Do convento ao cárcere : do caleidoscópio institucional da Congregação Bom Pastor D'Angers à Penitenciária Feminina Madre Pelletier (1936-1981)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Karpowicz, Débora Soares
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Escola de Humanidades
Brasil
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em História
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/7428
Resumo: A tese centra-se na história da primeira prisão feminina do Brasil, administrada pela Congregação Bom Pastor D’Angers, a Penitenciária Feminina Madre Pelletier. A problemática de pesquisa visa compreender o processo histórico e as razões que envolveram as articulações administrativas entre o governo estadual do Rio Grande do Sul/Brasil e a congregação das Irmãs do Bom Pastor D’Angers na construção, em Porto Alegre, do primeiro cárcere feminino do Brasil, bem como a transmutação desta instituição de convento em cárcere. Desvelam-se os motivos que levaram o Governo estadual, durante a década de 1930, a buscar apoio de uma instituição religiosa para administrar uma penitenciária. Ao longo desta análise, dialoga-se com teóricos que refletem sobre o sistema prisional, como Michel Foucault e Erving Goffman. Concomitante a esse suporte teórico, analisa-se a legislação penal federal e estadual pertinente e as discussões jurídicas sobre o sistema penitenciário brasileiro, de modo a compreender tais normatizações e suas mudanças ao longo do período. Para esta tese, dispôs-se de vasta documentação coligida em acervos do Brasil (Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro) e do exterior (Portugal e França). Dentre esses documentos, destacam-se contratos assinados entre a Congregação religiosa e o Governo do estado do RS, atas administrativas da Congregação, diários oficiais, jornais da época, correspondências particulares, bem como entrevistas orais e fotos do interior da penitenciária. Apoiados nesta ampla documentação, delineia-se a trajetória desta instituição penitenciária, desde os seus primórdios, em 1936, sob a peculiar orientação e administração da Congregação religiosa, até a saída das irmãs do Bom Pastor da direção da Penitenciária Feminina Madre Pelletier, em 1981, bem como o contexto que a motivou
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