Fascismo de ontem e o fascismo de hoje : traços da personalidade autoritária no Brasil a partir de Theodor Adorno

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Ferreira, Rute Raquel Prates
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Escola de Humanidades
Brasil
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Filosofia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/11536
Resumo: Passados 100 anos do Fascismo histórico na Europa, as questões que permeiam movimentos autoritários e antidemocráticos voltam a suscitar, porém, no Brasil. Motivados por esse fator, o trabalho terá por objetivo emergir as pulsões libidinais trabalhadas por Theodor Adorno, que, com base em Sigmund Freud, buscou nos recônditos da psique humana as motivações que a predispõe a amar e desejar o amor do próprio opressor. Junto aos seus colegas frankfurtianos, Adorno destaca a importância de uma sociedade emancipada e esclarecida, para que o retorno da barbárie ocorrida em Auschwitz não seja uma possibilidade. Sendo assim, empregamos esforços para abordar o fascismo de acordo com as teorias desenvolvidas por ele que, em muitas ocasiões, as empreendeu junto a Horkheimer. Para tanto, desenvolvemos as variáveis da personalidade potencialmente antidemocrática, advindas da famosa Escala F da obra Estudos sobre a personalidade autoritária, as quais são: 1. Convencionalismo; 2. Submissão autoritária; 3. Agressão autoritária; 4. Anti-introspecção; 5. Superstição e estereotipia; 6. Poder e dureza; 7. Destrutividade e cinismo; 8. Projetividade; e 9. Atitude obsessiva com relação ao sexo. Além disso, associamos tais características — as quais, de acordo com Adorno, delineiam o perfil fascista — a casos brasileiros ocorridos a partir de 2018, tendo como foco a política exercida pela extrema-direita, representada por Jair Messias Bolsonaro, presidente do país na época. Em busca de compreender o que é o Fascismo para Adorno, trabalhamos em temas basilares para clarificar essa questão, como o papel da Indústria Cultural no Brasil, formas de manipulação, condução e adoração das massas pelo líder adorado e, ainda, o conceito de semiformação e aniquilação do processo de emancipação social. Em seu tempo, Adorno lançou a seguinte pergunta: “Como é possível que indivíduos, filhos de uma sociedade liberal, competitiva [...], condicionados a se manterem como unidades independentes e autossustentáveis, possam integrar-se passivamente a aglomerados fascistas?”1. Logo, pretendemos clarificar essa grande questão, mas não ousaremos isso sem falar em resistência
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Sendo assim, empregamos esforços para abordar o fascismo de acordo com as teorias desenvolvidas por ele que, em muitas ocasiões, as empreendeu junto a Horkheimer. Para tanto, desenvolvemos as variáveis da personalidade potencialmente antidemocrática, advindas da famosa Escala F da obra Estudos sobre a personalidade autoritária, as quais são: 1. Convencionalismo; 2. Submissão autoritária; 3. Agressão autoritária; 4. Anti-introspecção; 5. Superstição e estereotipia; 6. Poder e dureza; 7. Destrutividade e cinismo; 8. Projetividade; e 9. Atitude obsessiva com relação ao sexo. Além disso, associamos tais características — as quais, de acordo com Adorno, delineiam o perfil fascista — a casos brasileiros ocorridos a partir de 2018, tendo como foco a política exercida pela extrema-direita, representada por Jair Messias Bolsonaro, presidente do país na época. Em busca de compreender o que é o Fascismo para Adorno, trabalhamos em temas basilares para clarificar essa questão, como o papel da Indústria Cultural no Brasil, formas de manipulação, condução e adoração das massas pelo líder adorado e, ainda, o conceito de semiformação e aniquilação do processo de emancipação social. Em seu tempo, Adorno lançou a seguinte pergunta: “Como é possível que indivíduos, filhos de uma sociedade liberal, competitiva [...], condicionados a se manterem como unidades independentes e autossustentáveis, possam integrar-se passivamente a aglomerados fascistas?”1. Logo, pretendemos clarificar essa grande questão, mas não ousaremos isso sem falar em resistênciaCien años después del Fascismo histórico en Europa, las cuestiones que rodean a los movimientos autoritarios y antidemocráticos resurgen, ahora en Brasil. Motivado por este fenómeno, este trabajo tiene como objetivo analizar las pulsiones libidinales trabajadas por Theodor Adorno, quien, basándose en Sigmund Freud, exploró los rincones de la psique humana para entender las motivaciones que predisponen a los individuos a amar y desear el amor del propio opresor. Junto con sus colegas de la Escuela de Frankfurt, Adorno destaca la importancia de una sociedad emancipada e ilustrada para evitar el regreso de la barbarie, como la ocurrida en Auschwitz. Por lo tanto, nos esforzamos en abordar el fascismo según las teorías desarrolladas por Adorno, en muchas ocasiones junto a Horkheimer. Para ello, trabajamos las variables de la personalidad potencialmente antidemocrática descritas en la famosa Escala F de la obra Estudios sobre la personalidad autoritaria, que incluyen: 1. Convencionalismo; 2. Sumisión autoritaria; 3. Agresión autoritaria; 4. Anti-introspección; 5. Superstición y estereotipia; 6. Poder y dureza; 7. Destructividad y cinismo; 8. Proyectividad; y 9. Actitud obsesiva respecto al sexo. Además, asociamos dichas características —que, según Adorno, delinean el perfil fascista – a casos brasileños ocurridos a partir de 2018, con foco en la política ejercida por la extrema derecha, representada por Jair Messias Bolsonaro, presidente del país en ese período. En busca de comprender qué es el Fascismo según Adorno, trabajamos temas fundamentales para esclarecer esta cuestión, como el papel de la Industria Cultural en Brasil, las formas de manipulación, conducción y adoración de las masas por parte del líder idolatrado, y el concepto de semiformación y aniquilación del proceso de emancipación social. En su época, Adorno planteó la siguiente pregunta: “¿Cómo es posible que individuos, hijos de una sociedad liberal y competitiva [...], condicionados a mantenerse como unidades independientes y autosuficientes, puedan integrarse pasivamente en aglomeraciones fascistas?”2. Por lo tanto, nuestro objetivo es esclarecer esta gran cuestión, pero no lo intentaremos sin hablar de resistencia.Conselho Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPqPontifícia Universidade Católica do Rio Grande do SulEscola de HumanidadesBrasilPUCRSPrograma de Pós-Graduação em FilosofiaSouza, Ricardo Timm dehttp://lattes.cnpq.br/5978187611694518Amaral, Augusto Jobim dohttp://lattes.cnpq.br/4048832153516187Ferreira, Rute Raquel Prates2025-03-27T14:32:37Z2025-01-17info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/11536porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RSinstname:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)instacron:PUC_RS2025-03-27T15:00:31Zoai:tede2.pucrs.br:tede/11536Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede2.pucrs.br/tede2/PRIhttps://tede2.pucrs.br/oai/requestbiblioteca.central@pucrs.br||opendoar:2025-03-27T15:00:31Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)false
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