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Os Estados Unidos e a Operação Condor

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Dalenogare Neto, Waldemar
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Escola de Humanidades
Brasil
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em História
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/9169
Resumo: Esta tese de doutorado tem como objetivo discutir a participação dos Estados Unidos na Operação Condor através da análise dos documentos liberados pelo Departamento de Estado e pela Central Intelligence Agency (CIA). Analisa-se o contexto pós-Segunda Guerra Mundial e a era da contrainsurgência na inteligência estadunidense, que seriam ecoadas na política externa dos EUA para o Cone Sul durante a administração Nixon/Ford através do Secretário de Estado, Henry Kissinger, e sua realpolitik. Os Estados Unidos sabiam da existência da Operação Condor, deram apoio logístico para a implementação do sistema de comunicação – CONDORTEL – e registraram os passos desta estrutura repressiva. Nunca houve, no entanto, uma nota de repúdio – e a única tentativa de démarche proposta pelo Departamento de Estado sobre o tema seria abandonada ainda em 1976. Com Jimmy Carter e sua política externa de direitos humanos, existe, no primeiro ano de mandato, uma forte pressão nos países do Cone Sul. Junto da reestruturação da CIA, que trocou seu método para a inteligência de sinais, e da tentativa de ruptura com a ordem geopolítica de Kissinger, Carter recebeu duras críticas e questionamentos por deixar em segundo plano e romper relações com os tradicionais parceiros do Cone Sul. Analisa-se o caso Letelier, as ameaças registradas pela CIA e os desdobramentos internos da Condor – como a Operação Teseo. Já em 1978, existe uma guinada na política externa de Carter, aprofundada com as crises subsequentes no Irã e Afeganistão, que colocariam a política externa dos direitos humanos em segundo plano. A Condor, aos poucos, levaria sua estrutura repressiva para a América Central, na Operação Charly.
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