Marcadores inflamatórios e infecciosos em pacientes com síndrome metabólica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: Franco, Rosecler Riethmuller
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Faculdade de Medicina
BR
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Medicina e Ciências da Saúde
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/1571
Resumo: Introdução: A síndrome metabólica (SM) é caracterizada por um conjunto de anormalidades metabólicas e hemodinâmicas, estando associada com risco aumentado de diabetes mellitus tipo 2 (DM2) e eventos cardiovasculares. Citocinas inflamatórias, como a interleucina 6 (IL6) e fator de necrose tumoral-alfa (TNF-α) que contribuem para a resistência a insulina, afetam a função vascular, causando doença aterosclerótica. Além disso, vários estudos têm associado à presença de agentes infecciosos como a Chlamydia pneumoniae com a iniciação e ou progressão da aterosclerose. Objetivo: Avaliar os níveis séricos de citocinas pró-inflamatórias (TNF-alfa e IL-6) e de anticorpos anti-Chlamydia pneumoniae em pacientes com SM com e sem eventos cardiovasculares. Material e métodos: Estudo transversal constituído por 147 indivíduos do ambulatório de risco cardiometabólico do Serviço de Cardiologia do Hospital São Lucas da PUCRS, dos quais 100 (68%) com SM sem eventos cardiovasculares e 47(32%) com SM e eventos, sendo 13 (6,11%) com IAM e 10 (4,7%) AVC. O diagnóstico da SM foi determinado pelos critérios do NCEP-ATPIII. Interleucina-6, TNF-α e anticorpos anti-Chlamydia pneumoniae IgG e IgA foram determinados por ensaio imunoenzimático (Elisa), Proteína C reativa ultra sensível (PCR-us) foi mensurada por nefelometria; colesterol HDL e triglicerídeos pelo método enzimático colorimétrico. Resultados: Do total de participantes, 108 (72,8%) eram do sexo feminino e 39 (26,5%) eram do sexo masculino. A idade média dos sujeitos com eventos foi de 61,26 ± 8,5 e de 59,32 ± 9,9 para os indivíduos sem eventos. (p=0,279).O grupo com SM e sem evento apresentou maior peso, altura, IMC e circunferência abdominal comparado ao grupo com SM com evento. Hipertensão, dislipidemia, Intolerância a glicose e tabagismo predominaram no grupo com eventos cardíacos, sem diferenças estatísticas. IL-6, TNF-α e doença vascular periférica apresentaram níveis maiores nos indivíduos com eventos (p=0,001). Observou-se níveis mais elevados de anticorpos IgG para Chlamydia pneumoniae no grupo sem eventos, enquanto que IgA foi maior no grupo com eventos quando comparados os dois grupos. Níveis séricos para PCR-us foram semelhantes entre os grupos não apresentando diferenças estatísticas significativas. Com relação ao IAM e o AVC, estes sujeitos apresentaram marcadores inflamatórios significativamente maiores (p=0,001), quando comparados aos controles. Marcador de fase aguda (PCR-us) não apresentou diferença significativa, assim como a presença de Chlamydia IgG e IgA. Associação positiva foi observada com o uso de estatinas, hipoglicemiantes orais, injetáveis e antiinflamatórios nãoesteroidais no grupo com eventos. Conclusão: Existe associação entre níveis elevados de IL6 e TNF-α com a síndrome metabólica, em pacientes com eventos cardiovasculares, comparados aos sem eventos. A PCR-us não demonstrou ser um marcador de risco para estes eventos. Quando avaliamos os pacientes com SM, com IAM e AVC, verificamos que os níveis de anticorpos IgG e IgA anti-Chlamydia pneumoniae não foram estatisticamente significativos quando comparados ao grupo sem eventos cardiovasculares.
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