Efeito dos géis de mebutato ingenol e diclofenaco de sódio no tratamento da queilite actínica
| Ano de defesa: | 2020 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Escola de Ciências Saúde e da Vida Brasil PUCRS Programa de Pós-Graduação em Odontologia |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/10019 |
Resumo: | A queillite ou queilose actínica é uma lesão inflamatória, potencialmente maligna, que acomete preferencialmente o vermelhão labial inferior. Seu diagnóstico e tratamento precoces e o acompanhamento clínico dos pacientes são fundamentais para prevenir a evolução ao carcinoma espinocelular labial. O mebutato ingenol (MI) e o diclofenado de sódio (DS) têm sido amplamente utilizados no tratamento da ceratose actínica, mas ainda há poucas evidências da sua eficácia no manejo da queilite actínica. Neste sentido, no primeiro artigo desta dissertação, foi realizada uma revisão sistematizada da literatura com o objetivo de abordar o efeito terapêutico do gel de mebutato ingenol (MI) no tratamento da queilite actínica. Realizou-se uma pesquisa eletrônica nas bases de dados PubMed, Scopus, Cochrane Library e Embase. Foram selecionados cinco estudos, sendo um ensaio clínico e quatro séries de casos. No total, 25 participantes com queilite actínica foram tratados com MI. Os resultados sugerem um efeito positivo do MI no tratamento dessas lesões. O segundo artigo apresenta um ensaio clínico randomizado, com o objetivo de investigar o efeito dos géis de MI e DS no tratamento da queilite actínica. Foram selecionados 23 participantes, de ambos os sexos, distribuídos aleatoriamente em dois grupos: DS (n=10) e MI (n=13). Os pacientes receberam instruções para o uso tópico das medicações e foram acompanhados nos períodos de 4, 10, 30 e 60 dias após o início do tratamento. O registro fotográfico das lesões foi realizado em todas as consultas para a avaliação clínica final. As lesões foram classificadas em diferentes graus de evolução clínica antes e após o tratamento. Além disso, foram comparados os efeitos adversos do MI e DS, bem como a tolerabilidade e satisfação dos participantes à terapia utilizada. No grupo MI foi observada melhora significativa do quadro após os 60 dias de acompanhamento em relação ao período base (P=0.037). No grupo DS, embora tenha havido melhora, não houve diferença significativa em relação à avaliação inicial (P=0.083). Por outro lado, o MI promoveu efeitos adversos significativamente superiores (P=0.000) e foi menos tolerado pelos participantes em relação ao DS (P=0.000). Com base nos resultados obtidos, pode-se concluir que o MI foi uma boa alternativa para o tratamento da queilite actinica em casos clínicos de maior gravidade, na presença de leucoplasias. Por outro lado, em casos mais brandos, na presença de descamação e ressecamento, o DS mostrou-se eficaz, uma vez que os benefícios dessa substância foram relacionados à hidratação dos lábios. |
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Efeito dos géis de mebutato ingenol e diclofenaco de sódio no tratamento da queilite actínicaQueilite ActínicaMebutato IngenolDiclofenaco de SódioCIENCIAS DA SAUDE::ODONTOLOGIAA queillite ou queilose actínica é uma lesão inflamatória, potencialmente maligna, que acomete preferencialmente o vermelhão labial inferior. Seu diagnóstico e tratamento precoces e o acompanhamento clínico dos pacientes são fundamentais para prevenir a evolução ao carcinoma espinocelular labial. O mebutato ingenol (MI) e o diclofenado de sódio (DS) têm sido amplamente utilizados no tratamento da ceratose actínica, mas ainda há poucas evidências da sua eficácia no manejo da queilite actínica. Neste sentido, no primeiro artigo desta dissertação, foi realizada uma revisão sistematizada da literatura com o objetivo de abordar o efeito terapêutico do gel de mebutato ingenol (MI) no tratamento da queilite actínica. Realizou-se uma pesquisa eletrônica nas bases de dados PubMed, Scopus, Cochrane Library e Embase. Foram selecionados cinco estudos, sendo um ensaio clínico e quatro séries de casos. No total, 25 participantes com queilite actínica foram tratados com MI. Os resultados sugerem um efeito positivo do MI no tratamento dessas lesões. O segundo artigo apresenta um ensaio clínico randomizado, com o objetivo de investigar o efeito dos géis de MI e DS no tratamento da queilite actínica. Foram selecionados 23 participantes, de ambos os sexos, distribuídos aleatoriamente em dois grupos: DS (n=10) e MI (n=13). Os pacientes receberam instruções para o uso tópico das medicações e foram acompanhados nos períodos de 4, 10, 30 e 60 dias após o início do tratamento. O registro fotográfico das lesões foi realizado em todas as consultas para a avaliação clínica final. As lesões foram classificadas em diferentes graus de evolução clínica antes e após o tratamento. Além disso, foram comparados os efeitos adversos do MI e DS, bem como a tolerabilidade e satisfação dos participantes à terapia utilizada. No grupo MI foi observada melhora significativa do quadro após os 60 dias de acompanhamento em relação ao período base (P=0.037). No grupo DS, embora tenha havido melhora, não houve diferença significativa em relação à avaliação inicial (P=0.083). Por outro lado, o MI promoveu efeitos adversos significativamente superiores (P=0.000) e foi menos tolerado pelos participantes em relação ao DS (P=0.000). Com base nos resultados obtidos, pode-se concluir que o MI foi uma boa alternativa para o tratamento da queilite actinica em casos clínicos de maior gravidade, na presença de leucoplasias. Por outro lado, em casos mais brandos, na presença de descamação e ressecamento, o DS mostrou-se eficaz, uma vez que os benefícios dessa substância foram relacionados à hidratação dos lábios.Cheillitis or actinic cheilosis is an inflammatory lesion, potentially malignant, which mainly affects the vermilion region of lower lip. Precoce