Afetos em movimento : esperança e angústia como chaves interpretativas de movimentos sociais

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Porto, Douglas Michel Ribeiro
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Escola de Humanidades
Brasil
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/10353
Resumo: A dimensão afetiva não é levada em conta no escopo das teorias estabelecidas de movimentos sociais. Tendo em vista essa lacuna, buscamos sustentar na presente tese que os movimentos sociais se viabilizam, não apesar, mas, através dos afetos. Entretanto, não quaisquer afetos. Apoiados em Ernst Bloch, nossa premissa é de que os afetos expectantes são a classe de afetos decisiva para a eclosão e estabilização dos movimentos, em especial, esperança ou angústia. Agrupamos os movimentos sociais em torno de duas categorias de análise: movimentos utópico-esperançosos e utópico-angustiantes. A partir do afeto de base – esperança ou angústia – delineamos as condições socioafetivas que possibilitam a eclosão desses movimentos, a elaboração de suas utopias, o condicionamento de suas identidades e de seus conteúdos éticos. Por fim, analisamos a participação desses movimentos nos processos de fabricação da realidade social. Do ponto de vista da Teoria Crítica, a abordagem que propomos é importante e pertinente na medida em que joga luz sobre um tipo especial de mediação social, isto é, os movimentos sociais, enfocando os afetos expectantes e sua centralidade para motivar dois modos essenciais de ações coletivas: as que agem para conservar a sociedade alienante, e as que agem para transformar essa sociedade alienante e instituir um estado de coisas humanizante.
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