O índice de massa corporal e os desfechos da fertilização in vitro
| Ano de defesa: | 2021 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Escola de Medicina Brasil PUCRS Programa de Pós-Graduação em Medicina e Ciências da Saúde |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/9663 |
Resumo: | Introdução: O excesso de peso é fator de risco à infertilidade devido, principalmente, aos distúrbios de ovulação; todavia, os dados sobre esse impacto nos desfechos das técnicas de reprodução assistida (TRA) permanecem conflitantes. Apesar do bem estabelecido fator de risco da obesidade a desfechos perinatais adversos de gestações espontâneas, ainda não existem estudos avaliando esse efeito em gestações resultantes de TRA. Com isso, o principal objetivo deste estudo foi avaliar a associação entre o IMC elevado e os desfechos laboratoriais e clínicos em pacientes submetidos às TRA. Métodos: Estudo de coorte retrospectiva, com coleta de dados a partir de prontuários eletrônicos de pacientes de um centro de medicina reprodutiva em Porto Alegre, Brasil, entre 2013-2020. Os ciclos das pacientes foram divididos em três grupos de acordo com o IMC (kg/m²): Grupo 1 < 25; Grupo 2 25-29.9 e Grupo 3 ≥30. As variáveis quantitativas foram comparadas em mediana (IIQ) e categóricas em porcentagem. Generalized estimating equations (GEE) foi aplicado para considerar pacientes e ciclos de folículo aspiração, realizando também os testes ANOVA e Qui-quadrado, regressão múltipla logística e curva post-hoc conforme as variáveis analisadas. Foi considerado estatisticamente significativo p<0,05. O tamanho amostral foi suficiente para um poder de 12%. Resultados: Foi observada maior proporção de ciclos de FIV cancelados quanto maior o IMC (6.9% vs 7.8% vs 10.4%, p= 0.002) e uma maior dose de gonadotrofina necessária para pacientes nos grupos 2 e 3 (1685±595 vs. 1779±610 vs. 1805±563 p=0.001). Um maior número de oócitos maduros foi observado nos grupos 1 e 2 (6 [6.4-7] vs 6 [5.6-6.6] vs 4 [4.6-6.7], p= 0.0111), mas não houve diferença na taxa de oócitos maduros. Foram observadas menores, ainda que não significativas, taxas de implantação (%) (28.4 vs 27.5 vs 23.2, p = 0.187), gravidez clínica (%) (40.1 vs 39.7 vs 32.5, p= 0.262) e de nascidos vivos (%) (33.5 vs 32.3 vs 29.9, p = 0.668) nos grupos 2 e 3. Quanto maior o IMC, pior foi a taxa de gravidez clínica cumulativa, com uma tendência linear significativa (p=0.042). Os desfechos perinatais foram semelhantes entre os grupos (maternos e neonatais). Conclusão: Sobrepeso e obesidade foram associados com maior taxas de ciclos cancelados, maiores doses de gonadotrofinas e menor, embora não significativa, chance de implantação, gravidez clínica e nascidos vivos. |
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O índice de massa corporal e os desfechos da fertilização in vitroSobrepesoObesidadeInfertilidadeTécnicas de Reprodução AssistidaOverweightObesityInfertilityAssisted Reproductive TechniquesCIENCIAS DA SAUDE::MEDICINAIntrodução: O excesso de peso é fator de risco à infertilidade devido, principalmente, aos distúrbios de ovulação; todavia, os dados sobre esse impacto nos desfechos das técnicas de reprodução assistida (TRA) permanecem conflitantes. Apesar do bem estabelecido fator de risco da obesidade a desfechos perinatais adversos de gestações espontâneas, ainda não existem estudos avaliando esse efeito em gestações resultantes de TRA. Com isso, o principal objetivo deste estudo foi avaliar a associação entre o IMC elevado e os desfechos laboratoriais e clínicos em pacientes submetidos às TRA. Métodos: Estudo de coorte retrospectiva, com coleta de dados a partir de prontuários eletrônicos de pacientes de um centro de medicina reprodutiva em Porto Alegre, Brasil, entre 2013-2020. Os ciclos das pacientes foram divididos em três grupos de acordo com o IMC (kg/m²): Grupo 1 < 25; Grupo 2 25-29.9 e Grupo 3 ≥30. As variáveis quantitativas foram comparadas em mediana (IIQ) e categóricas em porcentagem. Generalized estimating equations (GEE) foi aplicado para considerar pacientes e ciclos de folículo aspiração, realizando também os testes ANOVA e Qui-quadrado, regressão múltipla logística e curva post-hoc conforme as variáveis analisadas. Foi considerado estatisticamente significativo p<0,05. O tamanho amostral foi suficiente para um poder de 12%. Resultados: