Fenomenologia da inclusividade

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Junglos, Márcio
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas
BR
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Filosofia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/2940
Resumo: O texto Fenomenologia da inclusividade se caracteriza por ser um novo trabalho na área da fenomenologia. Buscando fontes fenomenológicas em Husserl, Merleau-Ponty e Waldenfels, o texto procura desenvolver uma inclusividade capaz de contemplar o paradoxo inclusivo/exclusivo e, indo além, mostrando-se eficaz para medir o escopo inclusivo de qualquer tese ética já elaborada. A partir de Husserl, encontramos as bases para uma fenomenologia da inclusividade, que fora trabalhada em sua obra Krisis. Buscando resolver os paradoxos constitutivos, Husserl nutre a ideia de um fundamento inclusivo. Tal inclusividade se caracteriza por uma atitude reflexiva latente, uma atitude de inclusão no mundo-da-vida, uma atitude de não fechamento de nossas teses e, por fim, uma atitude que evite o reducionismo dos polos subjetivo e objetivo. Com a radicalidade do pensamento de Merleau-Ponty, o texto encontra subsídios para uma cumplicidade de sentido. Agora, o sujeito se vê cúmplice de toda significação em sua relação com o mundo-da-vida. Retira-se o pesado fardo que antes era concedido tão somente ao sujeito como doador último de todo o significado. O processo constitutivo enseja uma atitude radical que habilita uma inclusividade encarnada, avultando o escopo inclusivo à horizontalidade da vida. Todavia, investigando os avanços da teoria ética de Waldenfels, acresce-se, à dimensão constitutiva, um caráter ético-prático. Waldenfels enfatiza uma inevitável resposta dada antes de qualquer tese decorrente de nosso estar no mundo como um evento que simplesmente acontece, independente de nossa vontade ou objetificações. Tal responsividade promove a fronteirização dos sentidos como possibilidade ético-responsiva. Na própria resposta encontramos um teor responsivo não objetivado, guiando-nos às fronteiras, considerando-as como possibilidade e não como ameaças. Para Waldenfels, o que antes era excluído da ordem estabelecida aparece junto ao limiar, facultando possibilidades inclusivas. Feitas estas considerações, o texto revela uma inclusividade aberta, latente, incluída no mundo-da-vida, não reducionista, cúmplice nos processos constitutivos e possuindo um caráter ético-responsivo. Embora os autores estudados não trabalhem diretamente com o tema da inclusividade, obtêm-se fontes suficientes para elaborarmos uma fenomenologia com uma proposta inclusiva. O método proposto é fenomenológico inclusivo. Entretanto, apresenta-se como uma medida, como um fundamento que não é nem uma medida nem um fundamento. Mas, mesmo assim, serve como medida e fundamento de toda a eticidade já construída. Dessa forma, podemos medir o escopo inclusivo de toda eticidade, ver até onde se estende sua inclusividade, mas sem se apresentar como um fundamento determinativo. O fundamento ao qual nos pautamos é fenomenológico, ou seja, previsto dentro da latência e horizontalidade do mundo-da-vida
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Tal inclusividade se caracteriza por uma atitude reflexiva latente, uma atitude de inclusão no mundo-da-vida, uma atitude de não fechamento de nossas teses e, por fim, uma atitude que evite o reducionismo dos polos subjetivo e objetivo. Com a radicalidade do pensamento de Merleau-Ponty, o texto encontra subsídios para uma cumplicidade de sentido. Agora, o sujeito se vê cúmplice de toda significação em sua relação com o mundo-da-vida. Retira-se o pesado fardo que antes era concedido tão somente ao sujeito como doador último de todo o significado. O processo constitutivo enseja uma atitude radical que habilita uma inclusividade encarnada, avultando o escopo inclusivo à horizontalidade da vida. Todavia, investigando os avanços da teoria ética de Waldenfels, acresce-se, à dimensão constitutiva, um caráter ético-prático. Waldenfels enfatiza uma inevitável resposta dada antes de qualquer tese decorrente de nosso estar no mundo como um evento que simplesmente acontece, independente de nossa vontade ou objetificações. Tal responsividade promove a fronteirização dos sentidos como possibilidade ético-responsiva. Na própria resposta encontramos um teor responsivo não objetivado, guiando-nos