Revisão taxonômica do grupo de taeniophallus occipitalis e o relacionamento filogenético da tribo echinantherini (serpentes, dipsadidae, xenodontinae)
| Ano de defesa: | 2009 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Faculdade de Biociências BR PUCRS Programa de Pós-Graduação em Zoologia |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/177 |
Resumo: | A tribo Echinantherini foi recentemente proposta para alocar os gêneros Sul-americanos Echinanthera e Taeniophallus, os quais estão representados por seis e oito espécies, respectivamente. A necessidade de um estudo sistemático a fim de avaliar o status taxonômico desses gêneros foi acentuda com a existência de um provável complexo de espécies sob o nome T. occipitalis, as discordâncias entre pesquisadores quanto à posição taxonômica das espécies do antigo grupo brevirostris, o possível polifiletismo de Taeniophallus e o hipotético relacionamento monofilético dos gêneros da tribo. No presente estudo objetivou-se caracterizar o grupo de T. occipitalis e propor um relacionamento filogenético para as espécies de Echinantherini baseado em caracteres fenotípicos. Após a análise de caracteres da morfologia externa (escamação, coloração e ultra-estrutura das escamas) e interna (hemipênis) de vários espécimes de T. occipitalis, incluindo espécimes tipo, identificamos a presença de outros táxons sob esse nome. Como resultados do presente estudo cinco espécies são atualmente reconhecidas para o grupo de T. occipitalis: Taeniophallus sp. nov.1, Taeniophallus sp. nov.2, T. miolepis (revalidada), T. occipitalis e T. quadriocellatus. Foi observado dimorfismo sexual significante (P < 0,05) no número de ventral (VE), subcaudal (SC), comprimento rostrocloacal (CRC) e comprimento relativo da cauda (CCA/CRC) nas espécies do grupo. Diferenças significativas entre as cinco espécies foram observadas no número de VE, SC, CRC e CCA/CRC. Em uma análise multivariada utilizando 16 medidas corpóreas, inclusive de escudos cefálicos, constatamos que as espécies do grupo de T. occipitalis são parcialmente discriminadas. No entanto, quando comparamos os dados brutos das espécies, a maioria dessas diferenças não é perceptível. No estudo filogenético uma análise de máxima parcimônia foi realizada utilizando 57 caracteres fenotípicos e 33 táxons terminais: 19 pertencentes à tribo Echinantherini, 14 de outras tribos de Xenodontinae (Alsophiini, Hydrodynastini, Hydropsini, Philodryadini, Pseudoboini e Xenodontini) e uma espécie de Dipsadinae. Como resultado obteve-se duas árvores igualmente parcimoniosas com 231 passos, índice de consistência de 37 e índice de retenção de 62. Os únicos terminais que apresentaram conflitos entre as duas topologias encontradas foram as espécies do gênero Echinanthera. A topologia da árvore de consenso estrito das duas árvores mais parcimoniosas foi: (T. nebularis ((T. brevirostris, T. nicagus) ((E. amoena, E. cephalomaculata, E. cephalostriata, E. cyanoleura, E. melanostigma e E. undulata) ((T. bilineatus (T. affinis (T. persimilis, T. poecilopogon))) (T. miolepis (Taeniophallus sp. nov.1 imaculado, T. quadriocellatus (Taeniophallus sp. nov.1 maculado (Taeniophallus sp. nov.2, T. occipitalis)))))))). Baseados na topologia encontrada mudanças taxonômicas para os membros de Echinantherini foram propostas. Foram realizadas as seguintes mudanças: (1) Taeniophallus é redefinido sendo restito para T. brevirostris e T. nicagus; (2) um novo gênero é proposto para T. nebularis; (3) um novo gênero é proposto para as espécies do grupo de T. affinis; e (4) um novo gênero é proposto para as espécies do grupo de T. occipitalis. O gênero Echinanthera é mantido conforme a atual taxonomia. |
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