Foi observada maior proporção de ciclos de FIV cancelados quanto maior o IMC (6.9% vs 7.8% vs 10.4%, p= 0.002) e uma maior dose de gonadotrofina necessária para pacientes nos grupos 2 e 3 (1685±595 vs. 1779±610 vs. 1805±563 p=0.001). Um maior número de oócitos maduros foi observado nos grupos 1 e 2 (6 [6.4-7] vs 6 [5.6-6.6] vs 4 [4.6-6.7], p= 0.0111), mas não houve diferença na taxa de oócitos maduros. Foram observadas menores, ainda que não significativas, taxas de implantação (%) (28.4 vs 27.5 vs 23.2, p = 0.187), gravidez clínica (%) (40.1 vs 39.7 vs 32.5, p= 0.262) e de nascidos vivos (%) (33.5 vs 32.3 vs 29.9, p = 0.668) nos grupos 2 e 3. Quanto maior o IMC, pior foi a taxa de gravidez clínica cumulativa, com uma tendência linear significativa (p=0.042). Os desfechos perinatais foram semelhantes entre os grupos (maternos e neonatais). Conclusão: Sobrepeso e obesidade foram associados com maior taxas de ciclos cancelados, maiores doses de gonadotrofinas e menor, embora não significativa, chance de implantação, gravidez clínica e nascidos vivos.Introduction: Overweight is a risk factor for fertility mainly due to ovulation disorders; However, data about its impact on assisted reproduction techniques outcomes remain conflicting. Despite the well-established obesity risk factor for adverse perinatal outcomes in spontaneous pregnancies, there are still no studies evaluating this effect in pregnancies resulting from ART. Thus, the main objective of this study was to evaluate the association between high BMI with the laboratorial and clinical outcomes of patients undergoing ART. Methods: Retrospective cohort study, with data collection from electronic medical records of patients from a reproductive medicine center in Porto Alegre, Brazil, between 2013-2020. Patients' cycles were divided into three groups according to BMI (kg/m²): Group 1 < 25; Group 2 25-29.9 and Group 3 ≥30. Quantitative variables were compared in median (IIQ) and categorical as percentage. Generalized estimating equations (GEE) were applied to consider patients and follicle-aspiration cycles, and also ANOVA and Chi-square tests, multiple logistic regression and post-hoc curve were applied according to the variables analyzed. It was considered statistically significant p <0.05. The sample size was enough for a 12% power. Results: A significant linear tendency to a higher proportion of cancelled IVF cycles as higher as was the BMI was observed (6.9% vs 7.8% vs 10.4%, p= 0.002). We also found a higher gonadotropin's total dose in groups 2 and 3 (1685±595 vs. 1779±610 vs. 1805±563 p=0.001). A greater number of mature oocytes was observed in Group 1 and 2 (6 [6.4-7] vs 6 [5.6-6.6] vs 4 [4.6-6.7], p= 0.0111), but no difference between oocyte mature rate. Lower but not statistically significant implantation (%) (28.4 vs 27.5 vs 23.2, p = 0.187), clinical pregnancy (%) (40.1 vs 39.7 vs 32.5, p= 0.262) and live birth rates (%) (33.5 vs 32.3 vs 29.9, p = 0.668) was found in groups 2 and 3. We also observed that the higher the BMI, the worse was the cumulative clinical pregnancy rate, with significant linear tendency (p=0.042). Perinatal outcomes were similar between groups (maternal and newborn conditions). Conclusion: Overweight and obesity were associated with higher cancelation rates, higher gonadotropine doses and lower, but not statistically different chances of implantation, clinical pregnancy and live birth rates.Conselho Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPqPontifícia Universidade Católica do Rio Grande do SulEscola de MedicinaBrasilPUCRSPrograma de Pós-Graduação em Medicina e Ciências da SaúdePadoin, Alexandre Vontobelhttp://lattes.cnpq.br/0241056171343649Costa, Bartira Ercília Pinheiro dahttp://lattes.cnpq.br/3553707735604418Dornelles, Victória Campos2021-05-27T11:27:43Z2021-03-26info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/9663porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RSinstname:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)instacron:PUC_RS2021-05-28T23:00:19Zoai:tede2.pucrs.br:tede/9663Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede2.pucrs.br/tede2/PRIhttps://tede2.pucrs.br/oai/requestbiblioteca.central@pucrs.br||opendoar:2021-05-28T23:00:19Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)false |
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