Pedra que te quero palavra : discursividade e semiose no (con)texto arqueológico da tradição Itaparica
| Ano de defesa: | 2010 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas BR PUCRS Programa de Pós-Graduação em História |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/2329 |
Resumo: | A reflexão primordial desta tese se concentra na constituição e apreensão da cultura material enquanto expressão textual, nas dimensões da discursividade e semiótica. A cultura material arqueológica da Tradição Itaparica, uma sociedade de caçadores e coletores, temporalmente demarcada no Holoceno Antigo, tanto é percebida como um texto silencioso lido e posteriormente sonorizado com palavras na denominação das coisas, quanto à própria escritura (arqueológica) decorrente desta leitura delineia um esboço ou imagem desta tradição. Neste sentido as noções de materialidade documental e as enunciações demarcadas numa formação discursiva, tais como: antiguidade, cientificidade, tipologia e cronologia se instituem de modo contundente no discurso de anunciação da Tradição Itaparica. A materialidade textual demarcada no discurso fundador desta tradição cultural arqueológica ressoa na extensão da polifonia, em que os arqueólogos Valentin Calderón, Armand Laroche e Pedro Ignácio Schmitz, entre o final dos anos 1960 e início dos anos 1980, foram os que imprimiram os maiores tons nas relações dialógicas acerca da comparabilidade entre a cultura material. No entanto, a voz de Pedro Ignácio Schmitz, um agente no campo científico da arqueologia brasileira, ao falar a partir do lugar em que ocupa nas instituições de pesquisa e ensino, e ao reforçar um fato científico mediante a geração de textos que decorreram de sua escritura, assegura a afirmação dessa tradição cultural arqueológica. As coisas da cultura material da Tradição Itaparica, numa segunda e mais nova geração de textos, onde são priorizados os estudos tecnológicos mediante análises das cadeias operatórias, proporcionam a identificação de um sistema semiótico dos objetos, tendo em vista os eixos sintagmáticos e paradigmáticos quando da descrição das seqüências de lascamentos no ato de criação das coisas. Ainda na ordem dos signos, em alguns museus abertos à visitação pública, estão expostos alguns objetos concebidos, usados e abandonados por homens e/ou mulheres da Tradição Itaparica. Nestes espaços, predominantemente a lesma (um instrumentos planoconvexo, eleito o fóssil-guia desta tradição) é revestida por duas das mais conhecidas figuras de linguagem: a metáfora e a metonímia, também recorrentes na narrativa discursiva e textual-escrita da Tradição Itaparica, no campo científico da arqueologia brasileira. |
| id |
P_RS_6a950ef527283ef612f751bfdc44d757 |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:tede2.pucrs.br:tede/2329 |
| network_acronym_str |
P_RS |
| network_name_str |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS |
| repository_id_str |
|
| spelling |
Pedra que te quero palavra : discursividade e semiose no (con)texto arqueológico da tradição ItaparicaPRÉ-HISTÓRIAARQUEOLOGIACULTURA MATERIALSEMIÓTICADISCURSOSNARRATIVA - SEMIOLOGIAMUSEUS ARQUEOLÓGICOSCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::HISTORIAA reflexão primordial desta tese se concentra na constituição e apreensão da cultura material enquanto expressão textual, nas dimensões da discursividade e semiótica. A cultura material arqueológica da Tradição Itaparica, uma sociedade de caçadores e coletores, temporalmente demarcada no Holoceno Antigo, tanto é percebida como um texto silencioso lido e posteriormente sonorizado com palavras na denominação das coisas, quanto à própria escritura (arqueológica) decorrente desta leitura delineia um esboço ou imagem desta tradição. Neste sentido as noções de materialidade documental e as enunciações demarcadas numa formação discursiva, tais como: antiguidade, cientificidade, tipologia e cronologia se instituem de modo contundente no discurso de anunciação da Tradição Itaparica. A materialidade textual demarcada no discurso fundador desta tradição cultural arqueológica ressoa na extensão da polifonia, em que os arqueólogos Valentin Calderón, Armand Laroche e Pedro Ignácio Schmitz, entre o final dos anos 1960 e início dos anos 1980, foram os que imprimiram os maiores tons nas