Relação de fatores clínicos, candida spp., e-caderina e vimentina com alterações displásicas na leucoplasia oral
| Ano de defesa: | 2018 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Escola de Ciências da Saúde Brasil PUCRS Programa de Pós-Graduação em Odontologia |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/8432 |
Resumo: | A leucoplasia é a lesão potencialmente maligna mais prevalente na cavidade oral. Embora alterações displásicas do epitélio sejam um indicador do potencial maligno da leucoplasia, a determinação exata do grau da displasia é uma tarefa difícil, o que compromete esse fator preditivo. Dessa forma, a predição da transformação maligna da leucoplasia oral é um desafio, e biomarcadores específicos são necessários para esse fim. O objetivo do presente estudo foi investigar a relação entre alterações displásicas da leucoplasia oral e fatores clínicos, Candida spp., e expressão de E-caderina e vimentina. Prontuários médicos e espécimes de biópsia emblocados em parafina pertencentes a 60 pacientes foram alocados em quatro grupos de acordo com as características histológicas da lesão: (1) sem-displasia: 15 casos de leucoplasia sem displasia epitelial; (2) displasia epitelial: 15 casos de leucoplasia com displasia epitelial (moderada ou severa); (3) carcinoma de células escamosas oral (OSCC): 15 casos de leucoplasia com diagnóstico histopatológico de OSCC; (4) grupo-controle: 15 casos de hiperplasia fibroepitelial da mucosa oral. Os prontuários foram revisados considerando-se os fatores idade e sexo dos pacientes, uso de álcool e/ou tabaco, sítio anatômico da lesão. Foi realizada análise imunoistoquímica para avaliar a expressão de E-caderina e vimentina, e a coloração de ácido periódico de Schiff (PAS) para detecção de Candida spp.. Sítios de alto risco exibiram associação com displasia epitelial e OSCC. Não houve diferença significativa entre os grupos para os demais fatores clínicos avaliados e para detecção de Candida spp. na coloração PAS. A avaliação quantitativa de expressão de E-caderina não diferiu significativamente entre os grupos avaliados, enquanto a expressão de vimentina foi significativamente maior na displasia epitelial e no OSCC do que nos demais grupos. Conclusão: De acordo com os resultados do presente estudo, sítios de alto-risco (borda e ventre de língua e assoalho de boca) estão associados com o fenótipo de displasia epitelial da leucoplasia oral, enquanto idade, sexo, álcool, tabaco e Candida spp. não exibem essa associação. A expressão de vimentina está associada com o fenótipo de displasia epitelial e parece ser mais específica que a E-caderina para uso como marcador imunoistoquímico de detecção dessas alterações. |
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Relação de fatores clínicos, candida spp., e-caderina e vimentina com alterações displásicas na leucoplasia oralCâncer OralTransição Epitélio-MesenquimalLeucoplasia OralEcaderinaVimentinaCandida SPPE-CadherinOral CancerEpithelial-Mesenchymal TransitionOral LeukoplakiaVimentinCIENCIAS DA SAUDE::ODONTOLOGIAA leucoplasia é a lesão potencialmente maligna mais prevalente na cavidade oral. Embora alterações displásicas do epitélio sejam um indicador do potencial maligno da leucoplasia, a determinação exata do grau da displasia é uma tarefa difícil, o que compromete esse fator preditivo. Dessa forma, a predição da transformação maligna da leucoplasia oral é um desafio, e biomarcadores específicos são necessários para esse fim. O objetivo do presente estudo foi investigar a relação entre alterações displásicas da leucoplasia oral e fatores clínicos, Candida spp., e expressão de E-caderina e vimentina. Prontuários médicos e espécimes de biópsia emblocados em parafina pertencentes a 60 pacientes foram alocados em quatro grupos de acordo com as características histológicas da lesão: (1) sem-displasia: 15 casos de leucoplasia sem displasia epitelial; (2) displasia epitelial: 15 casos de leucoplasia com displasia epitelial (moderada ou severa); (3) carcinoma de células escamosas oral (OSCC): 15 casos de leucoplasia com diagnóstico histopatológico de OSCC; (4) grupo-controle: 15 casos de hiperplasia fibroepitelial da mucosa oral. Os prontuários foram revisados considerando-se os fatores idade e sexo dos pacientes, uso de álcool e/ou tabaco, sítio anatômico da lesão. Foi realizada análise imunoistoquímica para avaliar a expressão de E-caderina e vimentina, e a coloração de ácido periódico de Schiff (PAS) para detecção de Candida spp.. Sítios de alto risco exibiram associação com displasia epitelial e OSCC. Não houve diferença significativa entre os grupos para os demais fatores clínicos avaliados e para detecção de Candida spp. na coloração PAS. A avaliação quantitativa de expressão de E-caderina não diferiu significativamente entre os grupos avaliados, enquanto a expressão de vimentina foi significativamente maior na displasia epitelial e no OSCC do que nos demais grupos. Conclusão: De acordo com os resultados do presente estudo, sítios de alto-risco (borda e ventre de língua e assoalho de boca) estão associados com o fenótipo de displasia epitelial da leucoplasia oral, enquanto idade, sexo, álcool, tabaco e Candida spp. não exibem essa associação. A expressão de vimentina está associada com o fenótipo de displasia epitelial e parece ser mais específica que a E-caderina para uso como marcador imunoistoquímico de detecção dessas alterações.Leukoplakia is the most prevalent potentially malignant