O ser-conhecido e o ser-não-conhecido em o Sofista de Platão

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Zamboni, Luís Antonio
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Escola de Humanidades
Brasil
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Filosofia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
God
Link de acesso: https://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/11007
Resumo: Na presente dissertação se adentra na obra O Sofista de Platão e se faz o enfrentamento do conceito fundamental ser, implícito na ontologia-epistêmica-discursiva platônica, para demonstrar a possibilidade do falso nos discursos retóricos dos sofistas. Assim, tem-se como problema central a suposição da resolução de um problema ontológico, relativo ao não-ser, a partir de uma abordagem epistêmica-discursiva para se chegar ao ser-conhecido e ao ser-não-conhecido, numa ontologia intelectualizante, em Parmênides e em Platão. Para tanto, faz-se o estudo do poema Sobre a Natureza de Parmênides e se aponta que a tese parmenidiana não é falaciosa, tendo em vista que o poema, ao vetar o não-ser, veta-o no escopo do universo dos reais, “r”, e ainda, a tese de Parmênides não é falaciosa porque, na elevada instância Existência, para além do Espaço, do Uno, das Formas e das Ideias Matemáticas, ela é a mesma em si mesma, e resiste, em repouso, a contradição do movimento. Na presente dissertação ainda: carreia-se uma narrativa da obra; apontam-se aspectos panorâmicos do pensamento platônico; demonstra-se à possibilidade de uma ontologia-epistêmica-discursiva; discorre-se sobre os sumos gêneros do ser: movimento, repouso, próprio ser, mesmo e outro, possibilitando o pensar sobre o ser-conhecido e o ser-não-conhecido que é ser, de modo que no universo do Absoluto, na Existência, no Espaço, no Uno e na Díade Indeterminada, não há não-ser, porque o não-ser é apenas outro nome dado ao ser, em alteridade. Ainda, apresenta-se o Si-conhecido e o Si-não-conhecido. Conduz-se do dualismo ao uno, no Bem e na Unicidade ou no Todo de Deus. Implica-se na onisciência Divina, tangente ao devir, ao futuro. E se aponta a corresponsabilidade entre criaturas e Criador, ordenados e Ordenador. Para tanto é composta de sete capítulos e utiliza o método da revisão bibliográfica.
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