Probabilidade de artrite reumatóide a partir da testagem para fator reumatóide e anticorpos antipeptídeo citrulinado cíclico

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2005
Autor(a) principal: Silveira, Inês Guimarães da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Faculdade de Medicina
BR
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Medicina e Ciências da Saúde
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/1607
Resumo: INTRODUÇÃO: O diagnóstico precoce da artrite reumatóide (AR) é fundamental para a decisão terapêutica e para o prognóstico. O fator reumatóide (FR) é o teste clássico na triagem para AR, enquanto o teste para anticorpo antipeptídeo citrulinado cíclico (anti-CCP) é potencialmente mais específico. OBJETIVO: Avaliar a probabilidade de AR em uma população brasileira nãoselecionada a partir da testagem do fator reumatóide (FR) e do anti-CCP. MATERIAL E MÉTODOS: Foram selecionados 1025 soros consecutivos para quais foi solicitado FR no laboratório central de referência para atendimentos primário, secundário e terciário, independente do motivo ou da origem da solicitação, no período de 6 meses. Foram realizados os testes do FR IgM por nefelometria (Dade Behring, Marburg, Alemanha) e do anti-CCP IgG de segunda geração por ELISA (Inova Diagnostics Inc., San Diego, EUA) com pontos de corte de 15 UI/mL e 20 U/mL, respectivamente. Foram excluídos 62 soros de pacientes com menos de 18 anos de idade e 23 soros solicitados 2 vezes. O diagnóstico de AR foi definido de acordo com os critérios de classificação do ACR. Na análise estatística foram calculadas as medidas de desempenho dos testes, curva ROC, teste de McNemar para comparações emparelhadas e regressão logística. O nível de significância adotado foi de alfa = 0,05%. RESULTADOS: Dos 940 soros restantes, 172 pacientes foram excluídos por falta de definição diagnóstica. O presente estudo compreendeu um total de 768 pacientes, que foram classificados em AR (132) e sem AR (636). Os últimos incluíram: outras doenças difusas do tecido conjuntivo (102), espondiloartropatias soronegativas (38), reumatismo de partes moles e osteoartrite (264), doenças auto-imunes não-reumatológicas (42), neoplasias (30) e outras doenças nãoclassificadas (160). Não houve diferenças estatísticas significativas entre os grupos com e sem AR em relação ao sexo e à origem ambulatorial ou hospitalar. Os níveis de anticorpos anti-CCP foram significativamente mais elevados no grupo com AR (P<0,001), independente dos ajustes para sexo, idade, tempo de duração dos sintomas e FR. Os níveis de FR foram também significantemente mais elevados na AR (P<0,001), mas após aplicação do modelo de regressão logística estas diferenças não se consumaram (P=0,15). A probabilidade pré-teste de AR no grupo de 768 pacientes foi de 17%. A área sob a curva ROC para anti- CCP foi de 0,83 (IC95%= 0,78-0,88) e para FR foi de 0,79 (IC95%=0,74-0,84). As sensibilidades e especificidades para anti-CCP e FR foram de 62 e 64% (0,83), e de 97 e 90% (P<0,001), respectivamente. O valor preditivo positivo (VPP) para anti-CCP foi de 79% e para FR de 56% (P<0,001), e o valor preditivo negativo foi de 92% em ambos os testes. A razão de verossimilhança (RV) foi de 17,9 para anti-CCP e de 6,2 para FR (P<0,005). Quarenta pacientes com AR tinham menos de 2 anos de doença e apresentaram diferenças estatisticamente significativas quanto às especificidades (P=0,001), VPPs (P=0,018) e RVs (P<0,001) para anti- CCP. Foram calculados RVs para diferentes pontos de corte de ambos os testes, e encontrados RVs significativas acima de 50 U para anti-CCP e 200 U para FR. Quando os testes foram combinados com pontos de corte sugeridos comercialmente, apenas a associação de ambos os testes positivos gerou RV acima de 10 (43,4) e uma probabilidade pós-teste de 90%. CONCLUSÕES: O teste do anti-CCP teve um desempenho melhor em relação ao FR em uma população brasileira com baixa probabilidade pré-teste, sendo mais específico que FR para AR, incluindo doença inicial. Níveis séricos acima de 50 U/mL para anti-CCP e acima de 200 UI/mL para FR aumentaram a probabilidade de AR. Considerando os pontos de corte comerciais, a combinação de ambos os testes positivos gerou maior probabilidade de doença em uma população com baixa suspeição de AR.
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Foram realizados os testes do FR IgM por nefelometria (Dade Behring, Marburg, Alemanha) e do anti-CCP IgG de segunda geração por ELISA (Inova Diagnostics Inc., San Diego, EUA) com pontos de corte de 15 UI/mL e 20 U/mL, respectivamente. Foram excluídos 62 soros de pacientes com menos de 18 anos de idade e 23 soros solicitados 2 vezes. O diagnóstico de AR foi definido de acordo com os critérios de classificação do ACR. Na análise estatística foram calculadas as medidas de desempenho dos testes, curva ROC, teste de McNemar para comparações emparelhadas e regressão logística. O nível de significância adotado foi de alfa = 0,05%. RESULTADOS: Dos 940 soros restantes, 172 pacientes foram excluídos por falta de definição diagnóstica. O presente estudo compreendeu um total de 768 pacientes, que foram classificados em AR (132) e sem AR (636). Os últimos incluíram: outras doenças difusas do tecido conjuntivo (102), espondiloartropatias soronegativas (38), reumatismo de partes moles e osteoartrite (264), doenças auto-imunes não-reumatológicas (42), neoplasias (30) e outras doenças nãoclassificadas (160). Não houve diferenças estatísticas significativas entre os grupos com e sem AR em relação ao sexo e à origem ambulatorial ou hospitalar. Os níveis de anticorpos anti-CCP foram significativamente mais elevados no grupo com AR (P<0,001), independente dos ajustes para sexo, idade, tempo de duração dos sintomas e FR. Os níveis de FR foram também significantemente mais elevados na AR (P<0,001), mas após aplicação do modelo de regressão logística estas diferenças não se consumaram (P=0,15). A probabilidade pré-teste de AR no grupo de 768 pacientes foi de 17%. A área sob a curva ROC para anti- CCP foi de 0,83 (IC95%= 0,78-0,88) e para FR foi de 0,79 (IC95%=0,74-0,84). 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CONCLUSÕES: O teste do anti-CCP teve um desempenho melhor em relação ao FR em uma população brasileira com baixa probabilidade pré-teste, sendo mais específico que FR para AR, incluindo doença inicial. Níveis séricos acima de 50 U/mL para anti-CCP e acima de 200 UI/mL para FR aumentaram a probabilidade de AR. Considerando os pontos de corte comerciais, a combinação de ambos os testes positivos gerou maior probabilidade de doença em uma população com baixa suspeição de AR.Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do SulFaculdade de MedicinaBRPUCRSPrograma de Pós-Graduação em Medicina e Ciências da SaúdeStaub, Henrique Luizhttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4767824J5Silveira, Inês Guimarães da2015-04-14T13:35:07Z2007-01-092005-12-16info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfSILVEIRA, Inês Guimarães da. 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