lesion in the oral cavity, and histopathological examination is the gold standard for its diagnosis. Even though epithelial dysplastic features can be an indicator of malignant potential in oral leukoplakia, the exact determination of the grade of dysplasia is a hard task, which compromises this predictive factor. Therefore, predicting malignant transformation of oral leukoplakia is a challenge, and specific biomarkers are necessary for this purpose. The aim of the present study was to investigate the relationship of dysplastic changes in oral leukoplakia and clinical factors, Candida spp., and E-cadherin and vimentin expression. Medical records and paraffin blocks of biopsied specimens of 60 patients were distributed into 4 groups: (1) nodysplasia: 15 cases of leukoplakia without epithelial dysplasia; (2) epithelial dysplasia: 15 cases of leukoplakia with epithelial dysplasia (moderate or severe); (3) oral squamous cell carcinoma (OSCC): 15 cases of leukoplakia with histopathological diagnosis of OSCC; and (4) control group: 15 cases of fibroepithelial hyperplasia. Medical records were reviewed regarding age, sex, alcohol and tobacco use, and anatomical site of the lesion. Immunohistochemical analysis was carried out for determination of E-cadherin and vimentin expression, and periodic acid of Schiff (PAS) staining for Candida spp. detection. High-risk sites showed association with the epithelial dysplasia and OSCC groups. There was no significant difference between the groups for the other clinical features analyzed and for Candida spp. positivity with PAS. Quantitative E-cadherin expression did not significantly differ between the groups analyzed. Vimentin expression was significantly greater in the epithelial dysplasia and OSCC groups than the others. Conclusion: According to our results, high-risk sites (border/ventral surface of the tongue and floor of the mouth) are associated with the dysplastic phenotype of leukoplakia, whereas age, sex, alcohol, tobacco and Candida spp. do not show such association. Vimentin expression is associated with the oral dysplastic epithelial phenotype and it seems to be more specific than E-cadherin for use as an immunohistochemical marker to detect such alterations.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESPontifícia Universidade Católica do Rio Grande do SulEscola de Ciências da SaúdeBrasilPUCRSPrograma de Pós-Graduação em OdontologiaCherubini, Karenhttp://lattes.cnpq.br/8554444599739699Eidt, João Matheus Scherbaum2019-01-31T12:40:29Z2018-12-19info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/8432porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RSinstname:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)instacron:PUC_RS2021-02-10T22:00:22Zoai:tede2.pucrs.br:tede/8432Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede2.pucrs.br/tede2/PRIhttps://tede2.pucrs.br/oai/requestbiblioteca.central@pucrs.br||opendoar:2021-02-10T22:00:22Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)false |
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A leucoplasia é a lesão potencialmente maligna mais prevalente na cavidade oral. Embora alterações displásicas do epitélio sejam um indicador do potencial maligno da leucoplasia, a determinação exata do grau da displasia é uma tarefa difícil, o que compromete esse fator preditivo. Dessa forma, a predição da transformação maligna da leucoplasia oral é um desafio, e biomarcadores específicos são necessários para esse fim. O objetivo do presente estudo foi investigar a relação entre alterações displásicas da leucoplasia oral e fatores clínicos, Candida spp., e expressão de E-caderina e vimentina. Prontuários médicos e espécimes de biópsia emblocados em parafina pertencentes a 60 pacientes foram alocados em quatro grupos de acordo com as características histológicas da lesão: (1) sem-displasia: 15 casos de leucoplasia sem displasia epitelial; (2) displasia epitelial: 15 casos de leucoplasia com displasia epitelial (moderada ou severa); (3) carcinoma de células escamosas oral (OSCC): 15 casos de leucoplasia com diagnóstico histopatológico de OSCC; (4) grupo-controle: 15 casos de hiperplasia fibroepitelial da mucosa oral. Os prontuários foram revisados considerando-se os fatores idade e sexo dos pacientes, uso de álcool e/ou tabaco, sítio anatômico da lesão. Foi realizada análise imunoistoquímica para avaliar a expressão de E-caderina e vimentina, e a coloração de ácido periódico de Schiff (PAS) para detecção de Candida spp.. Sítios de alto risco exibiram associação com displasia epitelial e OSCC. Não houve diferença significativa entre os grupos para os demais fatores clínicos avaliados e para detecção de Candida spp. na coloração PAS. A avaliação quantitativa de expressão de E-caderina não diferiu significativamente entre os grupos avaliados, enquanto a expressão de vimentina foi significativamente maior na displasia epitelial e no OSCC do que nos demais grupos. Conclusão: De acordo com os resultados do presente estudo, sítios de alto-risco (borda e ventre de língua e assoalho de boca) estão associados com o fenótipo de displasia epitelial da leucoplasia oral, enquanto idade, sexo, álcool, tabaco e Candida spp. não exibem essa associação. A expressão de vimentina está associada com o fenótipo de displasia epitelial e parece ser mais específica que a E-caderina para uso como marcador imunoistoquímico de detecção dessas alterações. |
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