Eficácia do consumo de chá verde (Camellia sinensis) nos componentes da síndrome metabólica em idosos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: Senger, Ana Elisa Vieira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Instituto de Geriatria e Gerontologia
BR
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Gerontologia Biomédica
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/2637
Resumo: Introdução: A síndrome metabólica (SM) é um distúrbio muito prevalente em populações idosas e é considerada uma entidade clínica independente que agrega um conjunto de fatores de risco cardiovascular, como obesidade abdominal, hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus tipo 2, hipertrigliceridemia e HDL-colesterol diminuído. Também é caracterizada por um estado pró-inflamatório e oxidativo. O chá verde, com as suas propriedades antioxidantes e antiinflamatórias, devido ao seu conteúdo específico de flavonóides, pode ser uma terapêutica alternativa para auxiliar na modulação dos fatores de risco cardiovascular que compõem a SM. Objetivo: avaliar a eficácia do consumo de chá verde (Camellia sinensis) nos componentes da SM em idosos. Método: foi conduzido um ensaio clínico, controlado e randomizado com uma amostra de idosos atendidos no Ambulatório Antonio Carlos Araújo de Souza, do Serviço de Geriatria do Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), sendo 07 homens e 38 mulheres. A amostra foi alocada em dois grupos: 1) grupo chá verde (GCV: n= 24) que consumiu chá verde (infusão preparada a partir de sachês) três vezes ao dia durante oito semanas; 2) grupo controle (GC: n= 21). O padrão alimentar de todos participantes foi avaliado através do questionário de freqüência alimentar (QFA) antes da intervenção. Para avaliação dos componentes da SM, foram realizadas a mensuração do perfil lipídico e glicêmico e aferição das medidas antropométricas antes e após a intervenção com o chá verde. Resultados: foram avaliados 45 idosos, sendo 84,4% do sexo feminino. A média de idade foi 72,51±6,32 anos. Quanto ao padrão alimentar, não foi encontrado diferença significativa em relação à ingestão de macronutrientes entre os grupos investigados, mas foi encontrada diferença estatisticamente significativa na ingestão de vitamina B6 entre os grupos (p=0,030), onde o GCV apresentou maior ingestão desse micronutriente. Foi observada uma diminuição de peso de 1,7% (p<0,001) no grupo GCV e uma diferença do índice de massa corporal (IMC) significativa (p=0,032) entre os grupos no período pós intervenção. Também houve uma redução da circunferência da cintura (CC) -2,7±2,0 cm (p<0,001), no grupo GCV,verificando-se uma diferença estatisticamente significativa (p=0,002) entre os grupos após a intervenção. A análise multivariada mostrou que existe associação entre consumo de chá verde e redução da circunferência da cintura e IMC, (p= 0,004), (p=0,034), respectivamente. Não foi observada diferença significativa nos parâmetros bioquímicos entre os grupos após a intervenção com o chá verde. Conclusão: o chá verde, incorporado à dieta habitual de idosos com SM, demonstrou eficácia na redução do IMC e da circunferência da cintura, conferindo um potencial efeito protetor para as doenças cardiovasculares
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