Identificação de espécies de carnívoros brasileiros (mammalia: carnivora) a partir de amostras de fezes utilizando seqüências de DNA e microscopia óptica de pêlos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2008
Autor(a) principal: Graeff, Vanessa Godoy
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Faculdade de Biociências
BR
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Zoologia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
DNA
Link de acesso: http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/144
Resumo: A habilidade para detectar e analisar indícios de animais na natureza, parte integral da pesquisa e manejo da vida silvestre, se torna fundamental quando a espécie em estudo é um carnívoro. Para as espécies desse grupo, geralmente raras e/ou difíceis de capturar, a análise das fezes é um dos melhores métodos não-invasivos para a identificação, caracterização e monitoramento das populações. Contudo, identificações de espécies a partir de amostras fecais podem ser subjetivas quando baseadas em critérios tradicionais. Neste estudo, comparamos a eficiência de dois métodos de identificação de espécies de carnívoros: análise do DNA fecal e microscopia óptica de pêlos-guarda encontrados em fezes. Ambos foram aplicados a 102 amostras de fezes coletadas em uma área de Mata Atlântica no Rio Grande do Sul. Através da análise das seqüências de mtDNA obtidas a partir de 70 fezes foi possível identificar 75,7% destas amostras como pertencentes a 3 espécies de felinos, 21,3% a uma espécie de canídeo silvestre e 3% ao cão doméstico. Pêlos-guarda foram encontrados em 56% das fezes coletadas. Através da análise microscópica desses pêlos identificou-se 55,6% das amostras em nível de espécie (três espécies de felídeos) e 44% em nível de família (Canidae ou Felidae). Foram analisadas comparativamente 44 amostras sobrepostas pelos dois métodos. Desacordos na identificação entre os métodos ocorreram em apenas três amostras. No total, 77 amostras de fezes foram identificadas em nível de espécie por pelo menos um dos métodos, permitindo uma caracterização da dieta destes carnívoros. A identificação baseada em microscopia de pêlos requer poucos gastos ou tecnologia, sendo simples e rápida para análises em campo. Contudo, algumas características morfológicas dos pêlos-guarda podem influenciar o poder de identificação por microscopia, em alguns casos podendo levar a uma interpretação errônea ou incompleta dos padrões observados. A identificação baseada na análise do DNA fecal pode ter alto custo e ser tecnicamente difícil, mas as informações que podem ser obtidas através deste método superam em quantidade e qualidade outros métodos. Assim, considerando as vantagens e desvantagens dos métodos analisados, as diferenças entre eles permitem que sejam usados de forma a se complementarem mutuamente em diversos estudos, propiciando maior acurácia na identificação de espécies a partir de fezes.
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