diagnosis, treatment and clinical follow-up of patients are essential to prevent it progression to lip squamous cell carcinoma. Ingenol mebutate (IM) and sodium diclofenac, (SD) have been widely used in the treatment of actinic keratosis, but there is still little evidence of their effectiveness in the management of actinic cheilitis. Therefore, in the first article of this dissertation, a literature review of the literature was carried out with the main objective of addressing the therapeutic effects of the ingenol mebutate (IM) gel in the treatment of actinic cheilitis. An electronic search was performed in PubMed, Scopus, Cochrane Library and Embase databases. Five studies were selected: one clinical trial and four case series. In total, 25 participants with actinic cheilitis were treated with IM. The results suggested a positive effect of IM in the treatment of these injuries. The second article presented a randomized clinical trial where the objective was to investigate the effect of MI and SD gels in the treatment of actinic cheilitis. Twenty-three participants were selected, males and females, randomly allocated into two groups: SD (n = 8) and IM (n = 13). Patients were instructed to use medications topically and were followed up for 4, 10, 30 and 60 days after starting treatment. The photo record of the injuries was performed in all consultations for the final clinical evaluation. The lesions were classified into different degrees of clinical evolution, before and after treatment. The adverse effects of IM and SD were compared, as well as the participants tolerability and satisfaction with the therapy used. In the MI group, a significant improvement was observed after 60 days of follow-up in relation to the base period (P = 0.037). In the SD group, even though there was an improvement, there was no significant difference in relation to the initial assessment (P = 0.083). On the other hand, IM promoted significantly higher adverse effects (P = 0.000) and was less tolerated by the participants in relation to SD (P = 0.000). Based on the results obtained, it can be concluded that IM was a good alternative for the treatment of actinic cheilitis in more severe clinical cases with the presence of leukoplakia. However, in milder cases, in the presence of flaking and dryness, the SD proved to be effective, since the benefits of this substance were related to the hydration of the lips.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESPontifícia Universidade Católica do Rio Grande do SulEscola de Ciências Saúde e da VidaBrasilPUCRSPrograma de Pós-Graduação em OdontologiaSalum, Fernanda Gonçalveshttp://lattes.cnpq.br/8451371491580538Fumagalli, Maiara Jochims2021-12-16T20:27:37Z2020-03-04info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/10019porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RSinstname:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)instacron:PUC_RS2021-12-16T22:00:26Zoai:tede2.pucrs.br:tede/10019Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede2.pucrs.br/tede2/PRIhttps://tede2.pucrs.br/oai/requestbiblioteca.central@pucrs.br||opendoar:2021-12-16T22:00:26Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)false |
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A queillite ou queilose actínica é uma lesão inflamatória, potencialmente maligna, que acomete preferencialmente o vermelhão labial inferior. Seu diagnóstico e tratamento precoces e o acompanhamento clínico dos pacientes são fundamentais para prevenir a evolução ao carcinoma espinocelular labial. O mebutato ingenol (MI) e o diclofenado de sódio (DS) têm sido amplamente utilizados no tratamento da ceratose actínica, mas ainda há poucas evidências da sua eficácia no manejo da queilite actínica. Neste sentido, no primeiro artigo desta dissertação, foi realizada uma revisão sistematizada da literatura com o objetivo de abordar o efeito terapêutico do gel de mebutato ingenol (MI) no tratamento da queilite actínica. Realizou-se uma pesquisa eletrônica nas bases de dados PubMed, Scopus, Cochrane Library e Embase. Foram selecionados cinco estudos, sendo um ensaio clínico e quatro séries de casos. No total, 25 participantes com queilite actínica foram tratados com MI. Os resultados sugerem um efeito positivo do MI no tratamento dessas lesões. O segundo artigo apresenta um ensaio clínico randomizado, com o objetivo de investigar o efeito dos géis de MI e DS no tratamento da queilite actínica. Foram selecionados 23 participantes, de ambos os sexos, distribuídos aleatoriamente em dois grupos: DS (n=10) e MI (n=13). Os pacientes receberam instruções para o uso tópico das medicações e foram acompanhados nos períodos de 4, 10, 30 e 60 dias após o início do tratamento. O registro fotográfico das lesões foi realizado em todas as consultas para a avaliação clínica final. As lesões foram classificadas em diferentes graus de evolução clínica antes e após o tratamento. Além disso, foram comparados os efeitos adversos do MI e DS, bem como a tolerabilidade e satisfação dos participantes à terapia utilizada. No grupo MI foi observada melhora significativa do quadro após os 60 dias de acompanhamento em relação ao período base (P=0.037). No grupo DS, embora tenha havido melhora, não houve diferença significativa em relação à avaliação inicial (P=0.083). Por outro lado, o MI promoveu efeitos adversos significativamente superiores (P=0.000) e foi menos tolerado pelos participantes em relação ao DS (P=0.000). Com base nos resultados obtidos, pode-se concluir que o MI foi uma boa alternativa para o tratamento da queilite actinica em casos clínicos de maior gravidade, na presença de leucoplasias. Por outro lado, em casos mais brandos, na presença de descamação e ressecamento, o DS mostrou-se eficaz, uma vez que os benefícios dessa substância foram relacionados à hidratação dos lábios. |
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