Déficits no reconhecimento de faces emocionais em crianças com traços callous-unemotional

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Grizon, Ângela
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Faculdade de Psicologia
Brasil
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Psicologia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/6667
Resumo: Introdução: traços callous-unemotional (CA/U) constituem o componente afetivo deficitário, nuclear que caracteriza a psicopatia. A presença de traços CA/U e problemas de conduta (PC) na infância, tem sido apontado como preditor da consolidação da psicopatia na vida adulta. Pesquisas que avaliaram os déficits no processamento emocional de indivíduos psicopatas, detectaram prejuízos no reconhecimento de emoções expressas através da face. Com o propósito de identificar precocemente os traços desse transtorno e, em especial, dos déficits associados ao componente afetivo-emocional, especialmente o reconhecimento de expressões faciais, estudos com amostras de crianças e adolescentes tem apontado resultados semelhantes, porém não há um padrão metodológico para a aplicação de tarefas de reconhecimento de expressões faciais. Portanto, o Estudo I dessa dissertação, apresentou como objetivo geral investigar diferenças no processamento emocional de crianças com PC, com ou sem a presença de traços CA/U, e grupo-controle. O Estudo II teve como objetivo verificar se o quociente de inteligência é um moderador no processamento de faces emocionais em crianças com traços CA/U+. Método: Crianças com idades entre seis e oito anos de escolas da cidade de Porto Alegre – Brasil foram avaliadas com base nos escores do ICU (ICU ≥ 35) e da sub-escala PC do SDQ (≥ 5), através dos professores. No estudo I participaram 50 crianças divididas em três grupos: 1) 14 crianças com CA/U+PC+; 2) 6 crianças com CA/U-PC+; e 4) 30 crianças com baixa ou nenhuma pontuação na sub-escala CP do SDQ (≤ 3) e nos escores totais do ICU (≤ 24) e sem suspeita de presença de nenhum transtorno invasivo do desenvolvimento (TID). No segundo estudo, as 49 crianças que compuseram a amostra formaram dois grupos: 1) 22 crianças com CA/U+ (ICU (ICU ≥ 35); e 2) 37 crianças com CA/U- (ICU< 24). Em ambos os estudos as crianças realizaram uma tarefa de reconhecimento de expressões faciais. Resultados: No Estudo I o grupo CA/U+PC+, apresentou déficits na acurácia das emoções em geral (p<0,05) e na emoção de medo (p<0,05), quando comparado ao grupos-controle. No Estudo II o grupo CA/U+ mostrou déficits no reconhecimento da emoção de medo (p<0,05) em comparação com o grupo CA/U-. Os déficits para reconhecer a expressão de medo não apresentaram associação com o QI estimado, mas sim a presença elevada de traços CA/U. Conclusão: Os resultados dessa dissertação confirmam que crianças com PC e presença elevada de traços CA/U exibem prejuízos para reconhecer expressões faciais emocionais de modo geral, bem como para reconhecer a emoção de medo, quando comparadas ao grupo-controle. Ainda, os déficits no reconhecimento da emoção de medo em crianças com presença elevada de traços CA/U, não demonstrou estar associada com os escores do QI estimado, mas sim, apenas, pela presença dos traços CA/U.
