Comparação de técnicas de desinfecção do tubo de entrada de medicamento da bolsa de diálise peritoneal

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Conti, Adriana
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Escola de Medicina
Brasil
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Medicina e Ciências da Saúde
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/7646
Resumo: Introdução: A Diálise Peritoneal utiliza a membrana peritoneal para realizar trocas entre o sangue e a solução de diálise. Peritonite é a maior complicação, e o germe predominante é o Staphylococcus coagulase negativa (SCN). O tratamento para peritonite é realizado com a administração de antibiótico intraperitoneal. Durante o treinamento, o paciente e/ou familiar são capacitados a administrar antibiótico via intraperitoneal, se necessário. No entanto, não existe consenso quanto à maneira mais apropriada para a desinfecção do tubo entrada de medicação (TEM). Empresas que comercializam o material de DP recomendam que, para a administração de antibióticos e outros medicamentos, o TEM deve ser limpo durante cinco minutos com álcool a 70%, iodo povidine alcóolico ou clorexidina alcoólica. Objetivo: Comparar a eficácia das técnicas e produtos de desinfecção do TEM da bolsa de diálise peritoneal. Método: Foi realizado um estudo experimental com diferentes agentes de limpeza (álcool x clorexidina 2%) e períodos de tempo (5, 10, 60 segundos) para a desinfecção do TEM. Foram preparados quatro micro-organismos (S. aureus, E. coli, A. baumanni e C. parapsilosis) para utilização como contaminantes e foram incubados em Caldo de Soja Tripticaseína a 36º C durante 24 horas, após foram semeados por depleção em placas de ágar sangue (AS) e incubados durante 24 horas a 36º C. Resultados: No total, 240 bolsas PD foram contaminadas com quatro micro-organismos diferentes. Foram identificadas duas culturas positivas (E. coli e S. aureus), ambas após desinfecção com álcool 70% com o tempo de 5 e 10 segundos de atrito. Conclusão: Embora sem diferença estatística entre os antissépticos utilizados e o tempo de limpeza, o uso de clorexidine por 1 minuto foi o único em que não houve crescimento bacteriano, portanto achamos pertinente esta recomendação.
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spelling Comparação de técnicas de desinfecção do tubo de entrada de medicamento da bolsa de diálise peritonealAntissepsiaDiálise PeritonealInsuficiência Renal CrônicaDesinfecçãoCIENCIAS DA SAUDE::MEDICINAIntrodução: A Diálise Peritoneal utiliza a membrana peritoneal para realizar trocas entre o sangue e a solução de diálise. Peritonite é a maior complicação, e o germe predominante é o Staphylococcus coagulase negativa (SCN). O tratamento para peritonite é realizado com a administração de antibiótico intraperitoneal. Durante o treinamento, o paciente e/ou familiar são capacitados a administrar antibiótico via intraperitoneal, se necessário. No entanto, não existe consenso quanto à maneira mais apropriada para a desinfecção do tubo entrada de medicação (TEM). Empresas que comercializam o material de DP recomendam que, para a administração de antibióticos e outros medicamentos, o TEM deve ser limpo durante cinco minutos com álcool a 70%, iodo povidine alcóolico ou clorexidina alcoólica. Objetivo: Comparar a eficácia das técnicas e produtos de desinfecção do TEM da bolsa de diálise peritoneal. Método: Foi realizado um estudo experimental com diferentes agentes de limpeza (álcool x clorexidina 2%) e períodos de tempo (5, 10, 60 segundos) para a desinfecção do TEM. Foram preparados quatro micro-organismos (S. aureus, E. coli, A. baumanni e C. parapsilosis) para utilização como contaminantes e foram incubados em Caldo de Soja Tripticaseína a 36º C durante 24 horas, após foram semeados por depleção em placas de ágar sangue (AS) e incubados durante 24 horas a 36º C. Resultados: No total, 240 bolsas PD foram contaminadas com quatro micro-organismos diferentes. Foram identificadas duas culturas positivas (E. coli e S. aureus), ambas após desinfecção com álcool 70% com o tempo de 5 e 10 segundos de atrito. Conclusão: Embora sem diferença estatística entre os antissépticos utilizados e o tempo de limpeza, o uso de clorexidine por 1 minuto foi o único em que não houve crescimento bacteriano, portanto achamos pertinente esta recomendação.Introduction: Peritonitis remains a major complication in peritoneal dialysis patients, with the predominant infectious agent being coagulase-negative Staphylococcus (CNS). Intraperitoneal administration of antibiotics is the required treatment, however, no consensus exists on the appropriate disinfection of the medication port (MP). Objective: To compare different disinfection techniques for the peritoneal dialysis bag MP. Methods: An experimental study was conducted testing different cleaning agents (70% alcohol vs 2% chlorhexidine) and time periods (5, 10 and 60seconds) for disinfection of the MP. Four microorganisms (S. aureus, E.coli, A. baumannii and C.parapsilosis) were prepared for use as contaminants of the MP. MP were incubated in Tryptic soybroth at 36ºC for 24 h, after which, they were seeded on a Biomérieux® blood agar plate and incubated for 24 h at 36ºC. Results: A total of 240 PD bags were contaminated with four different microorganisms. Two positive cultures (E. coli and S. aureus) were identified, both after disinfection with alcohol after 5 and 10 seconds of friction, and none in the chlorhexidine group. Conclusion: although there was no statistical difference between the antiseptics used and the cleaning time, the use of chlorhexidine for 1 minute was the only one in which there was no bacterial growth, therefore we considered this recommendation.Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do SulEscola de MedicinaBrasilPUCRSPrograma de Pós-Graduação em Medicina e Ciências da SaúdeFigueiredo, Ana Elizabeth Prado Limahttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4776900A3Conti, Adriana2017-09-11T11:26:00Z2017-03-20info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/7646porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RSinstname:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)instacron:PUC_RS2022-09-14T15:00:10Zoai:tede2.pucrs.br:tede/7646Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede2.pucrs.br/tede2/PRIhttps://tede2.pucrs.br/oai/requestbiblioteca.central@pucrs.br||opendoar:2022-09-14T15:00:10Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)false
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