relações dialógicas acerca da comparabilidade entre a cultura material. No entanto, a voz de Pedro Ignácio Schmitz, um agente no campo científico da arqueologia brasileira, ao falar a partir do lugar em que ocupa nas instituições de pesquisa e ensino, e ao reforçar um fato científico mediante a geração de textos que decorreram de sua escritura, assegura a afirmação dessa tradição cultural arqueológica. As coisas da cultura material da Tradição Itaparica, numa segunda e mais nova geração de textos, onde são priorizados os estudos tecnológicos mediante análises das cadeias operatórias, proporcionam a identificação de um sistema semiótico dos objetos, tendo em vista os eixos sintagmáticos e paradigmáticos quando da descrição das seqüências de lascamentos no ato de criação das coisas. Ainda na ordem dos signos, em alguns museus abertos à visitação pública, estão expostos alguns objetos concebidos, usados e abandonados por homens e/ou mulheres da Tradição Itaparica. Nestes espaços, predominantemente a lesma (um instrumentos planoconvexo, eleito o fóssil-guia desta tradição) é revestida por duas das mais conhecidas figuras de linguagem: a metáfora e a metonímia, também recorrentes na narrativa discursiva e textual-escrita da Tradição Itaparica, no campo científico da arqueologia brasileira.Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do SulFaculdade de Filosofia e Ciências HumanasBRPUCRSPrograma de Pós-Graduação em HistóriaHilbert, Klaus Peter Kristianhttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4783896Z7Nascimento, Marcélia Marques do2015-04-14T13:47:03Z2010-04-122010-03-30info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfNASCIMENTO, Marcélia Marques do. Pedra que te quero palavra : discursividade e semiose no (con)texto arqueológico da tradição Itaparica. 2010. 197 f. Tese (Doutorado em História) - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2010.http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/2329porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RSinstname:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)instacron:PUC_RS2015-04-30T11:15:34Zoai:tede2.pucrs.br:tede/2329Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede2.pucrs.br/tede2/PRIhttps://tede2.pucrs.br/oai/requestbiblioteca.central@pucrs.br||opendoar:2015-04-30T11:15:34Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)false |
| dc.title.none.fl_str_mv |
Pedra que te quero palavra : discursividade e semiose no (con)texto arqueológico da tradição Itaparica |
| title |
Pedra que te quero palavra : discursividade e semiose no (con)texto arqueológico da tradição Itaparica |
| spellingShingle |
Pedra que te quero palavra : discursividade e semiose no (con)texto arqueológico da tradição Itaparica Nascimento, Marcélia Marques do PRÉ-HISTÓRIA ARQUEOLOGIA CULTURA MATERIAL SEMIÓTICA DISCURSOS NARRATIVA - SEMIOLOGIA MUSEUS ARQUEOLÓGICOS CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::HISTORIA |
| title_short |
Pedra que te quero palavra : discursividade e semiose no (con)texto arqueológico da tradição Itaparica |
| title_full |
Pedra que te quero palavra : discursividade e semiose no (con)texto arqueológico da tradição Itaparica |
| title_fullStr |
Pedra que te quero palavra : discursividade e semiose no (con)texto arqueológico da tradição Itaparica |
| title_full_unstemmed |
Pedra que te quero palavra : discursividade e semiose no (con)texto arqueológico da tradição Itaparica |
| title_sort |
Pedra que te quero palavra : discursividade e semiose no (con)texto arqueológico da tradição Itaparica |
| author |
Nascimento, Marcélia Marques do |
| author_facet |
Nascimento, Marcélia Marques do |
| author_role |
author |
| dc.contributor.none.fl_str_mv |
Hilbert, Klaus Peter Kristian http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4783896Z7 |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Nascimento, Marcélia Marques do |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
PRÉ-HISTÓRIA ARQUEOLOGIA CULTURA MATERIAL SEMIÓTICA DISCURSOS NARRATIVA - SEMIOLOGIA MUSEUS ARQUEOLÓGICOS CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::HISTORIA |
| topic |
PRÉ-HISTÓRIA ARQUEOLOGIA CULTURA MATERIAL SEMIÓTICA DISCURSOS NARRATIVA - SEMIOLOGIA MUSEUS ARQUEOLÓGICOS CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::HISTORIA |
