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A virtualização da experiência de si : um estudo sobre os novos modos de subjetivação na era dos algoritmos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Primo, Guilherme de Brito
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Escola de Humanidades
Brasil
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Filosofia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/10712
Resumo: Nossa hipótese busca responder a tese de uma governamentalidade algorítmica, conforme desenvolvida pelos filósofos Antoinette Rouvroy e Thomas Berns, em sua problematização crítica aos dispositivos algorítmicos segundo o arcabouço teórico foucaultiano. A nossa aposta é tomar, como objeto de estudo, um núcleo cultural determinado: de modo geral, a tecnomediação da vida pelos dispositivos algorítmicos, como as redes sociais – que vai adquirir o seu volume no cruzamento, na articulação, entre as dimensões das formas de governamentalidade e das técnicas de subjetivação, através das novas modalidades de veridicção virtuais, que aqui procuramos designar por meio da noção de “virtualização da experiência de si”. A virtualização da experiência de si corresponde, segundo nossa hipótese, ao conjunto das práticas de si, ou práticas de engajamento, que articulam a dialética entre o virtual e o atual (analógico), produzindo, assim, efeitos de subjetividade. Na medida em que a hiperconectividade alterou profundamente a experiência do espaço e do tempo, impuseram-se, também, novas disposições subjetivas: uma nova disposição das maneiras de pensar, sentir, desejar, de perceber o mundo e as relações, bem como, viabilizadora de novas possibilidades de imaginar, apresentar e performar o si-mesmo. Desta forma, nossa hipótese busca sustentar que o processo de desdobramento da subjetividade através das práticas, ou de virtualização da experiência de si, no escopo das tecnologias algorítmicas, é contínuo, transparente, recíproco, fragmentário e fluido, de maneira que não se trata de colocarmos em questão um si-mesmo imanente, previamente existente, explicado por aproximações metanarrativas ou por um determinismo tecnológico, mas que se coloca numa relação ativa com estes dispositivos técnicos.
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spelling A virtualização da experiência de si : um estudo sobre os novos modos de subjetivação na era dos algoritmosGovernamentalidadeMichel FoucaultSubjetivaçãoConfissãoAlgoritmosGovernmentalitySubjectivationConfessionAlgorithmsGouvernementalitéSubjectivationAveuAlgorithmesCIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIANossa hipótese busca responder a tese de uma governamentalidade algorítmica, conforme desenvolvida pelos filósofos Antoinette Rouvroy e Thomas Berns, em sua problematização crítica aos dispositivos algorítmicos segundo o arcabouço teórico foucaultiano. A nossa aposta é tomar, como objeto de estudo, um núcleo cultural determinado: de modo geral, a tecnomediação da vida pelos dispositivos algorítmicos, como as redes sociais – que vai adquirir o seu volume no cruzamento, na articulação, entre as dimensões das formas de governamentalidade e das técnicas de subjetivação, através das novas modalidades de veridicção virtuais, que aqui procuramos designar por meio da noção de “virtualização da experiência de si”. A virtualização da experiência de si corresponde, segundo nossa hipótese, ao conjunto das práticas de si, ou práticas de engajamento, que articulam a dialética entre o virtual e o atual (analógico), produzindo, assim, efeitos de subjetividade. Na medida em que a hiperconectividade alterou profundamente a experiência do espaço e do tempo, impuseram-se, também, novas disposições subjetivas: uma nova disposição das maneiras de pensar, sentir, desejar, de perceber o mundo e as relações, bem como, viabilizadora de novas possibilidades de imaginar, apresentar e performar o si-mesmo. Desta forma, nossa hipótese busca sustentar que o processo de desdobramento da subjetividade através das práticas, ou de virtualização da experiência de si, no escopo das tecnologias algorítmicas, é contínuo, transparente, recíproco, fragmentário e fluido, de maneira que não se trata de colocarmos em questão um si-mesmo imanente, previamente existente, explicado por aproximações metanarrativas ou por um determinismo tecnológico, mas que se coloca numa relação ativa com estes dispositivos técnicos.Our hypothesis seeks to