Os Mbyá vão à escola : uma etnografia sobre os sentidos da escola na aldeia da Estiva

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Carreira, Luiz Fernando Stumf
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Faculdade de Educação
Brasil
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Educação
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/6318
Resumo: Esta dissertação apresenta uma análise acerca da escola Guarani-Mbyá e seu objetivo é compreender o modo como os guaranis pensam e dão sentido à instituição escolar introduzida na aldeia. Para tanto, o texto procura dar ênfase em sua analise ao modo como os indígenas constroem, transmitem e se apropriam de conhecimentos, correlacionando-os com o tipo de processo de ensino e aprendizagem favorecido pela escola. Trata-se de um estudo de caráter etnográfico sobre a escola da Estiva, aldeia localizada no município de Viamão/RS. O estudo que tem seu ponto de partida no crescente movimento indígena em direção à escola, um movimento que parece apontar o modo como eles a compreendem. As falas dos membros mais velhos da aldeia evidenciam sua preocupação em apropriarem-se das potências referentes ao mundo dos brancos (sua tecnologia, burocracia e aspectos jurídicos, por exemplo) que são hoje fundamentais a sobrevivência das comunidades Guarani. Neste sentido, a escola surge como um espaço de apropriação de aspectos deste outro mundo que são interessantes e necessários aos indígenas e que remetem diretamente ao modo como estes lidam com a alteridade. Assim, a centralidade conferida aos processos guaranis de aprendizagem de outra “cultura” remete a análise sobre a escola aos temas clássicos da etnologia, como o da corporalidade e da relação indígena com o outro. A predação antropofágica, como estratégia de contato, surge então como chave central da discussão que proponho. A escola, abordada através deste viés, enquanto espaço de apropriação do mundo dos brancos, parece assumir para os Mbyá uma importância fundamental enquanto espaço de incorporação do Outro, isto é, do branco.
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