Murmúrios na escuridão : a voz quase inaudível do sobrevivente Primo Levi em É isto um homem? e A trégua

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2009
Autor(a) principal: Medeiros, Joselaine Brondani
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Faculdade de Letras
BR
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Letras
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/1893
Resumo: Nesta tese, tem-se como objetivo analisar as obras É isto um homem? e A trégua, do autor italiano Primo Levi. Ele sobreviveu aos campos de concentração nazistas e sentiu na pele o horror do totalitarismo, durante o período em que Hitler esteve no poder, no auge da Segunda Guerra Mundial. Na obra É isto um homem?, o escritor Primo Levi relata a sua experiência como Häftling (prisioneiro) no campo de concentração de Monowitz, onde fôra batizado com o nome de 174.517 e recebera uma tatuagem no braço esquerdo. Auschwitz é a catástrofe por excelência, é a desumanização e a degradação sem limites. Já em A trégua, ele conta como foi a evacuação alemã, a tomada dos campos pelos russos e a difícil jornada de volta para casa. Como sobrevivente, Levi sentiu a necessidade de contar para a humanidade a barbárie e as atrocidades vistas e vividas no campo. A rememoração não foi fácil, sendo pontilhada de dor, angústias e feridas não cicatrizadas, em decorrência do trauma. No entanto, ele sabia da sua responsabilidade para com os mortos de relatar os atos violentos, de dar voz ao inaudível, e para com as gerações futuras com o intuito de que atos bárbaros e perversos não venham a se repetir novamente. Com relação ao testemunho, pretende-se discutir questões relativas à memória, ao trauma ou, especificamente, à impossibilidade de reduzir esse evento ao meramente discursivo. Então, como representar algo que vai além da capacidade de imaginação e representação? Além disso, serão estudadas as fronteiras entre a memória, o testemunho, a autobiografia, cujas margens, muitas vezes, diluemse. Finalmente, como alicerce teórico, serão mencionados os pensadores da Escola de Frankfurt, sobretudo Walter Benjamin e Theodor Adorno, e alguns autores da Literatura de testemunho como: Giorgio Agamben, Shoshana Felman, Dominick LaCapra, Cathy Caruth, Márcio Seligmann-Silva, dentre outros.
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Medeiros, Joselaine Brondani
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