respond to the thesis of an algorithmic governmentality, as developed by the philosophers Antoinette Rouvroy and Thomas Berns, in their critical questioning of algorithmic devices according to the Foucauldian theoretical framework. Our bet is to take, as an object of study, a determined cultural nucleus: in general, the technomediation of life by algorithmic devices, such as social networks – which will acquire its volume in the intersection, in the articulation, between the dimensions of forms of governmentality and subjectivation techniques, through the new modalities of virtual veridiction, which we try to designate here through the notion of “virtualization of the experience of the self”. The virtualization of the experience of the self corresponds, according to our hypothesis, to the set of practices of the self, or engagement practices, which articulate the dialectic between the virtual and the actual (analog), thus producing subjectivity effects. As hyperconnectivity profoundly altered the experience of space and time, new subjective dispositions were also imposed: a new disposition of ways of thinking, feeling, desiring, perceiving the world and relationships, as well as, enabling new possibilities of imagining, presenting and performing the self. In this way, our hypothesis seeks to support that the process of subjectivity control through practices, or of virtualization of the experience of oneself, in the scope of algorithmic technologies, is continuous, transparent, reciprocal, fragmentary and fluid, in a way that it is not a matter of we call into question an immanent, previously existing self, explained by metanarrative approaches or by a technological determinism, but which is placed in an active relationship with these technical devices.Notre hypothèse vise à répondre à la thèse d'une gouvernementalité algorithmique, telle que développée par les philosophes Antoinette Rouvroy et Thomas Berns, dans leur questionnement critique des dispositifs algorithmiques selon le cadre théorique foucaldien. Notre pari est de prendre comme objet d'étude un noyau culturel déterminé: en général, la technomédiation de la vie par des dispositifs algorithmiques, comme les réseaux sociaux – qui prendra son volume dans l'intersection, dans l'articulation, entre les dimensions de formes de gouvernementalité et techniques de subjectivation, à travers les nouvelles modalités de véridiction virtuelle, que nous essayons de désigner ici à travers la notion de « virtualisation de l'expérience de soi ». La virtualisation de l'expérience de soi correspond, selon notre hypothèse, à l'ensemble des pratiques de soi, ou pratiques d'engagement, qui articulent la dialectique entre le virtuel et l'actuel (analogique), produisant ainsi des effets de subjectivité. Comme l'hyperconnectivité a profondément modifié l'expérience de l'espace et du temps, de nouvelles dispositions subjectives se sont également imposées: une nouvelle disposition des façons de penser, de sentir, de désirer, de percevoir le monde et les relations, ainsi que de nouvelles possibilités d'imaginer, de présenter et d'effectuer le soi. De cette façon, notre hypothèse vise à soutenir que le processus de contrôle de la subjectivité par les pratiques, ou de virtualisation de l'expérience de soi, dans le cadre des technologies algorithmiques, est continu, transparent, réciproque, fragmentaire et fluide, d'une manière qu’il ne s'agit pas de problématiser un « soi » immanent, préexistant, expliqué par des approches métanarratives ou par un déterminisme technologique, mais qui est mis en relation active avec ces dispositifs techniques.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESPontifícia Universidade Católica do Rio Grande do SulEscola de HumanidadesBrasilPUCRSPrograma de Pós-Graduação em FilosofiaCastro, Fabio Caprio Leite dehttp://lattes.cnpq.br/6516490021035286Primo, Guilherme de Brito2023-04-17T12:11:17Z2023-03-13info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/10712porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RSinstname:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)instacron:PUC_RS2025-04-24T13:14:21Zoai:tede2.pucrs.br:tede/10712Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede2.pucrs.br/tede2/PRIhttps://tede2.pucrs.br/oai/requestbiblioteca.central@pucrs.br||opendoar:2025-04-24T13:14:21Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)false
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