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Ângulo de fase da bioimpedância e doenças cardiovasculares

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Borba, Evandro Lucas de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Escola de Medicina
Brasil
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Medicina e Ciências da Saúde
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/9518
Resumo: Introdução: As doenças cardiovasculares são as principais causas de morte no Brasil e no mundo, representando cerca de 30% dos óbitos em nosso país. Nesse sentido, o estudo de fatores de risco e prognósticos são de extrema importânca para a elaboração de estratégias de prevenção primária e secundária para tais afecções. A estimativa do ângulo de fase através da bioimpedância elétrica tem sido associada com doenças cardiovasculares em estudos recentes e pode ser ser uma ferramenta prognóstica relevante na avaliação de tais doenças. Objetivo: Avaliar se há associação do ângulo de fase com as doenças cardiovasculares. Métodos: Foi conduzida uma pesquisa sistemática na literatura mediante as bases de dados MEDLINE, EMBASE, Cochrane Central Register of Controlled Trials, Scientific Electronic Library Online, Latin American Caribbean Health Sciences Literature, Cumulative Index to Nursing and Allied Health Literature, Web of Science, e literatura cinzenta, sem limite de data ou idioma, para estimar a associação entre o ângulo de fase da bioimpedância e doenças cardiovasculares. A qualidade da evidência foi analisada em todos os estudos por meio do padrão estabelecido pela Cochrane Reviews. A metanálise foi realizada utilizando modelos de efeitos randômicos, a fim de sintetizar as associações. Diferenças entre médias e intervalos de confiança (IC) 95% foram usados para apresentar as associações avaliadas e análises de sensibilidade também foram realizadas. Resultados: Foram incluídos um total de 2575 participantes de 9 estudos na metanálise. Os indivíduos expostos do sexo masculino apresentaram menor ângulo de fase do que os controles (SMD = -0.83, IC 95% [ -1.01, -0.65], P < 0.001) com baixa heterogeneidade (I² = 11%, P = 0.35). No grupo das mulheres o resultado foi semelhante (SMD = -0.47, IC 95% [ -0.71, -0.24], P < 0.001), porém com moderada heterogeneidade (I² = 69%, P < 0.01). A maioria dos artigos foi classificada como boa qualidade 5 (55,6%). Conclusões: O estudo mostrou associação do ângulo de fase com as doenças cardiovasculares, sugerindo que tal medida pode ser útil como ferramenta prognóstica e de avaliação de doenças cardiovasculares em adultos e idosos.
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Métodos: Foi conduzida uma pesquisa sistemática na literatura mediante as bases de dados MEDLINE, EMBASE, Cochrane Central Register of Controlled Trials, Scientific Electronic Library Online, Latin American Caribbean Health Sciences Literature, Cumulative Index to Nursing and Allied Health Literature, Web of Science, e literatura cinzenta, sem limite de data ou idioma, para estimar a associação entre o ângulo de fase da bioimpedância e doenças cardiovasculares. A qualidade da evidência foi analisada em todos os estudos por meio do padrão estabelecido pela Cochrane Reviews. A metanálise foi realizada utilizando modelos de efeitos randômicos, a fim de sintetizar as associações. Diferenças entre médias e intervalos de confiança (IC) 95% foram usados para apresentar as associações avaliadas e análises de sensibilidade também foram realizadas. Resultados: Foram incluídos um total de 2575 participantes de 9 estudos na metanálise. Os indivíduos expostos do sexo masculino apresentaram menor ângulo de fase do que os controles (SMD = -0.83, IC 95% [ -1.01, -0.65], P < 0.001) com baixa heterogeneidade (I² = 11%, P = 0.35). No grupo das mulheres o resultado foi semelhante (SMD = -0.47, IC 95% [ -0.71, -0.24], P < 0.001), porém com moderada heterogeneidade (I² = 69%, P < 0.01). A maioria dos artigos foi classificada como boa qualidade 5 (55,6%). Conclusões: O estudo mostrou associação do ângulo de fase com as doenças cardiovasculares, sugerindo que tal medida pode ser útil como ferramenta prognóstica e de avaliação de doenças cardiovasculares em adultos e idosos.Introduction: Cardiovascular diseases are the main causes of death in Brazil and worldwide, representing about 30% of deaths in our country. In this sense, the study of risk factors and prognostic factors is extremely important for the development of primary and secondary prevention strategies for such conditions. The estimation of the phase angle through electrical bioimpedance has been associated with cardiovascular diseases in recent studies and can be a relevant prognostic tool in the evaluation of such diseases. Objective: To evaluate whether there is association of the phase angle with cardiovascular diseases Methods: For this systematic review and meta-analysis, comprehensive search was conducted through MEDLINE, EMBASE, Cochrane Central Register of Controlled Trials, Scientific Electronic Library Online, Latin American Caribbean Health Sciences Literature, Cumulative Index to Nursing and Allied Health Literature, Web of Science, and gray literature, with no date and language limit, to estimate the association between the phase angle of bioimpedance and cardiovascular diseases. Quality of evidence was assessed for all studies using the Cochrane Reviews standards. Metaanalysis was perfomed using random effects models in order to synthesize the associations. Differences between means and 95% confidence intervals (CI) were used to present the associations assessed and sensitivity analyzes were also performed. Results: A total of 2575 participants from 9 studies were included in the meta-analysis. The exposed male subjects had a lower phase angle than the controls (SMD = -0.83, 95% CI [-1.01, -0.65], P < 0.001) With low heterogeneity (I² = 11%, P = 0.35). In the group of women, the result was similar (SMD = -0.47, 95% CI [-0.71, -0.24], P < 0.001), But with high heterogeneity (I² = 69%, P <0.01). The majority of the studies 5 (55.6%) were classified as good quality. Conclusions: The study showed an association of the phase angle with cardiovascular diseases, suggesting that this measure may be useful as a prognostic and assessment tool for cardiovascular diseases in adults and the elderly.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESPontifícia Universidade Católica do Rio Grande do SulEscola de MedicinaBrasilPUCRSPrograma de Pós-Graduação em Medicina e Ciências da SaúdeMattiello, Ritahttp://lattes.cnpq.br/4920515067971772Borba, Evandro Lucas de2021-03-25T00:55:22Z2020-03-30info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/9518porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RSinstname:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)instacron:PUC_RS2021-03-25T23:00:09Zoai:tede2.pucrs.br:tede/9518Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede2.pucrs.br/tede2/PRIhttps://tede2.pucrs.br/oai/requestbiblioteca.central@pucrs.br||opendoar:2021-03-25T23:00:09Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)false
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