Perfil neuropsicológico de idosos com e sem depressão maior

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Beckert , Michele
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Faculdade de Medicina
Brasil
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Gerontologia Biomédica
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/6402
Resumo: Depressão, juntamente com os transtornos cognitivos, tem sido uma preocupação entre os serviços de saúde mental, devido ao alto índice de prejuízo na funcionalidade e qualidade de vida desta população. Contudo, ainda permanece em aberto a compreensão das alterações cognitivas decorrentes da depressão e de difícil diagnóstico diferencial com o comprometimento cognitivo leve (CCL). Sabe-se que o desempenho nos testes cognitivos são fortemente influenciados pela escolaridade, no entanto, poucos estudos tem sido realizados em populações de muito baixa escolaridade. O presente trabalho teve como objetivo avaliar o desempenho no Addenbrooke’s Cognitive Examination-Revised (ACE-R) e seus domínios cognitivos em idosos de baixa escolaridade, sem demência, e comparar aqueles que possuem diagnóstico de Episódio de Depressão Maior Atual (EDMA), com os que não apresentam tal diagnóstico.Método: Estudo transversal analítico, retrospectivo, através dos prontuários dos pacientes atendidos no Ambulatório de Envelhecimento Cerebral (AMBEC) do Hospital São Lucas da PUCRS. Foram incluídos 116 idosos com baixa escolaridade (< 8 anos de estudo) e idade entre 60 e 84 anos (69,6±6,7), 41 com EDMA e 75 controles. Na comparação das médias do ACE-R e dos cinco domínios cognitivos e do MEEM, entre o grupo controle e o grupo com EDMA, não foi observada diferença significativa. Também não houve diferença entre os grupos quando analisado separadamente os resultados do teste do relógio, da fluência verbal categórica e fonológica e do teste de nomeação. Diferente do que acontece com os idosos mais escolarizados, os sintomas depressivos não modificam os valores dos testes realizados no ACE-R de idosos com baixa escolaridade.
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