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Com o propósito de identificar precocemente os traços desse transtorno e, em especial, dos déficits associados ao componente afetivo-emocional, especialmente o reconhecimento de expressões faciais, estudos com amostras de crianças e adolescentes tem apontado resultados semelhantes, porém não há um padrão metodológico para a aplicação de tarefas de reconhecimento de expressões faciais. Portanto, o Estudo I dessa dissertação, apresentou como objetivo geral investigar diferenças no processamento emocional de crianças com PC, com ou sem a presença de traços CA/U, e grupo-controle. O Estudo II teve como objetivo verificar se o quociente de inteligência é um moderador no processamento de faces emocionais em crianças com traços CA/U+. Método: Crianças com idades entre seis e oito anos de escolas da cidade de Porto Alegre – Brasil foram avaliadas com base nos escores do ICU (ICU ≥ 35) e da sub-escala PC do SDQ (≥ 5), através dos professores. No estudo I participaram 50 crianças divididas em três grupos: 1) 14 crianças com CA/U+PC+; 2) 6 crianças com CA/U-PC+; e 4) 30 crianças com baixa ou nenhuma pontuação na sub-escala CP do SDQ (≤ 3) e nos escores totais do ICU (≤ 24) e sem suspeita de presença de nenhum transtorno invasivo do desenvolvimento (TID). No segundo estudo, as 49 crianças que compuseram a amostra formaram dois grupos: 1) 22 crianças com CA/U+ (ICU (ICU ≥ 35); e 2) 37 crianças com CA/U- (ICU< 24). Em ambos os estudos as crianças realizaram uma tarefa de reconhecimento de expressões faciais. Resultados: No Estudo I o grupo CA/U+PC+, apresentou déficits na acurácia das emoções em geral (p<0,05) e na emoção de medo (p<0,05), quando comparado ao grupos-controle. No Estudo II o grupo CA/U+ mostrou déficits no reconhecimento da emoção de medo (p<0,05) em comparação com o grupo CA/U-. Os déficits para reconhecer a expressão de medo não apresentaram associação com o QI estimado, mas sim a presença elevada de traços CA/U. Conclusão: Os resultados dessa dissertação confirmam que crianças com PC e presença elevada de traços CA/U exibem prejuízos para reconhecer expressões faciais emocionais de modo geral, bem como para reconhecer a emoção de medo, quando comparadas ao grupo-controle. Ainda, os déficits no reconhecimento da emoção de medo em crianças com presença elevada de traços CA/U, não demonstrou estar associada com os escores do QI estimado, mas sim, apenas, pela presença dos traços CA/U.Background: Callous-unemotional traits include the nuclear affective deficit component which characterizes psychopathy. The presence of conduct problems (CP) with callous-unemotional traits (CA/U) in childhood has been suggested as a predictor of psychopathy in adulthood. Studies that investigated the deficits in emotional processing of psychopathic individuals found impairment in their ability to recognize emotions expressed by the face. In order to identify early traits of this disorder and, in particular, the deficits associated with the affective-emotional component, especially the recognition of facial expressions, studies with samples of children and adolescents have indicated similar results, but still there is no methodological convergence. Considering the data already found, the Study I of this dissertation, presented as a general goal, is to investigate, through the recognition of emotional faces, if there are differences between the processing of emotional faces in children with conduct problems, with or without the presence of callous-unemotional traits, and a control group. Study II aimed to verify that the intelligence quotient (IQ) is a moderator in the deficit of emotional processing in children with callous-unemotional traits. Method: Children between the ages six and eight from schools in the city of Porto Alegre, Brazil were evaluated based on the scores from the ICU teachers’ version (ICU ≥ 35) and CP SDQ subscale (≥ 5). In Study I, 50 children participated and were divided into three groups: 1) 14 children with CA/U+CP+; 2) 6 children with CA/U-CP+; and 4) 30 children without the presence of any pervasive developmental disorder (PDD). In the second study, the 49 children that were included in the sample formed two groups: 1) 22 children with CA/U+; and 2) 27 children with CA/U- based on the ICU teachers scores (≥ 35 ICU and ICU <24). In both studies children performed a task of facial expression recognition. Results: Study I group CA/U+CP+ revealed deficits in recognizing emotional facial expressions in general (p <0.05), as well as fear expressions, when compared to the control group. In Study II the CA/U+ group revealed that the deficits in recognizing the emotion of fear is not related to estimated IQ scores, but rather is related to the high presence of CA/U traits. Conclusion: The results from this dissertation confirm the poorer performance in recognizing emotional facial expressions in general, as well as deficits in recognizing the emotion of fear, among children with CA/U traits and conduct problems, when compared with the control group. Furthermore, in accordance with our hypothesis, deficits in recognizing the emotion of fear among group CA/U+ children are not explained by estimated IQ scores, but rather by the presence of CA/U+ traits.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESPontifícia Universidade Católica do Rio Grande do SulFaculdade de PsicologiaBrasilPUCRSPrograma de Pós-Graduação em PsicologiaArgimon, Irani Iracema de Lima359.963.900-00http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4779222D5Grizon, Ângela2016-05-13T12:58:01Z2016-03-17info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/6667porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RSinstname:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)instacron:PUC_RS2016-05-13T15:00:37Zoai:tede2.pucrs.br:tede/6667Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede2.pucrs.br/tede2/PRIhttps://tede2.pucrs.br/oai/requestbiblioteca.central@pucrs.br||opendoar:2016-05-13T15:00:37Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)false
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