Variação altitudinal da comunidade de invertebrados aquáticos em bromélias dos gêneros Vriesea Gaudich. e Aechmea Wittm. na serra geral do sul do Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Malfatti, Eduardo
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Escola de Ciências
Brasil
PUCRS
Programa de Pós Graduação em Ecologia e Evolução da Biodiversidade
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/8811
Resumo: A Serra Geral do sul do Brasil engloba diferentes ecossistemas da Mata Atlântica, desde fragmentos remanescentes da Floresta Ombrófila Densa e Mista até os Campos de Altitude. As bromélias constituem um dos grupos com maior diversidade taxonômica, morfológica e ecológica deste bioma. Suas folhas são dispostas em roseta, e em algumas espécies, a sobreposição das folhas permite a formação de reservatórios de água e matéria orgânica, além de abrigar diversos microrganismos. No Brasil, poucos estudos descrevem a comunidade desses reservatórios, e principalmente, sua resposta a padrões ecológicos. Dessa forma, o objetivo desta pesquisa foi analisar o efeito do gradiente altitudinal sobre a comunidade de eucariotos presentes nos reservatórios de quatro espécies de Vriesea Gaudich. e de uma espécie de Aechmea (A. gamosepala Wittm.) que ocorrem em diferentes altitudes da Serra do sul do Brasil. As espécies/altitudes elencadas foram: V. gigantea (Maquiné – 20m), V. incurvata (Arroio Garapiá – 400m), V. friburgensis e V. platynema (Pró-Mata – 910 e 915m, respectivamente). Para A. gamosepala, duas altitudes de ocorrência foram selecionadas: Pró-Mata (915m) e Arroio Garapiá (400m). Foram amostrados três indivíduos de cada espécie, duas vezes para cada estação, ao longo de um ano. A água dos reservatórios foi coletada com pipeta de Pasteur e acondicionada em tubos falcon para a análise dos organismos in vivo e estimar a riqueza específica para cada uma das bromélias amostradas. Foram encontrados 45 morfoespécies nas espécies de Vriesea, sendo Ciliophora o filo mais representativo (53,3%), seguido de Arhthropoda (28,8%), Rotifera (6,6%), Annelida, Plathyelminthes (4,4%) e Nematoda (2,2%). A riqueza específica em V. gigantea foi de 8,17 morfoespécies, e obteve seu pico no nível intermediário (V. incurvata) com uma média total de 10,79. Em maiores altitudes a riqueza diminuiu (8,83 e 8,67 morfoespécies para V. platynema e V. friburgensis, respectivamente). Para A. gamosepala, as bromélias de maiores altitudes obtiveram a maior riqueza fitotelmática (8,63 morfoespécies) quando comparada às de nível intermediário (8,17). O pico de riqueza específica em altitudes intermediárias é um padrão já encontrado para a avifauna, alguns artrópodes, e até microrganismos. A partir deste estudo, sugere-se que as bromélias, além de abrigarem diversos organismos em diferentes estágios de vida e funções tróficas, possuem comunidades sensíveis à variação de altitude, podendo ser modelado tanto pelo ambiente de cada nível, quanto por características in situ da bromélia.
