A psicologia das emergências : um estudo sobre angústia pública e o dramático cotidiano do trauma
| Ano de defesa: | 2007 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Faculdade de Psicologia BR PUCRS Programa de Pós-Graduação em Psicologia |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/932 |
Resumo: | O assunto trauma vem adquirindo novos significados, considerando principalmente acontecimentos sociais recentes, sejam eventos adversos, catástrofes, desastres, sejam as situações-limite vividas pelas pessoas no cotidiano urbano. A psicologia das emergências estuda o comportamento das pessoas nos acidentes e desastres desde uma ação preventiva até o pós-trauma e, se for o caso, subsidia intervenções de compreensão, apoio e superação do trauma às vítimas e profissionais do SAMU. O assunto se estende às questões que vão desde a experiência pessoal do trauma até os eventos adversos provocados por calamidades, sejam estas naturais e/ou provocadas pelo homem. A psicologia das emergências é um tema de angústia pública, sentimento difuso de mal-estar que se origina dos acontecimentos públicos traumáticos, chamados estressores, tais como os acidentes de trânsito com vítima, assim como os provenientes das demais situações limites de toda a violência urbana. O trauma é uma experiência que explode a capacidade de suportar um revés, traz a perda de sentido, desorganização corporal e paralisação da consciência temporal, pode deixar marcas que influenciam a criatividade e a motivação para a vida. Os objetivos nos primeiros auxílios psicológicos são de aliviar as manifestações sintomáticas e o sofrimento, reduzindo os sentimentos de anormalidade e de enfermidade. Um dos objetivos é a familiarização com temas considerados complexos e muitas vezes distantes das discussões sobre trauma psicológico, sendo que o problema da pesquisa é a compreensão da psicologia das emergências e como colocá-la em prática. Os autores mais utilizados são Edgar Morin, Alfredo Moffatt, Serge Moscovici, Gilles Deleuze e Michel Foucault, dentre outros. São abordados os temas do não-reducionismo, da epistemologia de si mesmo e da relação da Teoria das Representações Sociais com o EMDR (dessensibilização e reprocessamento através de movimentos oculares). O método desta pesquisa, com suporte na observação participante refere às questões da complexidade, análise multirreferencial e de implicação. As técnicas mais utilizadas foram entrevistas, grupos focais- histórias significativas e análise documental. É indicado, como atitudes favoráveis pensar não a partir de algo, mas, sobretudo sobre algo e que para mudar o modo de agir torna-se necessário modificar a imagem que uma pessoa tenha de si próprio. Como conclusões da pesquisa, observou-se: que as pessoas acidentadas trazem outros acontecimentos considerados difíceis junto com o depoimento sobre o acidente, como situações de luto e de sofrimento com familiares; que o estresse pós-traumático não é uma conseqüência inevitável do trauma; que não há nenhuma orientação, ou rotina, nas missões de socorros e nos documentos oficiais do SAMU sobre o tema psicologia das emergências. Também são indicadas considerações finais sobre os temas da Síndrome de Burnout, sobre a influência da instituição no cotidiano dos atendimentos, sobre a relação da clínica com a psicologia social. |
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A psicologia das emergências : um estudo sobre angústia pública e o dramático cotidiano do traumaPSICOLOGIA SOCIALTRAUMAS PSICOLÓGICOSESTRESSE (PSICOLOGIA)COMPORTAMENTO (PSICOLOGIA)EMERGÊNCIAS MÉDICASATENDIMENTO DE EMERGÊNCIA PRÉ-HOSPITALARCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIAO assunto trauma vem adquirindo novos significados, considerando principalmente acontecimentos sociais recentes, sejam eventos adversos, catástrofes, desastres, sejam as situações-limite vividas pelas pessoas no cotidiano urbano. A psicologia das emergências estuda o comportamento das pessoas nos acidentes e desastres desde uma ação preventiva até o pós-trauma e, se for o caso, subsidia intervenções de compreensão, apoio e superação do trauma às vítimas e profissionais do SAMU. O assunto se estende às questões que vão desde a experiência pessoal do trauma até os eventos adversos provocados por calamidades, sejam estas naturais e/ou provocadas pelo homem. A psicologia das emergências é um tema de angústia pública, sentimento difuso de mal-estar que se origina dos acontecimentos públicos traumáticos, chamados estressores, tais como os acidentes de trânsito com vítima, assim como os provenientes das demais situações limites de toda a violência urbana. O trauma é uma experiência que explode a capacidade de suportar um revés, traz a perda de sentido, desorganização corporal e paralisação da consciência temporal, pode deixar marcas que influenciam a criatividade e a motivação para a vida. Os objetivos nos primeiros auxílios psicológicos são de aliviar as manifestações sintomáticas e o sofrimento, reduzindo os sentimentos de anormalidade e de enfermidade. Um dos objetivos é a familiarização com temas considerados complexos e muitas vezes distantes das discussões sobre trauma psicológico, sendo que o problema da pesquisa é a compreensão da psicologia das emergências e como colocá-la em prática. Os autores mais utilizados são Edgar Morin, Alfredo Moffatt, Serge Moscovici, Gilles Deleuze e Michel Foucault, dentre outros. São abordados os temas do não-reducionismo, da epistemologia de si mesmo e da relação da Teoria das Representações Sociais com o EMDR (dessensibilização e reprocessamento através de movimentos oculares). O método desta pesquisa, com suporte na observação participante refere às questões da complexidade, análise multirreferencial e de implicação. As técnicas mais utilizadas foram entrevistas, grupos focais- histórias significativas e análise documental. É indicado, como atitudes favoráveis pensar não a partir de algo, mas, sobretudo sobre algo e que para mudar o modo de agir torna-se necessário modificar a imagem que uma pessoa tenha de si próprio. Como conclusões da pesquisa, observou-se: que as pessoas acidentadas trazem outros acontecimentos considerados difíceis junto com o depoimento sobre o acidente, como situações de luto e de sofrimento com familiares; que o estresse pós-traumático não é uma conseqüência inevitável do trauma; que não há nenhuma orientação, ou rotina, nas missões de socorros e nos documentos oficiais do SAMU sobre o tema psicologia das emergências. Também são indicadas considerações finais sobre os temas da Síndrome de Burnout, sobre a influência da instituição no cotidiano dos atendimentos, sobre a relação da clínica com a psicologia social.Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do SulFaculdade de PsicologiaBRPUCRSPrograma de Pós-Graduação em PsicologiaGuareschi, Pedrinho Arcideshttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4783636Z0Bruck, Ney Roberto Váttimo2015-04-14T13:22:36Z2007-06-012007-03-30info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfBRUCK, Ney Roberto Váttimo. A psicologia das emergências : um estudo sobre angústia pública e o dramático cotidiano do trauma. 2007. 195 f. Tese (Doutorado em Psicologia) - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2007.http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/932porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RSinstname:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)instacron:PUC_RS2015-04-30T11:15:30Zoai:tede2.pucrs.br:tede/932Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede2.pucrs.br/tede2/PRIhttps://tede2.pucrs.br/oai/requestbiblioteca.central@pucrs.br||opendoar:2015-04-30T11:15:30Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)false |
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