Ação do brometo de sódio na atividade epileptiforme não-sináptica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2008
Autor(a) principal: Carlesso, Fernanda Noal
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Faculdade de Medicina
BR
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Medicina e Ciências da Saúde
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/1487
Resumo: Justificativa: Apesar do brometo ter sido a primeira terapêutica para o tratamento das epilepsias refratárias em crianças, seu mecanismo de ação ainda não foi completamente esclarecido. O mecanismo de ação proposto, sugere ação GABAérgica. Entretanto, apesar de compartilhar a cinética iônica com os cloretos sua atividade na membrana neuronal independente da atividade sináptica não foi estudada. Objetivos: Este estudo tem como objetivo verificar o efeito do NaBr sobre as atividades epileptiformes (AE), induzidas por supressão das conexões não-sinápticas por perfusão com líquido cefalorraquidiano artificial (ACSF) 0- Ca++ e alto K+. Métodos e Resultados: O estudo envolveu medidas experimentais e simulação. Os experimentos com grupo NaBr (n=23), grupo SITS (n=3), grupo controle (n=3) foram realizados em fatias de hipocampo de ratos Wistar (4 a 6 semanas). Após indução das atividades epileptiformes por perfusão com ACSF 0- Ca++ e alto K+ (8 mM), o Br- foi aplicado por substituição nas seguintes concentrações: 5, 7, 9 e 11 mM de NaCl por 5, 7, 9 e 11 mM de NaBr. O SITS também foi aplicado por perfusão (tempo: 20min). A aplicação do Br- resultou na supressão reversível das AE do giro denteado (GD). Antes da completa supressão das AE, foram observadas as seguintes alterações no potencial elétrico extracelular (PE): (i) redução da amplitude da componente DC; (ii) aumento transitório das amplitudes dos population spikes, seguido de redução até completa supressão; (iii) reduções da duração e intervalo entre eventos. Simultâneo ao potencial elétrico extracelular foi registrado o sinal óptico intrínseco (IOS). Em termos temporais, da mesma forma que o PE, observaram-se reduções da duração e do intervalo entre eventos. Espacialmente, o IOS sugere uma partição da região que compreende os eventos, sugerindo uma redução do recrutamento espacial. As simulações basearam-se na modelagem matemática de mecanismos subcelulares e eletroquímicos de neurônios (bombas de sódiopotássio, canais iônicos, gap-junctions, co-transportes, eletrodifusão, efeito de campo elétrico e variação de volume), compreendendo uma rede de células granulares e gliais interligada a uma rede extracelular. A reprodução do comportamento espaço-temporal durante o bloqueio foi possível supondo-se o efeito competitivo entre o Br- e o Cl-, tanto em canais como em cotransportes. Conclusões: 9 mM de NaBr é a concentração mínima necessária para o completo bloqueio das atividades, com tempo mínimo de extinção; Simulações computacionais sugerem duas explicações para o efeito inibitório do NaBr sobre as AE s: (i) atuação competitiva do Br- com o Cl-, decrementando a permeabilidade deste íon que, por sua vez, reduz seus efluxo e influxo durante os períodos interictal e ictal, respectivamente; (ii) o potencial de Nernst do Br- que tem efeito inibitório, favorecendo a redução da excitabilidade. Possível envolvimento dos canais de Cl- voltagem-dependentes (semelhança dos registros do PE e sinal óptico intrínseco entre NaBr e SITS).
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