Polícia! para quem precisa de justiça : como a magistratura representa a violência policial

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Muniz, Mariana Py
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Escola de Humanidades
Brasil
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/10393
Resumo: Questiona-se qual é a representação social da violência policial para a magistratura do Estado do Rio Grande do Sul. O que se considera como lícito ou não, dado o mandato para a utilização da força destinado às polícias, em virtude do monopólio do exercício da violência por parte do Estado, bem como quais implicações se extraem do sentido conferido a esse fenômeno social. Para tanto, justificamos a escolha da temática em virtude de experiência profissional desenvolvida à frente da coordenação do Centro de Referência em Direitos Humanos da Defensoria Pública do Rio Grande do Sul. Temos como pressuposto que a violência policial é um fenômeno estrutural e institucionalizado. Com Lima, reforçamos a constatação de que a polícia trabalha com um conceito hierárquico de cultura ao classificar a população vigiada, o qual a ideologia jurídica, oficial e extraoficial, apoia. Pela teoria das representações sociais, tencionamos verificar de que forma o Judiciário contribui para a construção do social. Com Bourdieu pretendemos desvelar esse campo jurídico e judicial, bem como, com alicerce em suas proposições, pretendemos demonstrar que a violência policial no Brasil, por se encontrar incorporada às estruturas regulamentares de repressão (Holloway), constitui-se em estrutura estruturante da própria sociedade brasileira e do campo jurídico. Ao depois, quer-se transitar pela estruturação do Poder Judiciário, composição e formação, bem como pelas suas características inquisitoriais, as quais reproduzem a hierarquização, a desigualdade, o conservadorismo, havendo por parte desse Poder uma aproximação da representação dada pelo senso comum à violência policial, com a sua consequente legitimação. Objetivamos verificar de que forma o Judiciário tem atuado nessa temática, razão pela qual a metodologia compreenderá revisão bibliográfica, documental e jurisprudencial, análise de decisões judiciais, além da coleta de dados empíricos, com observação participante e aplicação de entrevistas semiestruturadas.
id P_RS_650e729de4123176cc6dffe356c7280d
oai_identifier_str oai:tede2.pucrs.br:tede/10393
network_acronym_str P_RS
network_name_str Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS
repository_id_str
spelling Polícia! para quem precisa de justiça : como a magistratura representa a violência policialSociologia da ViolênciaSociologia do ConhecimentoViolência PolicialPoder JudiciárioDemocraciaSociology of ViolenceSociology of KnowledgePolice ViolenceJudicial PowerDemocracyOUTROS::CIENCIAS SOCIAISCIENCIAS HUMANAS::SOCIOLOGIAQuestiona-se qual é a representação social da violência policial para a magistratura do Estado do Rio Grande do Sul. O que se considera como lícito ou não, dado o mandato para a utilização da força destinado às polícias, em virtude do monopólio do exercício da violência por parte do Estado, bem como quais implicações se extraem do sentido conferido a esse fenômeno social. Para tanto, justificamos a escolha da temática em virtude de experiência profissional desenvolvida à frente da coordenação do Centro de Referência em Direitos Humanos da Defensoria Pública do Rio Grande do Sul. Temos como pressuposto que a violência policial é um fenômeno estrutural e institucionalizado. Com Lima, reforçamos a constatação de que a polícia trabalha com um conceito hierárquico de cultura ao classificar a população vigiada, o qual a ideologia jurídica, oficial e extraoficial, apoia. Pela teoria das representações sociais, tencionamos verificar de que forma o Judiciário contribui para a construção do social. Com Bourdieu pretendemos desvelar esse campo jurídico e judicial, bem como, com alicerce em suas proposições, pretendemos demonstrar que a violência policial no Brasil, por se encontrar incorporada às estruturas regulamentares de repressão (Holloway), constitui-se em estrutura estruturante da própria sociedade brasileira e do campo jurídico. Ao depois, quer-se transitar pela estruturação do Poder Judiciário, composição e formação, bem como pelas suas características inquisitoriais, as quais reproduzem a hierarquização, a desigualdade, o conservadorismo, havendo por parte desse Poder uma aproximação da representação dada pelo senso comum à violência policial, com a sua consequente legitimação. Objetivamos verificar de que forma o Judiciário tem atuado nessa temática, razão pela qual a metodologia compreenderá revisão bibliográfica, documental e jurisprudencial, análise de decisões judiciais, além da coleta de dados empíricos, com observação participante e aplicação de entrevistas semiestruturadas.It is questioned what is the social representation of police violence for the State Magistracy of RS. What is considered lawful or not, given the mandate for the use of force for the police, due to the monopoly on the exercise of violence by the State, as well as what implications are drawn from the meaning given to this social phenomenon. Therefore, we justify the choice of the theme due to professional experience developed in front of the coordination of the Human Rights Reference Center of the Public Defender of RS. We assume that police violence is a structural and institutionalized phenomenon. With Lima, we reinforce the observation that the police work with a hierarchical concept of culture when classifying the population under surveillance, which the legal, official and unofficial ideology supports. Through the theory of social representations, we intend to verify how the Judiciary contributes to the construction of the social. With Bourdieu we intend to unveil this legal and judicial field, as well as, based on his propositions, we intend to demonstrate that police violence in Brazil, as it is incorporated into the regulatory structures of repression (Holloway), constitutes a structuring structure of Brazilian society itself and the legal field. Afterwards, we want to move through the structuring of the Judiciary, composition and training, as well as its inquisitorial characteristics, which reproduce hierarchization, inequality, conservatism, with this Power approaching the representation given by common sense to police violence, with its consequent legitimation. We aim to verify how the Judiciary has acted on this theme, which is why the methodology will include bibliographic, documentary and jurisprudential review, analysis of judicial decisions, in addition to the collection of empirical data, with participant observation and application of semi-structured interviews.