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Dessa forma, o objetivo desta pesquisa foi analisar o efeito do gradiente altitudinal sobre a comunidade de eucariotos presentes nos reservatórios de quatro espécies de Vriesea Gaudich. e de uma espécie de Aechmea (A. gamosepala Wittm.) que ocorrem em diferentes altitudes da Serra do sul do Brasil. As espécies/altitudes elencadas foram: V. gigantea (Maquiné – 20m), V. incurvata (Arroio Garapiá – 400m), V. friburgensis e V. platynema (Pró-Mata – 910 e 915m, respectivamente). Para A. gamosepala, duas altitudes de ocorrência foram selecionadas: Pró-Mata (915m) e Arroio Garapiá (400m). Foram amostrados três indivíduos de cada espécie, duas vezes para cada estação, ao longo de um ano. A água dos reservatórios foi coletada com pipeta de Pasteur e acondicionada em tubos falcon para a análise dos organismos in vivo e estimar a riqueza específica para cada uma das bromélias amostradas. Foram encontrados 45 morfoespécies nas espécies de Vriesea, sendo Ciliophora o filo mais representativo (53,3%), seguido de Arhthropoda (28,8%), Rotifera (6,6%), Annelida, Plathyelminthes (4,4%) e Nematoda (2,2%). A riqueza específica em V. gigantea foi de 8,17 morfoespécies, e obteve seu pico no nível intermediário (V. incurvata) com uma média total de 10,79. Em maiores altitudes a riqueza diminuiu (8,83 e 8,67 morfoespécies para V. platynema e V. friburgensis, respectivamente). Para A. gamosepala, as bromélias de maiores altitudes obtiveram a maior riqueza fitotelmática (8,63 morfoespécies) quando comparada às de nível intermediário (8,17). O pico de riqueza específica em altitudes intermediárias é um padrão já encontrado para a avifauna, alguns artrópodes, e até microrganismos. A partir deste estudo, sugere-se que as bromélias, além de abrigarem diversos organismos em diferentes estágios de vida e funções tróficas, possuem comunidades sensíveis à variação de altitude, podendo ser modelado tanto pelo ambiente de cada nível, quanto por características in situ da bromélia.Bromeliads are one of the groups with the greatest taxonomic, morphological and ecological diversity of the Neotropics. Its leaves are arranged in rosette, and in some species, the overlapping of the leaves allows the entrapment of water and organic matter, forming reservoirs that are habitat for various microorganisms. In Brazil, few studies describe the community of these reservoirs or their response to ecological standards. Thus, the objective of this research was to analyze the effect of the altitudinal gradient on the community of eukaryotes present in the reservoirs of four species of Vriesea Gaudich. and of a species of Aechmea (A. gamosepala Wittm.) that occour at diffrent altitudes on a mountain range in Serra Geral of Southern Brazil. The species/altitudes choosen were: V. gigantea (Maquiné – 20m), V. incurvata (Arroio Garapiá – 400m), V. friburgensis e V. platynema (Pró-Mata – 910 e 915m, respectively). For A. gamosepala, two altitudes were selected, according to their occurrance: Garapiá River and Pró-Mata. Three individuals of each species were sampled, twice for each season, over a year. The water from the reservoirs was collected with a Pasteur pipette and placed in falcon tubes to analyze the organisms in vivo and to estimate the specific richness for each of the bromeliads sampled. A total of 45 morphospecies were found in Vriesea species, with Ciliophora being the most representative phylum (53.3%), followed by Arhthropoda (28.8%), Rotifera (6.6%), Annelida, Plathyelminthes (4.4%) and Nematoda (2.2%). The specific richness in V. gigantea was 8.17 morphospecies, and reached its peak at the intermediate level (V. incurvata) with a total average of 10.79. At higher altitudes the richness decreased (8.83 and 8.67 morphospecies for V. platynema and V. friburgensis, respectively). For A. gamosepala, the bromeliads of higher altitudes obtained the highest phyto-elastic richness (8.63 morphospecies) when compared to the intermediate level (8.17). From this study, it is suggested that bromeliads, in addition to shelter different organisms at different life stages and trophic functions, have communities sensitive to altitude variation, being able to be modeled both by the environment, and by in situ characteristics of the bromeliadCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESPontifícia Universidade Católica do Rio Grande do SulEscola de CiênciasBrasilPUCRSPrograma de Pós Graduação em Ecologia e Evolução da BiodiversidadeUtz, Laura Roberta Pintohttp://lattes.cnpq.br/7548654461265795Malfatti, Eduardo2019-07-23T17:23:54Z2019-03-15info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/8811porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RSinstname:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)instacron:PUC_RS2019-07-23T23:00:27Zoai:tede2.pucrs.br:tede/8811Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede2.pucrs.br/tede2/PRIhttps://tede2.pucrs.br/oai/requestbiblioteca.central@pucrs.br||opendoar:2019-07-23T23:00:27Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)false
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