| description |
A reflexão primordial desta tese se concentra na constituição e apreensão da cultura material enquanto expressão textual, nas dimensões da discursividade e semiótica. A cultura material arqueológica da Tradição Itaparica, uma sociedade de caçadores e coletores, temporalmente demarcada no Holoceno Antigo, tanto é percebida como um texto silencioso lido e posteriormente sonorizado com palavras na denominação das coisas, quanto à própria escritura (arqueológica) decorrente desta leitura delineia um esboço ou imagem desta tradição. Neste sentido as noções de materialidade documental e as enunciações demarcadas numa formação discursiva, tais como: antiguidade, cientificidade, tipologia e cronologia se instituem de modo contundente no discurso de anunciação da Tradição Itaparica. A materialidade textual demarcada no discurso fundador desta tradição cultural arqueológica ressoa na extensão da polifonia, em que os arqueólogos Valentin Calderón, Armand Laroche e Pedro Ignácio Schmitz, entre o final dos anos 1960 e início dos anos 1980, foram os que imprimiram os maiores tons nas relações dialógicas acerca da comparabilidade entre a cultura material. No entanto, a voz de Pedro Ignácio Schmitz, um agente no campo científico da arqueologia brasileira, ao falar a partir do lugar em que ocupa nas instituições de pesquisa e ensino, e ao reforçar um fato científico mediante a geração de textos que decorreram de sua escritura, assegura a afirmação dessa tradição cultural arqueológica. As coisas da cultura material da Tradição Itaparica, numa segunda e mais nova geração de textos, onde são priorizados os estudos tecnológicos mediante análises das cadeias operatórias, proporcionam a identificação de um sistema semiótico dos objetos, tendo em vista os eixos sintagmáticos e paradigmáticos quando da descrição das seqüências de lascamentos no ato de criação das coisas. Ainda na ordem dos signos, em alguns museus abertos à visitação pública, estão expostos alguns objetos concebidos, usados e abandonados por homens e/ou mulheres da Tradição Itaparica. Nestes espaços, predominantemente a lesma (um instrumentos planoconvexo, eleito o fóssil-guia desta tradição) é revestida por duas das mais conhecidas figuras de linguagem: a metáfora e a metonímia, também recorrentes na narrativa discursiva e textual-escrita da Tradição Itaparica, no campo científico da arqueologia brasileira. |
| publishDate |
2010 |
| dc.date.none.fl_str_mv |
2010-04-12 2010-03-30 2015-04-14T13:47:03Z |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/doctoralThesis |
| format |
doctoralThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
NASCIMENTO, Marcélia Marques do. Pedra que te quero palavra : discursividade e semiose no (con)texto arqueológico da tradição Itaparica. 2010. 197 f. Tese (Doutorado em História) - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2010. http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/2329 |
| identifier_str_mv |
NASCIMENTO, Marcélia Marques do. Pedra que te quero palavra : discursividade e semiose no (con)texto arqueológico da tradição Itaparica. 2010. 197 f. Tese (Doutorado em História) - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2010. |
| url |
http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/2329 |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/openAccess |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.format.none.fl_str_mv |
application/pdf |
| dc.publisher.none.fl_str_mv |
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas BR PUCRS Programa de Pós-Graduação em História |
| publisher.none.fl_str_mv |
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas BR PUCRS Programa de Pós-Graduação em História |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS instname:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) instacron:PUC_RS |
| instname_str |
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) |
| instacron_str |
PUC_RS |
| institution |
PUC_RS |
| reponame_str |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS |
| collection |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS |
| repository.name.fl_str_mv |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) |
| repository.mail.fl_str_mv |
biblioteca.central@pucrs.br|| |
| _version_ |
1850041246619271168 |