Ângulo de fase da bioimpedância e estratificação de risco cardiovascular

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Borba, Evandro Lucas de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Escola de Medicina
Brasil
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Medicina e Ciências da Saúde
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/10624
Resumo: Introdução: As doenças cardiovasculares são as principais causas de morte no mundo e representam, aproximadamente, um terço dos óbitos nos países latinoamericanos. Essas doenças têm uma alta prevalência devido, principalmente, à associação com fatores de risco, como tabagismo, hipertensão, diabetes, entre outros. Em decorrência disso, o estudo desses fatores de risco para aprimoramento de cuidados preventivos é fundamental para reduzir a morbimortalidade e consequentes impactos socioeconômicos. O ângulo de fase, estimado através da bioimpedância, tem sido associado como fator prognóstico para diversas doenças, como as cardiovasculares, e pode ser uma ferramenta útil para a identificação de pacientes ainda sem doença cardiovascular, porém com alto risco de desenvolver essas afecções. Objetivo: Avaliar a associação entre os valores do ângulo de fase e os níveis de estratificação de risco cardiovascular pelo Escore de Risco Geral de Framingham e o Escore de Risco Cardiovascular HEARTS. Métodos: Foi realizado um estudo transversal no qual foram incluídos adultos com idade ≥ 20 anos em dois serviços de atenção primária na região da Grande Porto Alegre/RS. O ângulo de fase foi a variável de desfecho e foi aferido por meio da bioimpedância com a frequência de 50KhZ. Os escores de risco cardiovasculares foram calculados usando o Escore Geral de Risco de Framingham e o Escore de Risco Cardiovascular HEARTS. As associações foram analisadas mediante modelos lineares generali zados brutos e ajustados por sexo e idade. Resultados: A amostra do estudo incluiu 164 indivíduos com a idade média de 52,2 (DP 17,9) anos. Indivíduos de baixo risco pelo Escore Cardiovascular HEARTS apresentaram valores de ângulo de fase maiores em relação aos indivíduos de alto/muito alto risco [ß = -0,57, (IC95% -0,95; -0,19), P = 0,003]. Para o Escore de Risco de Framingham, houve tendência à significância para maior valor médio de ângulo de fase observado em indivíduos de baixo risco em comparação aos de alto risco [ß = -0,43, IC (-0,88; 0,02), P = 0,06]. Conclusões: Os valores do ângulo de fase foram menores em indivíduos com risco cardiovascular alto/muito alto em comparação com pacientes com baixo risco. Esse resultado mostra que o ângulo de fase é uma ferramenta promissora para avaliação de risco cardiovascular.
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O ângulo de fase, estimado através da bioimpedância, tem sido associado como fator prognóstico para diversas doenças, como as cardiovasculares, e pode ser uma ferramenta útil para a identificação de pacientes ainda sem doença cardiovascular, porém com alto risco de desenvolver essas afecções. Objetivo: Avaliar a associação entre os valores do ângulo de fase e os níveis de estratificação de risco cardiovascular pelo Escore de Risco Geral de Framingham e o Escore de Risco Cardiovascular HEARTS. Métodos: Foi realizado um estudo transversal no qual foram incluídos adultos com idade ≥ 20 anos em dois serviços de atenção primária na região da Grande Porto Alegre/RS. O ângulo de fase foi a variável de desfecho e foi aferido por meio da bioimpedância com a frequência de 50KhZ. Os escores de risco cardiovasculares foram calculados usando o Escore Geral de Risco de Framingham e o Escore de Risco Cardiovascular HEARTS. As associações foram analisadas mediante modelos lineares generali zados brutos e ajustados por sexo e idade. Resultados: A amostra do estudo incluiu 164 indivíduos com a idade média de 52,2 (DP 17,9) anos. Indivíduos de baixo risco pelo Escore Cardiovascular HEARTS apresentaram valores de ângulo de fase maiores em relação aos indivíduos de alto/muito alto risco [ß = -0,57, (IC95% -0,95; -0,19), P = 0,003]. Para o Escore de Risco de Framingham, houve tendência à significância para maior valor médio de ângulo de fase observado em indivíduos de baixo risco em comparação aos de alto risco [ß = -0,43, IC (-0,88; 0,02), P = 0,06]. Conclusões: Os valores do ângulo de fase foram menores em indivíduos com risco cardiovascular alto/muito alto em comparação com pacientes com baixo risco. Esse resultado mostra que o ângulo de fase é uma ferramenta promissora para avaliação de risco cardiovascular.Introduction: Cardiovascular disease is the leading cause of death worldwide, accounting for approximately one-third of deaths in Latin American countries. Its high prevalence is mainly related to risk factors such as smoking, hypertension, and diabetes, among others. Bioelectrical impedance phase angle has been identified as a risk factor for several diseases, including cardiovascular disease, and can be a useful identification tool in patients without cardiovascular disease but with an increased risk of developing it. Objective: To assess the association of phase angle values with cardiovascular risk stratification using the Framingham risk score and the WHO HEARTS risk score. Methods: A cross-sectional study was conducted including adults aged ≥ 20 years from two primary care centers in Porto Alegre and its metropolitan area, southern Brazil. Phase angle was the outcome variable, measured by bioelectrical impedance analysis at a frequency of 50 kHz. Cardiovascular risk was calculated using the Framingham risk score and the WHO HEARTS risk score. Associations were analyzed using crude generalized linear models and adjusted for sex and age. Results: The study sample consisted of 164 individuals with a mean age of 52.2 (SD 17.9) years. Low-risk individuals by HEARTS had significantly higher phase angle values than high-/very high-risk individuals (ß = -0.57 [95% CI, -0.95 to -0.19], P = 0.003). The Framingham risk score showed a trend toward significance for higher mean phase angle values in low-risk individuals than in high-risk individuals (ß = -0.43 [95% CI, -0.88 to 0.02], P = 0.06). Conclusions: Phase angle values were lower in individuals at high/very high cardiovascular risk than in those at low cardiovascular risk. This result indicates that phase angle is a promising tool for cardiovascular risk assessment.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESPontifícia Universidade Católica do Rio Grande do SulEscola de MedicinaBrasilPUCRSPrograma de Pós-Graduação em Medicina e Ciências da SaúdePadoin, Alexandre Vontobelhttp://lattes.cnpq.br/0241056171343649Mattiello, Ritahttp://lattes.cnpq.br/4920515067971772Borba, Evandro Lucas de2023-02-14T14:51:37Z2022-12-22info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/10624porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RSinstname:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)instacron:PUC_RS2023-02-14T22:00:18Zoai:tede2.pucrs.br:tede/10624Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede2.pucrs.br/tede2/PRIhttps://tede2.pucrs.br/oai/requestbiblioteca.central@pucrs.br||opendoar:2023-02-14T22:00:18Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)false
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