Neurocriminologia : (re)pensando a criminologia a partir de diferentes ângulos e abordagens

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Rivero, Samuel Malafaia
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Escola de Direito
Brasil
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Ciências Criminais
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/7654
Resumo: Adotando o pressuposto de que a violência é um fenômeno complexo - eis que em alguma medida reflete ações e reações humanas (ou seja, comportamento humano), mediadas por fatores biológicos e sociais -, é significativo para o desenvolvimento do discurso criminológico contemporâneo, discutir novas e potenciais abordagens sobre a sua natureza e elaboração. Sobretudo, discutir as implicações que as novas descobertas neurocientíficas podem ter na compreensão e abordagem do fenômeno da violência. Dessa forma, a partir da análise da abordagem proposta pela neurocriminologia, o presente estudo pretende (re)pensar as bases epistemológicas da Criminologia, valendo-se das lições e propostas introduzidas por Carlos Alberto Elbert (2000 e 2012), cotejadas com os conceitos de hiperespecialização e interdisciplinaridade propostos por Edgar Morin (2011). Pretendemos assim, estabelecer um debate sobre a importância da abertura e da interação entre diferentes disciplinas para que se de conta das complexidades de fenômenos como a violência. Adotamos também como pressuposto o fato que a virada paradigmática enfrentada pela Criminologia a partir do labeling approach fez com que o crime fosse reduzido a um fenômeno exclusivamente social. Os ranços do paradigma etiológico e a ascensão da abordagem sociológica afastaram do discurso criminológico as demais dimensões que compreendem o comportamento humano. Qualquer perspectiva natural, biológica, tornou-se marginalizada, ignorada pelo pensamento criminológico crítico. Seja porque sua importância passou a ser considerada como insignificante, seja porque se entendeu que, como um fato social, o crime só poderia ter causas sociais. Em suma, nosso objetivo é promover a discussão sobre a importância de uma abordagem múltipla sobre o fenômeno da violência, especificamente esta entendida como comportamento agressivo. Assim é que vislumbramos a neurocriminologia, disciplina que procura estabelecer um diálogo entre abordagens sociológicas e biológicas para compreender o fenômeno criminoso, proposta por Adrian Raine (2015), como uma interessante possibilidade de oportunizar essa abertura. A referida abertura é evidentemente parcial e carente de inúmeras críticas. Fato que nos leva a desenvolver o trabalho sempre procurando apontar algumas das possíveis implicações e limites da referida disciplina, principalmente destacando o estabelecimento de critérios metodológicos.
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Dessa forma, a partir da análise da abordagem proposta pela neurocriminologia, o presente estudo pretende (re)pensar as bases epistemológicas da Criminologia, valendo-se das lições e propostas introduzidas por Carlos Alberto Elbert (2000 e 2012), cotejadas com os conceitos de hiperespecialização e interdisciplinaridade propostos por Edgar Morin (2011). Pretendemos assim, estabelecer um debate sobre a importância da abertura e da interação entre diferentes disciplinas para que se de conta das complexidades de fenômenos como a violência. Adotamos também como pressuposto o fato que a virada paradigmática enfrentada pela Criminologia a partir do labeling approach fez com que o crime fosse reduzido a um fenômeno exclusivamente social. Os ranços do paradigma etiológico e a ascensão da abordagem sociológica afastaram do discurso criminológico as demais dimensões que compreendem o comportamento humano. Qualquer perspectiva natural, biológica, tornou-se marginalizada, ignorada pelo pensamento criminológico crítico. Seja porque sua importância passou a ser considerada como insignificante, seja porque se entendeu que, como um fato social, o crime só poderia ter causas sociais. Em suma, nosso objetivo é promover a discussão sobre a importância de uma abordagem múltipla sobre o fenômeno da violência, especificamente esta entendida como comportamento agressivo. Assim é que vislumbramos a neurocriminologia, disciplina que procura estabelecer um diálogo entre abordagens sociológicas e biológicas para compreender o fenômeno criminoso, proposta por Adrian Raine (2015), como uma interessante possibilidade de oportunizar essa abertura. A referida abertura é evidentemente parcial e carente de inúmeras críticas. Fato que nos leva a desenvolver o trabalho sempre procurando apontar algumas das possíveis implicações e limites da referida disciplina, principalmente destacando o estabelecimento de critérios metodológicos.Adoptando la suposición de que la violencia es un fenómeno complejo - que en cierta medida refleja las acciones y reacciones humanas (es decir, el comportamiento humano), mediadas por factores biológicos y sociales - es significativo para el desarrollo del discurso criminológico contemporáneo, discutir nuevas y posibles criterios de su naturaleza y desarrollo. Por encima de todo, discutir las implicaciones de los nuevos hallazgos científicos pueden tener para comprender y afrontar el fenómeno de la violencia. Por lo tanto, a partir del análisis del enfoque propuesto por la neurocriminologia, este estudio pretente (re)pensar los fundamentos epistemológicos de la criminología, a partir de las lecciones y propuestas presentadas por Carlos Alberto Elbert (2000 y 2012), cotejados con los conceptos de hiperespecialización y la interdisciplinariedad propuestos por Edgar Morin (2011). Tenemos la intención de establecer un debate sobre la importancia de la apertura y la interacción entre las diferentes disciplinas para que se de cuenta de la complejidad de los fenómenos como la violencia. También se presupone el hecho de que el cambio paradigmático que se enfrentó la Criminología com la teoría del etiquetado, hizo que el crimen se redujo a un fenómeno puramente social. La congestión del paradigma etiológico y el ascenso del enfoque sociológico lejos del discurso criminológico las otras dimensiones que conforman el comportamiento humano. Cualquier perspectiva natural, biológica, quedó marginado, ignorado por el pensamiento criminológico crítico. Ya sea porque ha llegado su importancia debe ser considerado como insignificante, o porque se entendía que, como hecho social, el delito sólo puede tener causas sociales. En resumen, nuestro objetivo es promover la discusión sobre la importancia de un enfoque múltiple para el fenómeno de la violencia, específicamente este percibe como un comportamiento agresivo. Por lo tanto, es que se vislumbra la neurocriminologia, la disciplina que busca establecer un diálogo entre los enfoques sociológicos y biológicos para entender el fenómeno criminal, propuesto por Adrian Raine (2015), como una oportunidad interesante para crear oportunidades de apertura. Dicha abertura es evidentemente parcial y carente de numerosas críticas. Este hecho nos lleva a desarrollar el trabajo siempre tratando de señalar algunas de las posibles implicaciones y limitaciones de esa disciplina, destacando especialmente el establecimiento de criterios metodológicos.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESPontifícia Universidade Católica do Rio Grande do SulEscola de DireitoBrasilPUCRSPrograma de Pós-Graduação em Ciências CriminaisSouza Júnior, Ney Fayet dehttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4771413T1Rivero, Samuel Malafaia2017-09-13T11:20:16Z2016-11-30info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/7654porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RSinstname:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)instacron:PUC_RS2017-09-13T15:01:18Zoai:tede2.pucrs.br:tede/7654Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede2.pucrs.br/tede2/PRIhttps://tede2.pucrs.br/oai/requestbiblioteca.central@pucrs.br||opendoar:2017-09-13T15:01:18Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)false
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