Avaliação do uso de bagaço de malte em esferas de alginato aplicadas em biorremediação de hidrocarbonetos alifáticos do petróleo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Eichler, Paulo
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Escola Politécnica
Brasil
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Tecnologia de Materiais
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/10572
Resumo: A biorremediação de contaminação de derramamento de petróleo, através de encapsulamento de microrganismos degradadores de hidrocarbonetos em esferas de alginato se apresenta atualmente como uma alternativa de grande interesse pelo relativo baixo custo e menor impacto ambiental que as tradicionais soluções (químicas e físicas). O presente trabalho teve como objetivo avaliar o uso de Bagaço de Malte (BM) como uma fonte de nutrientes de baixo custo, que podem ser inseridos em esferas de alginato a fim de auxiliar no crescimento inicial dos microrganismos, sem alterar negativamente as propriedades mecânicas das esferas. As esferas foram produzidas com 1% (m/m) de alginato de sódio, 1% (m/m) de consórcio comercial de microrganismos e variadas composições de BM. Foram avaliados o crescimento inicial dos microrganismos, caracterizações das esferas e biodegradação de hidrocarbonetos alifáticos usando diferentes composições de BM em esferas de alginato. Observou-se maior crescimento inicial de microrganismos nas esferas com maior composição de BM, no entanto a incorporação de 3% de BM apresentou maior módulo de elasticidade (398 kPa). O ensaio de biorremediação, em 40 dias, mostrou que, para a fração de hidrocarbonetos alifáticos de C12 até C27, existe uma tendência de que maiores concentração de BM nas esferas aumenta também a porcentagem de biorremediação. As esferas com 5% de BM apresentaram os melhores resultados de biorremediação com porcentagem média geral de 75% e porcentagens médias de 81%, 64% e 61% para hidrocarbonetos de cadeia média (C12 a C18), hidrocarbonetos de cadeia longa (C19 a C27) e isoprenóides (pristano e fitano), respectivamente.
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