Um novo ciclídeo fóssil (Teleostei, Perciformes) da Formação Lumbrera, Eoceno da Argentina

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2009
Autor(a) principal: Perez, Patrícia Alano
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Faculdade de Biociências
BR
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Zoologia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/199
Resumo: A Bacia do Grupo Salta se desenvolveu durante o Cretáceo e Paleógeno no noroeste da Argentina, acumulando principalmente sedimentos continentais denominados de Grupo Salta. A Formação Lumbrera é a unidade mais espessa e superior do Grupo Salta, cujo paleoambiente é interpretado como um lago perene de idade Eoceno Inferior a Médio (52 a 35 Ma). Seu conteúdo fossilífero inclui palinomorfos, insetos alados, crocodilos, tartarugas, lagartos, marsupiais, notoungulados e ungulados. Os peixes fósseis descritos para a Formação Lumbrera incluem ciclídeos, placas dentais de Lepidosiren paradoxa e fragmentos atribuídos a Poeciliidae. Neste trabalho é descrito um novo gênero de ciclídeo heroine com base em um espécime fóssil, quase completo (CNS-V10026), proveniente desta formação. A posição filogenética do novo gênero foi analisada com base na matriz apresentada por Kullander (1998), que inclui 50 táxons modernos de ciclídeos e 91 caracteres. A posição do novo gênero entre os heroines é suportada pela presença dos infraorbitais 2 e 3 de formato tubular, lacrimal aproximadamente quadrado; e cúspide lingual nos dentes anteriores. De acordo com Kullander (1996) a presença de caninos aumentados nas fileiras externas de dentes das mandíbulas orais, como ocorre no fóssil, não é vista em nenhum outro ciclídeo Neotropical, sendo considerada uma sinapomorfia dos Heroini. O reconhecimento deste heroine fóssil, associado aos geofagines já descritos para a mesma formação evidencia uma grande diferenciação da família já no Eoceno inferior (49 Ma). Isto reforça a idéia de que a origem dos ciclídeos teria ocorrido ainda no Cretáceo, no Gondwana.
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