A hermenêutica filosófica como filosofia : uma crítica interna ao pensamento de Gadamer
| Ano de defesa: | 2015 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas Brasil PUCRS Programa de Pós-Graduação em Filosofia |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/6466 |
Resumo: | Trata a presente investigação de responder se a hermenêutica filosófica, autonomizada nos marcos do pensamento de Hans-Georg Gadamer pela reivindicação do atributo da universalidade do problema hermenêutico, pode ser qualificada genuinamente como filosofia. O fio condutor da tese percorre as principais características da hermenêutica filosófica gadameriana com a finalidade de promover uma espécie de crítica interna a partir dos correspondentes pressupostos, especialmente os que giram em torno do primado universal da historicidade da compreensão. Preconiza-se a necessidade de contrapor ao horizonte transcendental de sentido, significativamente acentuado pela hermenêutica filosófica pela incidência da compreensão histórica que atravessa toda e qualquer interpretação acerca do mundo, o horizonte transcendental de validade normativa, responsável pela derivação crítica e reflexiva de qualquer pensamento que se intitule como legitimamente filosófico. Nesses termos, a hermenêutica enquanto filosofia, para alcançar-se na pretendida plataforma de universalidade, precisa reivindicar concomitantemente o substrato da racionalidade normativa de validação, de maneira a não incorrer na hipertrofia do ontológico, como se fosse um substitutivo redundante da filosofia hermenêutica de Heidegger. Ademais, a hermenêutica filosófica deverá resistir-se, com igual prudência de autocrítica, no estímulo demasiado desta contrapartida de validade reflexiva, de maneira a contestar o lugar arrogante capaz de impulsionar o veredicto da palavra final ou da fundamentação última intransitivamente considerada como derradeiro critério, eis que a assunção de sua universalidade se sobressai no caminho crítico da metafísica da finitude, isto é, no horizonte de um programa despido de conotação absoluta ou totalitária. |
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A hermenêutica filosófica como filosofia : uma crítica interna ao pensamento de GadamerFILOSOFIA ALEMÃHERMENÊUTICAGADAMER, HANS-GEORG - CRÍTICA E INTERPRETAÇÃOMETAFÍSICAVERDADEPRAGMÁTICA TRANSCENDENTALCIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIATrata a presente investigação de responder se a hermenêutica filosófica, autonomizada nos marcos do pensamento de Hans-Georg Gadamer pela reivindicação do atributo da universalidade do problema hermenêutico, pode ser qualificada genuinamente como filosofia. O fio condutor da tese percorre as principais características da hermenêutica filosófica gadameriana com a finalidade de promover uma espécie de crítica interna a partir dos correspondentes pressupostos, especialmente os que giram em torno do primado universal da historicidade da compreensão. Preconiza-se a necessidade de contrapor ao horizonte transcendental de sentido, significativamente acentuado pela hermenêutica filosófica pela incidência da compreensão histórica que atravessa toda e qualquer interpretação acerca do mundo, o horizonte transcendental de validade normativa, responsável pela derivação crítica e reflexiva de qualquer pensamento que se intitule como legitimamente filosófico. Nesses termos, a hermenêutica enquanto filosofia, para alcançar-se na pretendida plataforma de universalidade, precisa reivindicar concomitantemente o substrato da racionalidade normativa de validação, de maneira a não incorrer na hipertrofia do ontológico, como se fosse um substitutivo redundante da filosofia hermenêutica de Heidegger. Ademais, a hermenêutica filosófica deverá resistir-se, com igual prudência de autocrítica, no estímulo demasiado desta contrapartida de validade reflexiva, de maneira a contestar o lugar arrogante capaz de impulsionar o veredicto da palavra final ou da fundamentação última intransitivamente considerada como derradeiro critério, eis que a assunção de sua universalidade se sobressai no caminho crítico da metafísica da finitude, isto é, no horizonte de um programa despido de conotação absoluta ou totalitária.This research is in charge of responding whether philosophical hermeneutics, which became autonomous within the framework of the thought of Hans-Georg Gadamer the claim of universality of the hermeneutical problem attribute, may be qualified as genuine philosophy. The underlying theme of the thesis covers the main features of Gadamer's philosophical hermeneutics in order to promote a kind of internal criticism about its corresponding assumptions, especially those that revolve around the universal primacy of the historicity of understanding. It advocates the need to counteract against the transcendental horizon of meaning, significantly accentuated by philosophical hermeneutics through the incidence of historical understanding that runs through each interpretation about the world, the transcendental horizon of normative validity, responsible for critical and reflective bypass any thought that title itself as legitimately philosophical. In these terms, hermeneutics as philosophy, to achieve the desired universality platform, must claim at the same time the substrate of normative rationality validation, so as not to incur into a kind of ontological hypertrophy, acting just like a redundant substitute hermeneutics of Heidegger's philosophy. Furthermore, philosophical hermeneutics should resist, with equal caution of self-criticism, in stimulating too much of this counterpart reflective validity in order to challenge the arrogant place able to propel the verdict of the final word or the last intransitively foundation considered as an ultimate point of view, behold the assumption of its universality stands on the critical path of the metaphysical finitude, that is, on the horizon of a program stripped of absolute or totalitarian overtones.Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do SulFaculdade de Filosofia e Ciências HumanasBrasilPUCRSPrograma de Pós-Graduação em FilosofiaStein, Ernildo Jacob131.262.450-72http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4783928Z7Reis, Mauricio Martins2016-01-22T11:38:30Z2015-12-18info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttp://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/6466porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RSinstname:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)instacron:PUC_RS2016-01-22T14:00:26Zoai:tede2.pucrs.br:tede/6466Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede2.pucrs.br/tede2/PRIhttps://tede2.pucrs.br/oai/requestbiblioteca.central@pucrs.br||opendoar:2016-01-22T14:00:26Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)false |
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