Avaliação da qualidade de vida em mulheres idosas com câncer de mama

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2008
Autor(a) principal: Dalamaria, Julcinéia Miguel
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Instituto de Geriatria e Gerontologia
BR
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Gerontologia Biomédica
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/2586
Resumo: Introdução: O Brasil deixou de ser um país jovem, aumentou o número de idosos. Estudos recentes do IBGE apontam que o Brasil será o sexto país do mundo com o maior número de pessoas idosas. As mulheres têm expectativa de vida bem maior do que os homens. O câncer de mama é uma das neoplasias mais comuns entre as mulheres e é responsável pelo maior número de óbitos no Brasil e no mundo. É também a neoplasia maligna mais temida entre as mulheres, pois está relacionada à sexualidade, à imagem corporal e interfere no aspecto psicológico. Pouco se sabe sobre qualidade de vida de mulheres com câncer de mama. O tratamento está direcionado para aumentar a possibilidade de cura e sobrevida, bem como melhorar a qualidade de vida. Objetivo: Os objetivos deste estudo foram de avaliar a qualidade de vida de mulheres idosas com câncer de mama, independente do seu tratamento. Avaliar o estado físico e emocional frente ao tratamento, o estado geral de saúde e os índices de qualidade de vida quanto ao perfil das pacientes. Metodologia: Portanto trata-se de uma pesquisa quantitativa do tipo transversal. Para análise foram utilizados os testes t-Student (grupos independentes) para os instrumentos EORTC QLQ C-30 e WHOQOL-Bref e o teste de Mann Whitney para o BR-23 e análise de regressão múltipla (Back Ward), o programa utilizado foi o SPSS versão 11.5. Resultados e conclusão: A qualidade de vida global mensurada pelos instrumentos EORTC QLQ C-30 e o WHOQOL-Bref, foi considerada boa. O estado de saúde geral também apresentou uma boa qualidade de vida. Os domínios destacados do QLQ C-30 foram desempenho social, cansaço-fadiga, insônia, diarréia e dificuldade financeira. No WHOQOL-Bref foram os domínios psicológicos e ambientais. Quanto ao domínio físico, constatou-se uma boa qualidade de vida, embora o WHOQOL-Bref tenha apresentado um escore inferior. O estado físico de saúde em relação ao tratamento de quimioterapia, mensurado pelo QLQ C-30 e WHOQOL-Bref, mostrou melhor qualidade de vida para quem não fez quimioterapia; o tratamento hormonal mostrou melhor qualidade de vida para as mulheres que fizeram o tratamento. A radioterapia mostrou que as mulheres com melhor qualidade de vida são as que não fizeram o tratamento. O estado emocional frente ao tratamento de quimioterapia destacou pior qualidade de vida para quem fez o tratamento; os domínios que se destacaram foram imagem corporal e perspectivas futuras. A radioterapia e a hormonioterapia não se mostraram estatisticamente significantes no que se refere ao estado emocional das pacientes. As pacientes que não fizeram cirurgia mostraram-se com melhor qualidade de vida. Os domínios que se destacaram referente ao instrumento BR-23, no que diz respeito à cirurgia, foram prazer sexual e imagem corporal. O tipo de cirurgia que mais influenciou na escala de qualidade de vida global foi a mastectomia, a qual mostrou que as mulheres que fizeram esta cirurgia demonstraram pior qualidade de vida. Através destes resultados conclui-se que independente da faixa etária, a feminilidade está sempre presente, independente da raça ou condição social. As famílias, a sociedade e o sistema de saúde devem estar preparados para acolher e proporcionar uma melhor qualidade de vida para as mulheres idosas com câncer de mama, proporcionando uma assistência integral e humanizada
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