O estatuto transcendente das perfectiones simpliciter na metafísica de João Duns Scotus
| Ano de defesa: | 2013 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas BR PUCRS Programa de Pós-Graduação em Filosofia |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/2921 |
Resumo: | A presente tese de doutoramento tem por finalidade defender o estatuto transcendente das perfeições puras. A fim de confirmarmos nossa hipótese, o presente trabalho adota o seguinte percurso: na Introdução, apresentamos os principais elementos da metafísica pré-scotista que mais influenciaram o sistema do Doctor Subtilis. Três são os passos dados: a concepção de ciência e a de metafísica da substância apresentadas por Aristóteles; a discussão acerca do objeto de estudo da filosofia primeira ocorrida entre os árabes medievais, em especial, nas filosofias de Avicena e Averróis; os conceitos de ente e de ordem essencial em Henrique de Gand. De posse desses elementos, o capítulo primeiro contextualiza a concepção scotista de metafísica. Aborda-se os seguintes temas: o conceito e o objeto da metafísica de acordo com Duns Scotus; o conceito ente como primeiro objeto do intelecto humano; a univocidade do termo ente ; o assim denominado segundo começo da metafísica. Visto ser o ente a primeira classe das noções transcendentes, a metafísica scotista se configura não apenas como ontologia, mas também como ciência dos transcendentes. Nesse sentido, torna-se necessário explicitar a noção de transcendente proposta por Duns Scotus, bem como abordar as demais classes de transcendentes, a saber: os atributos coextensíveis com o ente, os atributos disjuntivos e as perfeições puras. Levar a cabo essa tarefa constitui-se no objetivo de nosso segundo capítulo. Até onde se conhece, o De primo principio é o primeiro tratado absolutamente filosófico dedicado a provar a existência de Deus escrito por um filósofo latino medieval. Por conseguinte, essa é a obra de análise mais detida no cerne de nossa tese e que se constitui no terceiro capítulo do presente trabalho. Por fim, nosso quarto e último capítulo apresenta duas vias a favor do estatuto transcendente das perfeições puras. |
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O estatuto transcendente das perfectiones simpliciter na metafísica de João Duns ScotusFILOSOFIA MEDIEVALMETAFÍSICADUNS SCOTUS, JOHN - CRÍTICA E INTERPRETAÇÃOTRANSCEDENTALISMOCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIAA presente tese de doutoramento tem por finalidade defender o estatuto transcendente das perfeições puras. A fim de confirmarmos nossa hipótese, o presente trabalho adota o seguinte percurso: na Introdução, apresentamos os principais elementos da metafísica pré-scotista que mais influenciaram o sistema do Doctor Subtilis. Três são os passos dados: a concepção de ciência e a de metafísica da substância apresentadas por Aristóteles; a discussão acerca do objeto de estudo da filosofia primeira ocorrida entre os árabes medievais, em especial, nas filosofias de Avicena e Averróis; os conceitos de ente e de ordem essencial em Henrique de Gand. De posse desses elementos, o capítulo primeiro contextualiza a concepção scotista de metafísica. Aborda-se os seguintes temas: o conceito e o objeto da metafísica de acordo com Duns Scotus; o conceito ente como primeiro objeto do intelecto humano; a univocidade do termo ente ; o assim denominado segundo começo da metafísica. Visto ser o ente a primeira classe das noções transcendentes, a metafísica scotista se configura não apenas como ontologia, mas também como ciência dos transcendentes. Nesse sentido, torna-se necessário explicitar a noção de transcendente proposta por Duns Scotus, bem como abordar as demais classes de transcendentes, a saber: os atributos coextensíveis com o ente, os atributos disjuntivos e as perfeições puras. Levar a cabo essa tarefa constitui-se no objetivo de nosso segundo capítulo. Até onde se conhece, o De primo principio é o primeiro tratado absolutamente filosófico dedicado a provar a existência de Deus escrito por um filósofo latino medieval. Por conseguinte, essa é a obra de análise mais detida no cerne de nossa tese e que se constitui no terceiro capítulo do presente trabalho. Por fim, nosso quarto e último capítulo apresenta duas vias a favor do estatuto transcendente das perfeições puras.This PhD thesis aims to defend the transcendent status of pure perfections. In order to confirm our hypothesis, this study adopts the following route: in the introduction, we present the main elements of metaphysics before Duns Scotus that most influenced the Doctor Subtilis s system. There are three steps: the conception of science and metaphysics of substance put forward by Aristotle; the discussion about the object of study of first philosophy between the medieval Arabs, in particular, in the philosophies of Avicenna and Averroes; the concepts of being and essential order on Henry of Ghent. Holding these elements in mind, the first chapter contextualizes the scotistic conception of metaphysics. It deals with the following themes: the concept and the object of metaphysics according to Duns Scotus; the concept of being as the first object of human intellect; the univocity of being; the so called "second beginning of metaphysics". Since being is the first class of transcendent notions, scotistic metaphysics is configured not only as ontology, but also as a transcendent science. In this sense, it is necessary to clarify the concept of transcendent proposed by Duns Scotus, as well as dealing with transcendent classes too, namely: the coextensive attributes, the disjunctive attributes and the pure perfections. To carry out this task is the goal of our second chapter. As far as is known, the De primo principio is the first philosophical treatise entirely dedicated to prove the existence of God written by a Medieval Latin philosopher. Therefore, we center our discussion in this work which is the aim of the third chapter of the present study. Finally, our fourth and last chapter presents two ways in favor of the transcendent status of pure perfections.Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do SulFaculdade de Filosofia e Ciências HumanasBRPUCRSPrograma de Pós-Graduação em FilosofiaPich, Roberto Hofmeisterhttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4737862E1Leite, Thiago Soares2015-04-14T13:55:19Z2013-05-272013-04-03info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfLEITE, Thiago Soares. O estatuto transcendente das perfectiones simpliciter na metafísica de João Duns Scotus. 2013. 56 f. Tese (Doutorado em Filosofia) - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2013.http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/2921porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RSinstname:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)instacron:PUC_RS2015-04-30T11:15:36Zoai:tede2.pucrs.br:tede/2921Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede2.pucrs.br/tede2/PRIhttps://tede2.pucrs.br/oai/requestbiblioteca.central@pucrs.br||opendoar:2015-04-30T11:15:36Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)false |
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