Resposta ovariana de pacientes com e sem neoplasias submetidas à vitrificação de oócitos para preservação da fertilidade

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Kira, Ariane Tieko Frare
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Escola de Medicina
Brasil
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Medicina e Ciências da Saúde
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/9487
Resumo: A possibilidade de conceber ainda é limitada, apesar de todo o desenvolvimento científico e tecnológico. O envelhecimento e as doenças malignas são as principais motivações da busca para preservação da fertilidade. Os dados de desfechos nas pacientes oncológicas são escassos e estima-se que o número de oócitos maduros congelados seja inferior nessa população. O objetivo desse estudo foi avaliar a resposta ovariana para criopreservação oocitária de 367 pacientes com e sem neoplasias mediante análise de dados de um centro de medicina reprodutiva de Porto Alegre - RS no período de 2009 a 2018. Estudo observacional, transversal e histórico, que incluiu todas as pacientes com registro completo em prontuário e que foram subdividas em Grupo Neoplasia e Grupo Eletivo. A comparação entre os grupos demonstrou diferença significativa em relação à idade (31,3 ± 5,8 vs. 37,0 ± 2,9 anos; p <0.01); e valores basais do Hormônio Folículo Estimulante, FSH (4.0 [3.3 – 6.2] vs. 9,0 (5,4 – 9,9) mUI / mL; p <0,01). Não houve diferença entre os grupos em relação as características principais para o estímulo ovariano. O protocolo com antagonista do Hormônio Liberador de Gonadotrofinas (GnRH) foi o mais utilizado para os dois grupos (80%). O câncer de mama foi o mais frequente no Grupo Neoplasia (67%). Após ajuste das variáveis por idade, FSH e protocolo GnRH, não se verificou diferença estatística significativa em relação ao número de oócitos maduros vitrificados entre os dois grupos (6,0 [3,0-11,0] vs. 7,0[3,0-12,0]; p=0,11). A resposta ovariana para a criopreservação de oócitos foi similar entre pacientes com e sem câncer. Esses dados contribuem para o aperfeiçoamento da técnica e para fortalecer o aconselhamento dessas pacientes para a preservação da fertilidade.
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