostrou que o questionário de autoexpansão (SEQ) apresentou propriedades psicométricas adequadas para avaliar retrospectivamente o nível de autoexpansão que um relacionamento amoroso e familiar recentemente rompido proporcionava antes do rompimento. No Estudo 2, também foram encontradas propriedades psicométricas adequadas para uma escala que avalia a atitude em relação às mudanças percebidas no self após o rompimento de relacionamentos amorosos e familiares. O Estudo 3 mostrou que quanto mais autoexpansão um relacionamento proporcionava no passado, mais negativa é a atitude em relação às mudanças percebidas no self após um rompimento, tanto para relacionamentos amorosos quanto familiares. Finalmente, no Estudo 4, a análise de sentimento com abordagem linguística mostrou que pessoas com alta autoexpansão em um relacionamento amoroso ou familiar rompido usaram palavras com valência negativa com mais frequência para se descreverem do que pessoas com baixa autoexpansão. Concluiu-se que uma maior autoexpansão em relacionamentos amorosos e familiares rompidos por motivos diversos tende a impactar negativamente o self após o rompimento dos vínculos.
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No entanto, nenhum estudo investigou o impacto da autoexpansão na dimensão afetiva do self, nem o modelo de autoexpansão foi aplicado a relacionamentos familiares. Esta pesquisa teve como objetivo testar relações entre autoexpansão e mudanças na dimensão afetiva do self após o rompimento de relacionamentos amorosos e familiares. Foram desenvolvidos quatro estudos: 1) adaptação da escala de autoexpansão para pessoas que vivenciaram o rompimento de relacionamentos amorosos e familiares; 2) desenvolvimento de uma escala para aferir atitudes frente a mudanças percebidas no self após o rompimento de relacionamentos amorosos e familiares; 3) impacto da autoexpansão na dimensão afetiva do self após o rompimento de relacionamentos amorosos e familiares; 4) uma análise de sentimento com abordagem lexical para avaliar mudanças afetivas no self após o rompimento de relacionamentos amorosos e familiares. Os quatro estudos contaram com a participação de 282 pessoas que haviam vivenciado recentemente o rompiemtno de um relacionamento amoroso, com idade média de 24,2 anos; e 155 pessoas que haviam vivenciado recentemente o rompimento de um relacionamento familiar, com idade média de 35,8 anos. O Estudo 1 mostrou que o questionário de autoexpansão (SEQ) apresentou propriedades psicométricas adequadas para avaliar retrospectivamente o nível de autoexpansão que um relacionamento amoroso e familiar recentemente rompido proporcionava antes do rompimento. No Estudo 2, também foram encontradas propriedades psicométricas adequadas para uma escala que avalia a atitude em relação às mudanças percebidas no self após o rompimento de relacionamentos amorosos e familiares. O Estudo 3 mostrou que quanto mais autoexpansão um relacionamento proporcionava no passado, mais negativa é a atitude em relação às mudanças percebidas no self após um rompimento, tanto para relacionamentos amorosos quanto familiares. Finalmente, no Estudo 4, a análise de sentimento com abordagem linguística mostrou que pessoas com alta autoexpansão em um relacionamento amoroso ou familiar rompido usaram palavras com valência negativa com mais frequência para se descreverem do que pessoas com baixa autoexpansão. Concluiu-se que uma maior autoexpansão em relacionamentos amorosos e familiares rompidos por motivos diversos tende a impactar negativamente o self após o rompimento dos vínculos. [en] In social psychology, the self-expansion model posits that people are motivated to expand their capabilities, adopting an exploratory, curious, and self improving stance. Also, according to this model, people seek to expand themselves by incorporating intimate relationships into their own self-concept. Self-expansion in close relationships is, therefore, the level of self-improvement a relationship provides. Previous research has shown that higher self-expansion in romantic relationships that broke down results in contraction and less clarity in one’s self concept. However, no study has investigated the impact of self-expansion on the affective dimension of the self, nor has the self-expansion model been applied to family relationships. This research aimed to test relationships between self expansion and affective changes in the self after the dissolution of romantic and family relationships. We developed four studies: 1) adaptation of the self-expansion scale for people who experienced the dissolution of romantic and family relationships; 2) development of a scale to assess attitudes towards changes in the self after the dissolution of romantic and family relationships; 3) impact of self expansion on the affective dimension of the self after the dissolution of romantic and family relationships; 4) a sentiment analysis with a lexical approach to assess affective changes in the self after the dissolution of romantic and family relationships. All four studies had the participation of 282 people who had recently experienced the dissolution of a romantic relationship, with an average age of 24.2 years old; and 155 people who had recently experienced the dissolution of a family relationship, with an average age of 35.8. Study 1 showed that the self-expansion questionnaire (SEQ) had adequate psychometric proprieties to retrospectively assess the level of self-expansion that a recently broken romantic and family relationship provided before the dissolution. In Study 2, we also found good psychometric proprieties for a scale to assess attitude towards changes in the self after the dissolution of romantic and family relationships. Study 3 showed that the more self-expansion a relationship provided in the past, the more negative the attitude towards changes in the self after a dissolution, both for romantic and family relationships. Finally, in Study 4, sentiment analysis with a linguistic approach showed that people with high self-expansion in a broken romantic or family relationship used words with a negative valence more frequently to describe themselves than people with low self-expansion. We conclude that higher self expansion in romantic and family relationships that ended for various reasons tends to negatively impact the self after the severance of ties. MAXWELLJEAN CARLOS NATIVIDADENATHALIA MELO DE CARVALHO2026-01-12info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesishttps://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=74854&idi=1https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=74854&idi=2http://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.74854engreponame:Repositório Institucional da PUC-RIO (Projeto Maxwell)instname:Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO)instacron:PUC_RIOinfo:eu-repo/semantics/openAccess2026-01-12T00:00:00Zoai:MAXWELL.puc-rio.br:74854Repositório InstitucionalPRIhttps://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/ibict.phpopendoar:5342026-01-12T00:00Repositório Institucional da PUC-RIO (Projeto Maxwell) - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO)false
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