às fronteiras, considerando-as como possibilidade e não como ameaças. Para Waldenfels, o que antes era excluído da ordem estabelecida aparece junto ao limiar, facultando possibilidades inclusivas. Feitas estas considerações, o texto revela uma inclusividade aberta, latente, incluída no mundo-da-vida, não reducionista, cúmplice nos processos constitutivos e possuindo um caráter ético-responsivo. Embora os autores estudados não trabalhem diretamente com o tema da inclusividade, obtêm-se fontes suficientes para elaborarmos uma fenomenologia com uma proposta inclusiva. O método proposto é fenomenológico inclusivo. Entretanto, apresenta-se como uma medida, como um fundamento que não é nem uma medida nem um fundamento. Mas, mesmo assim, serve como medida e fundamento de toda a eticidade já construída. Dessa forma, podemos medir o escopo inclusivo de toda eticidade, ver até onde se estende sua inclusividade, mas sem se apresentar como um fundamento determinativo. O fundamento ao qual nos pautamos é fenomenológico, ou seja, previsto dentro da latência e horizontalidade do mundo-da-vidaThe text of the Phenomenology of inclusiveness characterizes itself as a new work in the area of phenomenology. Seeking phenomenological sources in Husserl, Merleau-Ponty, and Waldenfels, the text attempts to develop inclusiveness in order to contemplate the inclusive/exclusive paradox and, moreover, to show its efficacy in measuring the inclusive scope of any ethical theory ever developed. From Husserl, we find the basis for a phenomenology of inclusiveness, which was put forth in his Krisis. In order to solve the constitutive paradoxes, Husserl nurtures the idea of an inclusive basis. Such inclusiveness is characterized by a latent reflective attitude, an attitude of inclusion in the lifeworld, an attitude of not closing our thesis, and, finally, an attitude that avoids the reductionism of the subjective and objective poles. With the radicality of thought from Merleau-Ponty, the text presents support for a complicity of meaning. Now, the subject sees his/herself as complicit in his/her relationship with the liveworld thus withdrawing the heavy burden that previously was placed solely on the subject as the ultimate endower of all meaning. The constitutive process entails a radical attitude that enables an incarnate inclusiveness, conveying the inclusive scope to the horizontality of life. However, as Waldenfels investigated the progress of ethical theory, he added an ethical-practical character to the constitutive dimension. Waldenfels emphasized an inevitable response before any thesis, due to our being in the world, as an event that just happens, regardless of our will or objectivications. Such responsiveness promotes the threshold of the senses as a responsive ethical possibility. In response itself, we find a responsive content that is not objectified, guiding us to the thresholds, considering them as possibilities and not as threats. For Waldenfels, what was previously excluded from the established order appears at the threshold, providing inclusive opportunities. After these considerations, the text reveals an inclusiveness which is open, latent, included in the lifeworld, non-reductionist, complicit in the constitutive process, and has an ethically responsive character. Although the studied authors do not work directly with the theme of inclusiveness, we examine sufficient sources to propose a method of phenomenology that demonstrates inclusivity, i.e., that is phenomenologically inclusive. Although the method is neither a measure nor a foundation, nevertheless it provides a base that serves as the measure and foundation of all morality ever built. Thus, we can measure the inclusive scope of all ethics and see how far the inclusivity extends, but yet not present inclusivity as the determinative basis. The foundation of the base is phenomenological, i.e., predicted within the latency and horizontality of the lifeworldPontifícia Universidade Católica do Rio Grande do SulFaculdade de Filosofia e Ciências HumanasBRPUCRSPrograma de Pós-Graduação em FilosofiaZilles, Urbanohttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4727282T4Junglos, Márcio2015-04-14T13:55:24Z2014-07-172014-06-26info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfJUNGLOS, Márcio. Fenomenologia da inclusividade. 2014. 141 f. 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