Análise filogenética de Sphaenorhynchus Tschudi, 1838 (Anura: Hylidae)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: Vieira, Katyuscia de Araujo
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Faculdade de Biociências
BR
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Zoologia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/203
Resumo: O gênero de hilídeos Sphaenorhynchus é atualmente composto por 14 espécies, três delas com distribuições associadas à Bacia Amazônica, dez à Floresta Atlântica e uma com distribuição incerta. Apesar de algumas sinapomorfias morfológicas terem sido propostas para Sphaenorhynchus, evidências convincentes de monofilia faltam para este gênero, e os relacionamentos entre suas espécies são virtualmente desconhecidos. Com os objetivos de (1) testar a monofilia de Sphaenorhynchus; (2) testar as relações entre as suas espécies; e (3) testar no contexto filogenético a evolução da pedomorfose e sítios de oviposição, eu realizei uma análise filogenética baseada em 166 caracteres fenotípicos tomados de 11 espécies de Sphaenorhynchus e 12 taxa do grupo externo, e sequências de DNA dos genes 12S, tRNA valine, 16S e citocromo b para oito representantes de Sphaenorhynchus e 22 taxa do grupo externo. Na análise de evidência total a monofilia de Sphaenorhynchus foi suportada por um valor de Goodman-Bremer (GB) de 20 e diagnosticada por 24 transformações fenotípicas e 62 genotípicas, com S. pauloalvini sendo a espécie irmã de todas as outras espécies do gênero. Sphaenorhynchus carneus forma um clado junto às demais espécies do gênero (excluindo S. pauloalvini) suportado por GB de 17 e 20 transformações fenotípicas. As duas espécies amazônicas (S. lacteus e S. dorisae) formam um clado posicionado entre as espécies de Floresta Atlântica. Sphaenorhynchus prasinus é a espécie irmã do clado formado por S. palustris, S. bromelicola, S. orophilus, S. surdus e S. caramaschii. O relacionamento entre estas espécies não é definido na análise de evidência total. No entanto, na análise de apenas os dados fenotípicos S. palustris aparece como espécie irmã das outras espécies desse clado, e S. bromelicola como espécie irmã do clado formado por S. orophilus, S. surdus e S. caramaschii. Na análise de dados fenotípicos S. surdus é agrupado com S. caramaschii, mas na análise de dados genotípicos cai junto a S. orophilus. A evolução da pedomorfose em Sphaenorhynchus é ambígua. A inclusão de S. botocudo e S. mirim e a resolução da ambiguidade no posicionamento de S. palustris e S. bromelicola são necessárias para o melhor entendimento da evolução deste caráter dentro do gênero. A deposição de ovos na água é um estado ancestral em relação à deposição de ovos nas folhas, que pode ser uma sinapomorfia para Sphaenorhynchus ou ter evoluído independentemente em S. carneus e S. pauloalvini, com a deposição de ovos em bromélias sendo facultativa para S. surdus.
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