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESPontifícia Universidade Católica do Rio Grande do SulEscola de HumanidadesBrasilPUCRSPrograma de Pós-Graduação em Ciências SociaisAzevedo, Rodrigo Ghiringhelli dehttp://lattes.cnpq.br/2323085679807602Muniz, Mariana Py,2022-08-26T18:53:27Z2021-03-26info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/10393porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RSinstname:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)instacron:PUC_RS2022-08-26T23:00:14Zoai:tede2.pucrs.br:tede/10393Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede2.pucrs.br/tede2/PRIhttps://tede2.pucrs.br/oai/requestbiblioteca.central@pucrs.br||opendoar:2022-08-26T23:00:14Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)false
dc.title.none.fl_str_mv Polícia! para quem precisa de justiça : como a magistratura representa a violência policial
title Polícia! para quem precisa de justiça : como a magistratura representa a violência policial
spellingShingle Polícia! para quem precisa de justiça : como a magistratura representa a violência policial
Muniz, Mariana Py,
Sociologia da Violência
Sociologia do Conhecimento
Violência Policial
Poder Judiciário
Democracia
Sociology of Violence
Sociology of Knowledge
Police Violence
Judicial Power
Democracy
OUTROS::CIENCIAS SOCIAIS
CIENCIAS HUMANAS::SOCIOLOGIA
title_short Polícia! para quem precisa de justiça : como a magistratura representa a violência policial
title_full Polícia! para quem precisa de justiça : como a magistratura representa a violência policial
title_fullStr Polícia! para quem precisa de justiça : como a magistratura representa a violência policial
title_full_unstemmed Polícia! para quem precisa de justiça : como a magistratura representa a violência policial
title_sort Polícia! para quem precisa de justiça : como a magistratura representa a violência policial
author Muniz, Mariana Py,
author_facet Muniz, Mariana Py,
author_role author
dc.contributor.none.fl_str_mv Azevedo, Rodrigo Ghiringhelli de
http://lattes.cnpq.br/2323085679807602
dc.contributor.author.fl_str_mv Muniz, Mariana Py,
dc.subject.por.fl_str_mv Sociologia da Violência
Sociologia do Conhecimento
Violência Policial
Poder Judiciário
Democracia
Sociology of Violence
Sociology of Knowledge
Police Violence
Judicial Power
Democracy
OUTROS::CIENCIAS SOCIAIS
CIENCIAS HUMANAS::SOCIOLOGIA
topic Sociologia da Violência
Sociologia do Conhecimento
Violência Policial
Poder Judiciário
Democracia
Sociology of Violence
Sociology of Knowledge
Police Violence
Judicial Power
Democracy
OUTROS::CIENCIAS SOCIAIS
CIENCIAS HUMANAS::SOCIOLOGIA
description Questiona-se qual é a representação social da violência policial para a magistratura do Estado do Rio Grande do Sul. O que se considera como lícito ou não, dado o mandato para a utilização da força destinado às polícias, em virtude do monopólio do exercício da violência por parte do Estado, bem como quais implicações se extraem do sentido conferido a esse fenômeno social. Para tanto, justificamos a escolha da temática em virtude de experiência profissional desenvolvida à frente da coordenação do Centro de Referência em Direitos Humanos da Defensoria Pública do Rio Grande do Sul. Temos como pressuposto que a violência policial é um fenômeno estrutural e institucionalizado. Com Lima, reforçamos a constatação de que a polícia trabalha com um conceito hierárquico de cultura ao classificar a população vigiada, o qual a ideologia jurídica, oficial e extraoficial, apoia. Pela teoria das representações sociais, tencionamos verificar de que forma o Judiciário contribui para a construção do social. Com Bourdieu pretendemos desvelar esse campo jurídico e judicial, bem como, com alicerce em suas proposições, pretendemos demonstrar que a violência policial no Brasil, por se encontrar incorporada às estruturas regulamentares de repressão (Holloway), constitui-se em estrutura estruturante da própria sociedade brasileira e do campo jurídico. Ao depois, quer-se transitar pela estruturação do Poder Judiciário, composição e formação, bem como pelas suas características inquisitoriais, as quais reproduzem a hierarquização, a desigualdade, o conservadorismo, havendo por parte desse Poder uma aproximação da representação dada pelo senso comum à violência policial, com a sua consequente legitimação. Objetivamos verificar de que forma o Judiciário tem atuado nessa temática, razão pela qual a metodologia compreenderá revisão bibliográfica, documental e jurisprudencial, análise de decisões judiciais, além da coleta de dados empíricos, com observação participante e aplicação de entrevistas semiestruturadas.
publishDate 2021
dc.date.none.fl_str_mv 2021-03-26
2022-08-26T18:53:27Z
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/doctoralThesis
format doctoralThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.uri.fl_str_mv https://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/10393
url https://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/10393
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/openAccess
eu_rights_str_mv openAccess
dc.format.none.fl_str_mv application/pdf
dc.publisher.none.fl_str_mv Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Escola de Humanidades
Brasil
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais
publisher.none.fl_str_mv Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Escola de Humanidades
Brasil
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS
instname:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)
instacron:PUC_RS
instname_str Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)
instacron_str PUC_RS
institution PUC_RS
reponame_str Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS
collection Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS
repository.name.fl_str_mv Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)
repository.mail.fl_str_mv biblioteca.central@pucrs.br||
_version_ 1850041309716283392